CORAZÓN: Novo projeto de Ana de Armas ganha data de estréia, pôster e trailer

Finalmente! Meses atrás, Ana de Armas participou de um projeto secreto, e, até então, não sabiamos nenhuma informação sobre o mesmo. Mas, para nossa felicidade, o filme foi um dos indicados ao Tribeca X Award, do Tribeca Film Festival.

Além da estréia no festival, “Corazón” será lançado na internet no dia 23 de abril.

Os homens que pagam pelo corpo de Elena Ramirez não sabem que ela está morrendo. Com nada a perder e uma família que precisa dela para viver, ela decide deixar Santo Domingo e seguir o único médico que lhe dá esperança em uma viagem quase impossível para Nova York. Corazón, um filme surpreendente baseado em uma história real, apresenta o ator indicado ao Oscar Demian Bichir, a atriz Ana de Armas e é dirigido por John Hillcoat.

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Ana fala sobre o movimento #MeToo, sua vida em Cuba e mais em entrevista à GQ México

DEUSA! Ana de Armas é a capa do mês de abril da GQ México, e além de um ensaio maravilhoso, a atriz concedeu uma entrevista para a revista. Leia e confiram as fotos:

Atravessar o Paseo del Prado e a Avenida del Puerto é um dos pontos-chave de Havana. Quando chego lá, o tempo praticamente pára. Em frente, o icônico Capitólio, que se ergue entre edifícios antigos para se estabelecer como o coração da capital cubana.

À esquerda, a baía, com suas dezenas de cruzeiros que chegam todos os dias carregados de turistas ávidos por rum, tabaco e festa. Atrás, o mar, a vários quilômetros de distância, se funde com as águas da Flórida. E à direita, o famoso Malecón, lotado todas as tardes por moradores e visitantes, que chegam a este ponto para admirar o pôr do sol enquanto os sons emanam de um bar, uma casa ou qualquer carro que passa da Havana Velha ao bairro do Vedado. Visto desta forma, as razões pelas quais Ana de Armas considera essa parte como seu lugar favorito em sua cidade natal são bem compreendidas. “Meu lugar favorito em Cuba é Havana, e meu canto favorito da capital é o Malecón”, ela me conta entre risadas e com uma óbvia nostalgia em sua voz. O anseio está aumentando quando pergunto como foi crescer na ilha. “Eu tive uma infância muito divertida, espontânea, real e livre; mas também muito alerta do que estava acontecendo ao meu redor. Quando criança, você está ciente das situações políticas e sociais que ocorrem no país e no resto do mundo”, ela diz. “Cuba ainda é minha casa. Não importa quantos anos eu esteja fora, o quão ocupada estou, o pouco que consigo me comunicar com minha família ou amigos sempre será minha casa.”

O que você mais sente falta, além da família?
A comida (risos).

Ropa Vieja e Moros y cristianos? [Pratos típicos de Cuba]
Exatamente (risos). Devo confessar que às vezes preparo feijão preto, mas sinto falta do tempero e todo o ritual em torno da cozinha. Você vai para a casa de um amigo, joga dominó, enquanto prepara a comida, bebe uma cerveja e coloca alguns discos de salsa para animar a noite.

Nascida em 30 de abril de 1988, Ana diz que foi justamente todo o contexto em que sua infância foi passada que desencadeou seu amor pelo cinema e, mais tarde, seu desejo de se dedicar à atuação.

“Desde que eu era criança, participei de projetos de vizinhança, fizemos canto e dança. Aos 13 anos, comecei a contar aos meus pais que queria ser atriz. Assistimos a muitos filmes em casa. Lembro-me de ver cenas e depois correr para o espelho para repeti-las.”

Que filmes você reinterpretou? Alguém em particular marcou você?
Eu lembro de atuar muitas sequências do Titanic (risos). Especialmente aquele em que Jack está morrendo e ela não pode gritar porque sua voz está sufocada pelo frio. ‘Jack, Jack’… Sim, repeti isso várias vezes. Que vergonha! (e ela solta uma risada).

Não se preocupe, todos nós refizemos cenas de Titanic em algum momento de nossas vidas…
Sim, não é verdade?! Então não vou mais sentir vergonha.

Assim que alcançou a maioridade, Ana decidiu recolher todas as suas economias e comprar uma passagem para a Espanha, com um objetivo em mente: realizar seu sonho. Nos primeiros anos houve um estágio complicado para a garota cubana, cheia de desafios. No entanto, sua primeira oportunidade não demorou a chegar. Una rosa de Francia (2006), de Manuel Gutiérrez Aragón, foi seu primeiro filme, seguido de alguns projetos para a televisão. Ela foi Carolina Leal Solís, seu papel na bem-sucedida série El internado (2007), que lhe valeu reconhecimento público e popularização além das fronteiras do mediterrâneo. Ao contrário da longa provação que muitos atores tiveram que lutar para conseguir um lugar em Hollywood, de repente e inesperadamente, Ana já estava pronta para conquista-los quando foi contratada por Eli Roth para interpretar uma das duas mulheres sexy que se tornaram o pior pesadelo de Keanu Reeves no filme Knock Knock.

Na carreira de ator, quanto do sucesso é devido à sorte e quanto ao talento?
Eu acho que há sorte na vida. Todos nós temos mais e outros menos. Mas você também tem que cooperar um pouco (risos). Se você realmente quer algo, você deve persegui-lo e ser pró-ativo para chegar lá. Você tem que trabalhar duro e fazer um esforço. Como dizemos em Cuba, as coisas não caem do mato.

Após esta entrada triunfal no cinema, as portas se abriram para a cubana. Exposed (2016), Hands Of Stone (2016), War Dogs (2016) e Overdrive (2017), foram seus projetos seguintes, em alguns destes, teve a oportunidade de trabalhar com atores como Edgar Ramírez, Mira Sorvino, Scott Eastwood e o magnífico Robert De Niro. O começo dessa ótima caminhada veio com a megaprodução de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, continuação de um dos filmes mais icônicos da década de 80.

Na sequência, Ana interpretou Joi, o interesse romântico (e guia espiritual) de K, o personagem de Ryan Gosling. “Todos os envolvidos na produção estavam nervosos porque queríamos estar à altura do primeiro filme. Para mim foi tudo um reto, desde a audição para dar a vida a um papel tão completo fisicamente. Alias, foi a primeira vez em que me envolvi em uma gravação tão extensa. As gravações duraram cinco meses e exigiram de mim um grande trabalho emocional e psicológico. Sabia que era um filme muito grande e isso sempre nos deixa com medo”.

Em algum momento você se sentiu intimidada por estas grandes estrelas de Hollywood com quem você já trabalhou?
Sim. Foram momentos curtos, até mesmo minutos. É algo inevitável, porque trabalhar com essa grandes ícones tem sido um sonho que se tornou realidade. Tem sido sorte de contracenar com pessoas que são mais artistas do que ego e isso me ajudou muito, porque nos instantes de insegurança tenho que ficar mais focada em meu trabalho. Isso me faz sentir igual a eles e isso ajuda.

Com um exército de milhões de seguidores no Instagram e Twitter (Ana_d_Armas) nas costas, este ano a cubana traz embaixo do braço um novo projeto. Trata-se do longa metragem “Three Seconds”, que está nas ordens de Andréa Dia Stefano (Escobar: El paraíso perdido, 2014), e onde compartilhará cartaz com Joel Kinnaman e Rosamund Pike. No filme, ela estará no papel de Sofía, uma mulher forte e poderosa, uma mãe de família que sempre protege seus filhos sem se importar com as consequências.

“Com Joel tenho uma parceria poderosa. Uma espécie de Bonnie e Clyde, juntos até que a morte os separe”, revela. E já que falamos de mulheres valentes, De Armas está convencida de que é necessário que as atrizes sigam criando a voz e que Hollywood abram as portas necessárias para terem mais representação feminina em grandes filmes, pois “como atriz, chega um momento em que quer crescer e fazer outras coisas, contas histórias diferentes. Ainda tem muito a se fazer, é um tema que ainda está em estado de letargia”.

Qual é sua postura em relação ao movimento #MeToo? Você apoia as mulheres que estão falando para denunciarem os abusos?
Eu estou com as mulheres que têm falado e também com aquelas que ainda não falaram. Como mulher, defendo o direito de contar ou não algo tão íntimo e horrível. Alias, nem todas reagimos da mesma maneira, cada uma reage de uma forma. Nem todas vamos à manifestações, nem todas temos a capacidade de tornamos líderes de um movimento; mas temos outros modos de fazer este trabalho social, começando pela educação e pela família.

Fonte | Tradução – Equipe ADABR e Yasmim

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“Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes”, Ana fala sobre novos trabalhos em entrevista

Leiam a entrevista de Ana para as revistas Gotham, Michigan Avenue e LA Confidential:

Ana de Armas tem orgulho de sua habilidade de entrar no núcleo emocional de um personagem, mas admite que as coisas ficam um pouco complicadas quando seu personagem é composto de zeros e zeros.

É o caso da obra-prima de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, em que Armas interpreta Joi, um holograma que serve fielmente (pense na Siri com um corpo e a devoção do secretário de Mike Hammer, Velda) o personagem de Ryan Gosling, K. E, embora artificial, Joi também é de muitas maneiras o coração da história, o que trouxe sérios desafios de atuação para Armas, como quando seu personagem sofre falhas tecnológicas.

Pegue a cena em que o veículo voador de K falha em um aterro do tamanho de uma cidade, e Joi em pânico cintila e congela enquanto o sistema operacional cai. “Isso tudo não foi feito no computador – Denis me fez mover assim!”, Lembra Armas com tristeza, descrevendo como Villeneuve fez ela interpretar as tremidas e tilts da falha de sistema da Joi no meio do set cheio de lixo espalhado, vestindo uma roupa minuscula no meio de um dia frio de novembro, enquanto Gosling, que estava inconsciente, a observava durante o erro.

“Eu disse a Ryan: ‘Você não tem permissão para me olhar! Você desmaiou, então fique assim!”, ela ri. Ela convocou movimentos “robotizados e frios” enquanto ainda estava imigrando para o momento de terror de Joi, sem saber se K sobreviveu ao acidente. “É assustador porque você não sabe como será. Pode parecer ótimo ou pode ser embaraçoso.” Em última análise, sua atuação combinada com truques resultou em uma das sequências mais tensas e assustadoras do filme.

A vida emocional surpreendentemente rica do personagem estava no script, mas os detalhes visuais da natureza de Joi ainda não tinham sido desenvolvidos. “Quando eu li o roteiro, minha intuição me dizia que ela era muito emotiva e muito real, mas estava tão confusa”, diz ela. “Denis sempre estava pedindo essa vulnerabilidade, mas mesmo quando conversamos com a equipe de efeitos visuais, ninguém sabia como ela iria parecer. Foi como um processo cego para mim… Normalmente falo movendo minhas mãos e sou muito expressiva com meu rosto – algo cubano, eu acho. Este tinha que ser tudo emocional dentro, mas pouco fisicamente.”

Outros enigmas técnicos únicos surgiram: o físico holográfico de Joi permite que ela troque de roupa em um piscar de olhos. “Eu tive que ser escaneada novamente e novamente [em roupas diferentes]”, diz Armas com uma risada. “Todos pararam durante duas horas para poder mudar minhas roupas e maquiagem, e depois voltar e dizer mais uma linha e depois voltar e mudar de novo. Foi realmente um desafio.”

Esses elementos, somados ao fato de ser uma sequencia para  Blade Runner – um dos filmes mais reverenciados e fluentes do cinema – estrelado por Gosling e o ícone Harrison Ford, e dirigido pelo pensativo cineasta atrás de Arrival, veio com muita expectativa, o que tornou o trabalho tanto aterrorizante quanto emocionante.

“Eu acho que você apenas se joga nesses tipos de momentos quando você tem um diretor como Denis que você sabe que ele estará olhando para cada detalhe”, De Armas diz. “Ele pensou que eu era a pessoa certa, mas então você ainda tem cinco meses à sua frente. Você ainda tem que se entregar. Eu queria devolver a confiança que ele teve em mim, e essa foi a parte assustadora. Você não quer ser a única no filme [que passe pelo comentário] “O filme é bom, mas ela…’, mas eu sabia que se eu estivesse esquecendo algo, no final ele iria me corrigir.”

De Armas, 29, atuou durante toda sua vida, desde seu início no seu país nativo, Cuba. “Eu assistia filme no sofá de minha casa. Se eu via uma cena interpretada por uma mulher ou um homem — Não importava — e eu gostasse, eu corria para o espelho e a repetia”. Quando a família mudou-se para Havana, aos 12 anos de idade, Armas descobriu o National Theater School Of Cuba e convenceu seus pais a deixarem fazer uma audição. Ela foi aceita.

Então, o sonho de tornar-se uma atriz tornou-se real para ela. “Eu sabia que era isso que eu queria fazer”, ela lembra. Durante a escola, ela conseguiu papéis em inúmeras produções espanholas gravadas em Cuba. Após se formar, com um pé na frente da porta e com 200 euros na carteira, ela mudou-se para a Espanha aos 18 anos. “Eu tinha as malas e um passaporte espanhol”, agradece seus avós espanhóis e continua, “então eu comprei um bilhete e disse para a minha mãe: ‘Quando meu dinheiro acabar, eu volto'”.

Praticamente imediatamente após sua chegada, ela conheceu o predominante diretor de elenco espanhol que a colocou imediatamente em um papel para a série de suspense em um ambiente escolar, El internado. “A série me ajudou muito. Foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira”, ela diz sobre seu primeiro gosto da fama, fortuna e material de qualidade. “Pelo fato de eu estar usando um uniforme de escola por três anos, foi difícil “sair” dele. Eu não conseguia papéis porque eles me viam como a estudante da série anterior”.

Um novo começou em Hollywood apareceu. “Mas eu não sabia falar em inglês”, diz de Armas. Ela se jogou no aprendizado do novo idioma, que aprendeu logo. “Era como se fosse um super poder, e eu estava aprendendo como utilizá-lo”, ela admite. “Eu poderia dizer como foi difícil no início para Penélope Cruz, sentir e agir em inglês necessita de uma parte diferente do seu cérebro. Eu sempre pensei, ‘Eu tenho que ser boa nisso. Eu quero ser capaz de sentir e não pensar no que eu estou falando”.

Após um avanço em seu aprendizado, de Armas instruiu seus agentes nos EUA a enviarem para audições, independente de quão forte era seu sotaque. “Eu não queria ir em uma audição para ‘Maria’ e ‘Joana’ — nada desse tipo”, ela diz. “Eu queria uma audição para o mesmo papel que qualquer outro estaria auditando.” Depois de alguns solavancos na estrada, ela encontrou seu caminho. “Eu sabia emocionalmente sobre o que se tratava a cena, então meus sentimentos estavam no lugar certo, mesmo que minha boca estivesse em qualquer outro lugar. Eu acho que eu fiz os diretores Eli Roth e Todd Phillips [que a escalar em para os filmes Knock Knock e Wars Dogs] mudarem de ideia.

“Eu acho que esses três anos e meio de trabalho, sendo novamente anônimo e ter essa liberdade de andar na rua – não ter muitas pessoas prestando atenção no que estou fazendo – foi um bom período de desintoxicação”, diz sobre os benefícios e lado ruim da fama. Mas com críticas positivas sobre seu papel em Blade Runner 2049, ela admite: “Talvez eu tenha que começar a me acostumar novamente… ou talvez não. Talvez nada aconteça!”

Mas “nada” não está no plano de Armas. “Eu quero fazer tudo e além. Eu quero criar um impacto”, ela se entusiasma. “Até agora, sempre fui a esposa ou a namorada do ator principal… Aprendi muito com isso, e aceitei porque queria realmente fazer parte, mas há mais que isso”, explica. “Há grandes papéis femininos que não deveriam estar ali apenas para criar uma situação para que o homem seja o herói. Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes. Nós passamos por tanto… precisamos ver isso na tela. Essas partes femininas não são muitas, mas estão lá fora, e tenho que encontrar algumas. Eu quero essa chance.”

Fonte | Tradução – Yasmim e Equipe Ana de Armas Brasil

Ana de Armas é capa da revista “Gotham”

MARAVILHOSA! Ana de Armas é a capa do mês de dezembro da revista “Gotham” (que contém edições em outros locais como: Michigan Avenue e LA Confidential). Confiram os scans e os bastidores do ensaio legendado:

E fiquem ligados no ADABR porque a entrevista completa será postada em breve!

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