Vanity Fair libera antiga entrevista de Ana de Armas

Mais de dois anos depois, o site da revista Vanity Fair liberou uma entrevista realizada com Ana de Armas em meados de 2014. Leia o bate-papo e vejam as fotos que foram publicadas junto a matéria:

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Photoshoots > 2014 > Vanity Fair

Às vezes o mundo funciona, como dizia um anúncio de carros. E a biografia profissional de Ana de Armas (Cuba, 1988) avança com a mesma velocidade da melhor BMW. Essa jovem de rosto doce e com o olhar inquietante chegou a Los Angeles com a sorte ao seu lado. Em pouco mais de oito anos, deixou de ser uma adolescente cubana empenhada em ser atriz para começar contracenar com as estrelas mais importantes de Hollywood. Ana participou de Hands Of Stone, uma biografia sobre o boxeador panamenho Roberto Duran, ao lado de Robert de Niro, e do suspense Knock Knock, com Keanu Reeves.

Uma menina tão jovem pode sobreviver sobreviver a um sucesso tão brilhante?
Claro que pode. Embora eu tenha passado épocas muito difíceis e me sentido sozinha. Na verdade, eu vivo só. Se estou triste, se eu vou bem ou mais ou menos, se não tenho dinheiro, ou se perco alguém, eu mesma tenho que resolver.

Seus pais não puderam sair de Cuba?
Sim. Não é o problema de sair ou não, eu ainda vivo ali. Os momentos ruins me ajuda a ser realista. Como também a educação que eu recebi, a escola de teatro e todas essas coisas. No final você nunca pode esquecer de onde você vem.

O que você lembra da sua infância?
Meus pais eram universitários, muito trabalhadores e esforçados. Vivíamos sem luxos, com o básico, tínhamos o que comer diariamente e íamos à praia em alguns verões. Graças a honestidade de meus pais, sempre fui consciente, sabia o que podíamos ter e o que não podíamos. Eu e meu irmão saímos para rua e brincávamos como loucos. Eu vivia com os joelhos sangrando (risos). Tive muita liberdade.

De Armas sonhou em ser atriz aos 11 anos e aos 14 entrou para a Escola de Teatro de Havana. Seu início de carreira a preparou desde muito jovem para lidar com os perigos de sua profissão.

“Em meu primeiro filme [La rosa de Francia, de Manuel Gutierrez Aragón] eu tinha 16 anos e me apaixonei por várias pessoas. Agora nas gravações eu sei o que vai acontecer comigo. Mas agora estou ciente de que isso é uma bolha que me envolve por apenas 2 meses.”

De Armas não sabe falar apenas com a voz, mas também com as mãos. Toca a seus interlocutores com desenvoltura Caribenha. Parece frágil, mas ao mesmo tempo valente, ingênua e absolutamente decidida.

Você já teve uma relação sentimental com algum ator…
Não, eu com algum ator, não. Bom, não vá tão rápido. Você me verá que eu sempre acabo com um! Olha, eu lembro que um diretor, não me lembro seu nome, mas com quem tive uma relação mais próxima, teve alguém da sua equipe disse para sua esposa: “Você não se incomoda com a maneira que ele fala com Ana? Eles estão caminhando sozinhos”. E ela contestou: “Agora é a hora que você pode se apaixonar”. Quando eu ouvi isso, eu disse: “Meu Deus, você tem uma mulher perfeita, nunca a deixe”. Para o diretor amar seu filme, ele tem que se apaixonar pela equipe inteira.

Uma vez Keanu Reeves me disse: “Não podemos salvar vidar, mas nosso personagem pode comover tanto que pode se transformar em uma pessoa”. E eu creio que saiu daí essa necessidade de atuar. É como se fosse algo que surgisse junto com o nosso nascimento.

— E nasceu?
— Sim. — retruca — Se fico muito tempo sem atuar, fico triste.

Dizem que os melhores atores são muito tímidos.
É consequência dá profissão. Estamos tão expostos que, se nós sentimos que estamos sendo observados, nós recuamos. Mas não somos mais tímidos que outras pessoas em situações similares.

A verdade é que não. Ana não é nada tímida.

Era boa a escola de teatro em Havana?
Muito boa, sim. – disse quase em um sussurro, como se quisesse enfatizar sua opinião –.

Você viaja muito para cuba?
Menos do que eu gostaria, uma vez por ano, por meus pais e amigos.

E o regime cubano…?
Falar sobre essa situação é algo muito recorrente em muitas das conversas que eu tenho. É impossível defini-lo em poucas palavras. O que acontece na ilha, é bom e ruim… Tenho sim sentimentos perdidos. Eu amo meu país, minhas raízes, minha cultura e estou orgulhosa de ser cubana.

Sua brilhante trajetória profissional contrasta com os acidentes de sua vida sentimental. Mesmo sendo jovem, De Armas já se divorciou. Seu casamento com o ator Marc Clotet durou um pouco mais de um ano. No entanto, seu atual parceiro é o roteirista e diretor David Victori, mas seu companheiro mais fiel é Elvis, um pequeno peludo Maltês, com quem viaja por todas as partes. De Armas foi para Madrid sozinha, com um passaporte válido, por ser descendente de espanhóis por linha materna.

“Na minha casa eu sempre falava da Espanha e tinha um passaporte vermelho guardado em uma caixa.”

Nada mais a se fazer com sua maioridade, ela guardou todas suas economias e contra os desejos de sua família, que a aconselhavam a terminar a escola, Ana comprou uma passagem de avião.

E naquele momento, o dinheiro que eu tinha guardado era muito, porque eu já tinha feito três filmes enquanto eu estudava. Uma parte eu dei aos meus pais e a outra parte eu tinha guardado pra mim.

De quanto dinheiro estamos falando?
Duzentos euros!

E era muito dinheiro para você?
Para um comprar um par de botas (risos).

Botas, como as que ela usa durante a entrevista, um par pequenos até as canelas que deixam suas pernas mais longas e que cruza e descruza durante a conversa.

Como foi sua chegada a Madrid?
Não conhecia nada. Apenas uns amigos de amigos de outros amigos, que eu não conhecia, mas que me alojaram em sua casa.

Para ter assunto para conversar, De Armas assistiu todos os filmes de Almodóvar. Mas não precisou. Com a ajuda de seus representantes (que conheciam seus filmes cubanos), conseguiu um papel na série de TV El internado. Allianz contracenou com Martim Rivas, outra estrela com que protagoniza em sua estreia mais recente, Por um Punhado de Besos, de David Menkes.

Oito anos depois daquela famosa série, a hora de deixar sua vida entre Madrid e Barcelona, chegou. Ana teve que ir para Hollywood sem que tivesse tempo para ter visitado seus avós e primos.

“A maior parte dos atores vão para Los Angeles em busca de agentes e trabalhos. No meu foi ao contrário. O trabalho me levou para ali. O diretor Jonathan Jakubowicz buscava a mulher panamenha de Duran, ele me viu em um filme e entrou em contato com meu representante e perguntou se eu poderia ir para lá. “Claro que eu posso!!! Amanhã mesmo estou aí’.”

O Estados Unidos conheceu esse jovem diretor venezolano obcecado em fazer uma biografia sobre o lendário boxeador Roberto Duran, aliás “Mãos de Pedra”. É o encontro foi, um pouco, peculiar.

“Eu não havia cruzado o oceano apenas para conhece-lo, mas sim para fazer uma audição. Insisti tanto que eu fiz uma prova improvisada. Voltei para a Espanha e cinco meses mais tarde, quando eu achava que o filme tinha sido cancelado ou que haviam contratado outra, ele me chamou para realizar uma verdadeira audição junto com o ator principal. Fiquei dias fazendo testes em Los Angeles e na manhã que eu voltaria para a Espanha, Jonathan veio ao meu hotel e me disse:’Bem vinda à equipe'”

Um ano e meio depois, em Nova Iorque, conheci toda a equipe, incluindo Robert De Niro, John Turturro e Ellen Barkin, assim como ator espanhol Óscar Jaenada.

Trabalhar com estrelas não te intimida?
A princípio um pouco, quero atingir as expectativas. Mas quando gritam “ação”, somos todos iguais. Não julgamos uns aos outros. Suponhamos que cada um é mais adequado para representar seu papel.

Você acessa sites que falam sobre celebridades?
Sim, é difícil não acessar (risos).

Quem não trabalha para a ‘indústria’ em Los Angeles?

Apesar de seu ar de lolita, De Armas cresceu. Posa por horas sem queixar das indicações do fotógrafo. Se dispôs a ser maquiada, propõe alterações naturalmente, e responde a entrevista sem olhar no relógio. De longe, parece uma garota normal. De perto, o olhar dela intimida; e na tela, torna-se muito fotogênica.

Como conseguiu aquele papel no filme de Manuel Gutiérrez Aragón, Uma Rosa de Francia?
Estava estudando na escola de teatro e me disseram que ele estava na escola. Me apresentei no teste de elenco e na mesma hora Manuel disse: “Pare aí, não continue. O papel é seu”.

Simples assim, claro. Que pergunta boba.

Fonte | Tradução – Yasmim

Glamour US: Conheça Ana de Armas – a beleza cubana que está em ascensão

Começando o Ano com o pé direito! Ana de Armas estará na edição de janeiro da revista Glamour US. Leia a tradução da matéria:

Conheça Ana de Armas

A beleza cubana que está em ascensão.

Idade: 28. Cidade Natal: Santa Cruz del Norte, Cuba.

Crescendo: “Minhas memórias de infância são incríveis, sempre tive liberdade em todos os sentidos.”

Carimbo do sucesso: Depois de frequentar a Escola Nacional de Teatro de Cuba, Ana participou de três produções cubanas-espanholas. “Eu tinha um passaporte duplo porque meus avós eram espanhóis – foi a única maneira que encontrei para escapar.”

Primeiro passo: o diretor Jonathan Jakubowicz escolheu Ana para fazer a namorada de Roberto Durán (Édgar Ramirez) em Hands of Stone.

Mudando para Los Angeles: “Foi difícil, eu tinha uma carreira na Espanha e você tem que abandonar seu ego, eu era uma ‘ninguém’ novamente.”

Desconhecida nunca mais: Veja ela na comédia War Dogs. “Parece que eu só faço esposas e namoradas, mas elas não esperam em casa, eu visto as calças.”

Next up: O Blade Runner reiniciar, estrelado por Harrison Ford e Ryan Gosling. “É difícil explicar aos meus pais o que está acontecendo, você não pode comparar Hollywood com Cuba, eu nem sabia que podia sonhar com isso”.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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Primeira imagem promocional de Ana em “Blade Runner 2049”

A primeira imagem promocional de Joi, personagem de Ana de Armas, em “Blade Runner 2049” foi liberada na edição de dezembro da revista Entertainment Weekly. Confira em primeira mão:

Denis Villeneuve não pegou leve em Blade Runner 2049. A indústria agora vê com bons olhos, o cenário político pede e a aguardada sequência de Blade Runner, o Caçador de Andróides foi produzida com o “rated r” na mira. Em alta nos últimos meses, a classificação indicativa que impede que menores de 17 anos vejam o filme desacompanhados nos EUA não atrapalhou (e talvez até tenha ajudado) o sucesso de Deadpool e será adotada por Logan e possivelmente X-Force.

“Os produtores acham engraçado me lembrar que esse será um dos mais caros filmes independentes proibido para menores já feito”, disse Villeneuve ao Screen Daily. O “rated r” tradicionalmente corresponde ao “não recomendado para menores de 16 anos” no Brasil, classificação que outros filmes do diretor, como Sicario e Os Suspeitos, receberam. Blade Runner, o Caçador de Andróides é recomendado para maiores de 14 anos.

Denis, que finalizou as gravações em novembro e no momento edita a ficção científica em Los Angeles, revelou na mesma entrevista que evitou ao máximo o famoso CGI, assim como já havia feito em A Chegada.

“Posso contar nos dedos a quantidade de vezes que colocamos tela verde no set. A maior parte do filme foi feita na câmera, eu e Roger Deakins [diretor de fotografia] trabalhamos muito para isso. […] CGI é uma ferramenta útil para fundos, mas o que está ao redor dos atores precisa ser o mais real possível. Quando vejo um filme com muito CGI acabo perdendo a conexão.”

O diretor também se disse “condenado” ao gênero e já tem planos para os próximos projetos: “Amo ficção científica. Tenho mais duas ideias que adoraria executar. E Blade Runner pode continuar… Vamos ver como esse se sairá.”. Pelo frisson causado pelo teaser, o sucesso e a sequência estão mais que garantidos.

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Filmes > Blade Runner 2049 > Imagens promocionais

Via: Adorocinema

BLADE RUNNER 2049: Sinopse e primeiro teaser do filme

Muitas novidades sobre Blade Runner 2049! A sinopse, trailer (infelizmente a personagem de Ana não aparece) e data de estréia – 06 de Outubro de 2017 – do filme foram divulgados. Veja:

  • 30 anos após os eventos do primeiro filme, um novo Blade Runner, o policial de Los Angeles K (Ryan Gosling), descobre um segredo há muito tempo enterrado que tem o potencial de mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta de K o leva a uma missão para buscar Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-blade runner que está desaparecido há três décadas.

Via: Omelete

Ana finaliza as gravações de “Blade Runner 2049”

Após ficar mais de um mês em Budapeste gravando a sequência de “Blade Runner”, Ana de Armas atualizou seu instagram com uma mensagem de despedida. Confira a foto e a descrição traduzida:

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OUTROS > REDES SOCIAIS > INSTAGRAM

“E é isso, pessoal. E é com o coração pesado que eu digo adeus. Graças à incrível e talentosa equipe/elenco tive a chance de trabalhar no filme mais incrível que já fiz. Sentirei saudades de vocês!!! Obrigado Denis, por este belo presente. Eu te adoro! #BladeRunner2049 ❤️❤️❤️”
Vejam também outras atualizações da atriz:

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OUTROS > REDES SOCIAIS > INSTAGRAM

Ana fala sobre sua carreira com a revista Glamour Spain

No mês de outubro, Ana de Armas realizou um ensaio fotográfico e concedeu uma entrevista para a revista espanhola Glamour. Leiam o bate-papo completo traduzido + as imagens do photoshoot em melhor qualidade:

Quando a conheçamos era apenas uma adolescente recém chegada a Espanha e por isso ficamos orgulhosos em vê-la crescendo agora. Aos seus 28 anos, Ana de Armas já trabalhou com Robert De Niro, Keanu Reeves e se prepara para um filme com Harrison Ford. Uma loucura para qualquer atriz… Mas esta cubana lida com isso com calma. “Estou feliz, assimilando o que está acontecendo. Tem vezes que eu tenho que falar em voz alta para acreditar. Sempre tive sonhos, mas reconheço que o que está acontecendo comigo é o maior deles”, explica durante o intervalo da sessão de fotos com a Glamour em plena Santa Mônica, aos arredores de sua casa. É a cidade onde vive há mais de dois anos. E onde triunfa desde o primeiro momento.

GLAMOUR: Você acaba de estrear o filme War Dogs, com o diretor da trilogia de “Se beber, não case”. Como entrou para o elenco desse projeto?
ADA:
Entrei através de uma seleção. A personagem real não era uma cubana, mas sim uma americana normal e conhecida, porém o diretor sempre esteve aberto à outras atrizes. Reconheço que eu saí bem satisfeita da prova, eu havia me preparado muito com o meu técnico/coach, mas nos Estados Unidos têm tantas pessoas opinando, as pessoas do estúdio, do elenco, de publicidade. Pensei que queriam alguém com mais nome que eu. Mas não! O papel foi para mim.

GLAMOUR: Como foi o momento em que atendeu o telefone é te disseram que havia sido elegida?
ADA:
Incrível! Lembro que quando me disseram a notícia eu estava em um supermercado com uma amiga fazendo compras e comecei a chorar e gritar enquanto minha amiga dizia: “Acabaram de escalar ela para um filme”; e todos me parabenizaram (risos). Você não sabe a quantidade de ‘nãos’ que eu recebi. Nada disso conta, sua carreira fica cheia de desculpas: que seu inglês não está aperfeiçoado, que buscam outro perfil.

GLAMOUR: Seu sotaque melhorou bastante.
ADA:
Sim, agora meu sotaque não tem nada a ver com o que eu tinha quando fui pela primeira vez a Los Angeles. Trabalho com uma professora maravilhosa, ela me explica tudo sobre a cultura americana, por que falam desse jeito, como gesticulam. E pouco a pouco começo entender muitas coisas da cultura e me acostumo com ela.

GLAMOUR: No filme você trabalha com dois atores conhecidos, Miles Teller e Jonah Hill. Como eles te trataram?
ADA:
Foram muito doces e muito amáveis comigo. O filme fala de um tema muito sério e às vezes tem seus pontos de humor. Me diverti muito com eles durante as gravações. Aliás, eu sou a única mulher que protagoniza o filme, digamos que havia uma espécie de clube dos garotos e quando eu chegava todos se dispersavam e diziam “silêncio que chegou a mamãe” e cuidava de mim quando se eu estivesse embriagada de verdade (risos).

GLAMOUR: A competição em Hollywood é tremenda, tem milhões de atrizes tentando realizar seus sonhos. Como você enfrenta isso?
ADA:
Para muitos atores, ir em uma audição é algo muito chato, mas eu gosto. Eu tenho isso como parte do meu trabalho, você não vai esperar que eles te chamem, vai?
Essa é a minha oportunidade de ir à frente e mostrar que eu sou uma pessoa que está procurando. E se não for momento, haverá outros.

GLAMOUR: O que você aprendeu com tudo isso?
ADA:
Que não tem que levar nada para o lado pessoal, seja algo bom ou ruim. Eu não estou aqui para perder tempo, então tento ir o mais preparada possível para as audições. Eu também fazia isso na Espanha. Se eu chegar despreparada nunca vão me chamar. Eu sempre penso da mesma forma que eles dizem, que eu recém chegado não pode passar. Deve ser por isso que eu sempre vou preparada. Sou umas das pessoas wue crêem firmemente que não devemos ter medo de nada e de nenhum obstáculo em nossa vida, muito menos em Hollywood.

GLAMOUR: O que passa pela sua cabeça quando dizem que você é a nova promessa Latina?
ADA:
Olha, eu não gosto de apressar as coisas. Estou começando, tenho muito o que fazer e viver. Tenho muito orgulho de ser Latina, de viver nos Estados Unidos, por isso a promessa e Latina parece a combinação perfeita. O que tenho que fazer é me preocupar com o que estou fazendo agora.

GLAMOUR: Você continua ligando e conversando com sua família?
ADA:
Claro que sim, sempre, meus pais e meus amigos em Cuba são tudo para mim. Los Angeles é uma loucura de cidade. Tenho essa sensação de que nada é suficiente, de que temos que ser perfeitos. E isso não é real, cada pessoa tem sua forma de ser. As culturas são muito distintas, não tem nada a ver você se sentir superior a elas, você tem que entender e aceitar o que cada uma delas te oferece. Por isso, quando vejo que a coisa fica muito louca, com comentários tipo “a estrela” ou “a promessa”, eu chamo meus pais e converso com eles e isso me ajuda a seguir com os pés no chão. E cada vez que eu posso eu vou visitá-los, os ajudo no que eu posso. Hollywood é muito intenso e de vez em quando tenho que escapar.

GLAMOUR: Como é a sua vida aqui. Tem sido complicado ter seu proposta ciclo de amizade?
ADA:
Sim, bastante. Tendo em conta que muita gente vive aqui, é difícil encontrar seu ciclo de amizade. Em meu caso até mais, porque demoro muito para fazer amizade com as pessoas, sou muito reservada. Não gosto de falar sobre certos temas e nem que me perguntem coisas imprudentes. Mas quando chega ao ponto em que eu te considero como amigo, sou o contrário! Você tem que me fazer a calar a boca (risos). Mas para chegar a esse nível de amizade demora muito. Los Angeles é uma cidade em que eu me sinto muito só. Mas agora não e mais assim, agora sou feliz, tenho meus amigos e conhecidos.

GLAMOUR: Quais coisas você gosta de fazer quando não está trabalhando e necessita relaxar?
ADA:
Vou com meu cachorro Elvis para todos os lados (risos). Como vivo em uma praia, ando de bicicleta e me dedico a passear com ele. Em los Angeles, quando estou lá, gosto de levar uma vida muito simples com uma alimentação saudável, praticar esportes e caminhar muito. Também gosto de viajar para Califórnia, onde tem uma costa maravilhosa. Dar uma escapada em qualquer hottel de Big Sur ou Carmel é uma maravilha para se desconectar. É curioso porque fico anos aqui e mesmo com todos os filmes gravados aqui, ainda tenho muitos lugares para conhecer.

GLAMOUR: Eu tenho que perguntar sobre seu próximo projeto, a sequência de Blade Runner…
ADA:
Eu não posso falar muito. Só que é um grande projeto, eu trabalho com Harrison Ford e Ryan Gosling, que são maravilhosos e não poderia estar mais feliz em poder participar de projeto dessa magnitude. Eu acho que vai surpreender a todos, especialmente os fãs. Eu também posso dizer que estou nervosa porque tenho medo da reação do público, vamos esperar com unhas e dentes para ver que filme conseguimos fazer. Às vezes me ligam para conseguir informações exclusivas e eu enrolo, sempre digo ‘oh, o que está acontecendo?’ (Risos).

GLAMOUR: Vamos falar sobre Keanu Reeves. Vocês já fizeram dois filmes juntos e parece que se dão muito bem.
ADA:
Nós nos conhecemos no set de Knock Knock e nos tornamos muito amigos. Em seguida, houve um outro filme e voltaram a me chamar. Ele é uma pessoa muito generosa, como ser humano e como ator, mantemos contato e ele está feliz por tudo que está acontecendo comigo. É uma benção poder te-lo na minha vida.

GLAMOUR: E você também trabalhou com Scott Eastwood em um thriller, Overdrive.
ADA:
É um filme de ação, que foi gravado no sul da França, sobre um grupo de ladrões de carros. Tivemos muita química, Scott desempenha um macho alfa e sou Latina, faço o que quero. Então aquela ‘chama’ simplesmente surgiu.

GLAMOUR: Eu imagino que você deve sentir falta da Espanha, certo?
ADA:
Claro! Sempre que tenho tempo venho para cá. Tenho saudades dos meus amigos, da energia de Madrid, a comida. Gosto de trabalhar na Espanha. Mas faz alguns anos que não faço.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil e Yasmim

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PHOTOSHOOTS > 2016 > GLAMOUR SPAIN

VÍDEO: Entrevista para o site UInterview

O site UInterview liberou uma entrevista exclusiva da press junket de “Hands of Stone”, assista:

  • Como foi trabalhar com Roberto Durán e Felicidad Iglesias?
    Eles estavam muito envolvidos no projeto. Eles realmente abriram suas portas, vidas, segredos e historias pessoais. Acho que isso é tudo que você pode pedir quando está fazendo um filme sobre pessoas que ainda estão vivas. Eles deram tudo que tinham, é tudo que você pode desejar.

    Eram mais que conselhos… o apoio, tipo ‘amo que você está fazendo minha personagem’, para mim, é a melhor parte.

  • Como foi o treinamento de Edgar?
    Eu vi Edgar passar por todo processo, desde o começo, quando ele nem conseguia socar um saco. É, era ridículo.

    Foi uma coisa linda de acompanhar, Edgar é um ator tão forte e disciplinado (?), desculpe. Ver sua transformação, não apenas em um boxeador mas para Durán… nós somos tão sortudos porque o treinador e os filhos dele [Durán] estavam presentes. Ele pegou os movimentos, a energia, o espirito, foi lindo.

    Nós andávamos na rua e todo mundo apontava ‘isso é exatamente como Durán parecia!’, todo Panamá estava encantando. E eu fiz o meu melhor, joguei água, ajudei com as abdominais…

  • Qual é o segredo para a relação deles ter durado tanto tempo?
    Eu acho que eles se escolheram. Quero dizer, quando se conheceram Durán era um garoto da rua, não tinha dinheiro, ele era selvagem. E Felicidad era uma garota de classe média, não deveria se envolver com um cara assim e sua família nunca aprovou a relação. Mas eles fizeram acontecer… e ela sabia onde estava se metendo.

    Ela não gosta… não estava próxima do ringue ou durante o treinamento… em nada. Ela não gostava disso. Apenas ficava em casa fazendo alguma coisa, ligando para pessoas que estavam na luta para saber o que estava acontecendo. Ela não gostava de estar perto, não queria ver aquilo. Isso definitivamente é amor verdadeiro.