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Arquivo de 'Revistas'



GQ MÉXICO: Quer dançar? Ana de Armas é a parceira perfeita
postado por Ana de Armas Brasil
03.04.18

Além do ensaio e entrevista, Ana gravou um vídeo especial – e engraçado – para entreter o publico da revista. Assista a seguir:

Confira também alguns screenscaps na galeria.

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Ana fala sobre o movimento #MeToo, sua vida em Cuba e mais em entrevista à GQ México
postado por Ana de Armas Brasil
27.03.18

DEUSA! Ana de Armas é a capa do mês de abril da GQ México, e além de um ensaio maravilhoso, a atriz concedeu uma entrevista para a revista. Leia e confiram as fotos:

Atravessar o Paseo del Prado e a Avenida del Puerto é um dos pontos-chave de Havana. Quando chego lá, o tempo praticamente pára. Em frente, o icônico Capitólio, que se ergue entre edifícios antigos para se estabelecer como o coração da capital cubana.

À esquerda, a baía, com suas dezenas de cruzeiros que chegam todos os dias carregados de turistas ávidos por rum, tabaco e festa. Atrás, o mar, a vários quilômetros de distância, se funde com as águas da Flórida. E à direita, o famoso Malecón, lotado todas as tardes por moradores e visitantes, que chegam a este ponto para admirar o pôr do sol enquanto os sons emanam de um bar, uma casa ou qualquer carro que passa da Havana Velha ao bairro do Vedado. Visto desta forma, as razões pelas quais Ana de Armas considera essa parte como seu lugar favorito em sua cidade natal são bem compreendidas. “Meu lugar favorito em Cuba é Havana, e meu canto favorito da capital é o Malecón”, ela me conta entre risadas e com uma óbvia nostalgia em sua voz. O anseio está aumentando quando pergunto como foi crescer na ilha. “Eu tive uma infância muito divertida, espontânea, real e livre; mas também muito alerta do que estava acontecendo ao meu redor. Quando criança, você está ciente das situações políticas e sociais que ocorrem no país e no resto do mundo”, ela diz. “Cuba ainda é minha casa. Não importa quantos anos eu esteja fora, o quão ocupada estou, o pouco que consigo me comunicar com minha família ou amigos sempre será minha casa.”

O que você mais sente falta, além da família?
A comida (risos).

Ropa Vieja e Moros y cristianos? [Pratos típicos de Cuba]
Exatamente (risos). Devo confessar que às vezes preparo feijão preto, mas sinto falta do tempero e todo o ritual em torno da cozinha. Você vai para a casa de um amigo, joga dominó, enquanto prepara a comida, bebe uma cerveja e coloca alguns discos de salsa para animar a noite.

Nascida em 30 de abril de 1988, Ana diz que foi justamente todo o contexto em que sua infância foi passada que desencadeou seu amor pelo cinema e, mais tarde, seu desejo de se dedicar à atuação.

“Desde que eu era criança, participei de projetos de vizinhança, fizemos canto e dança. Aos 13 anos, comecei a contar aos meus pais que queria ser atriz. Assistimos a muitos filmes em casa. Lembro-me de ver cenas e depois correr para o espelho para repeti-las.”

Que filmes você reinterpretou? Alguém em particular marcou você?
Eu lembro de atuar muitas sequências do Titanic (risos). Especialmente aquele em que Jack está morrendo e ela não pode gritar porque sua voz está sufocada pelo frio. ‘Jack, Jack’… Sim, repeti isso várias vezes. Que vergonha! (e ela solta uma risada).

Não se preocupe, todos nós refizemos cenas de Titanic em algum momento de nossas vidas…
Sim, não é verdade?! Então não vou mais sentir vergonha.

Assim que alcançou a maioridade, Ana decidiu recolher todas as suas economias e comprar uma passagem para a Espanha, com um objetivo em mente: realizar seu sonho. Nos primeiros anos houve um estágio complicado para a garota cubana, cheia de desafios. No entanto, sua primeira oportunidade não demorou a chegar. Una rosa de Francia (2006), de Manuel Gutiérrez Aragón, foi seu primeiro filme, seguido de alguns projetos para a televisão. Ela foi Carolina Leal Solís, seu papel na bem-sucedida série El internado (2007), que lhe valeu reconhecimento público e popularização além das fronteiras do mediterrâneo. Ao contrário da longa provação que muitos atores tiveram que lutar para conseguir um lugar em Hollywood, de repente e inesperadamente, Ana já estava pronta para conquista-los quando foi contratada por Eli Roth para interpretar uma das duas mulheres sexy que se tornaram o pior pesadelo de Keanu Reeves no filme Knock Knock.

Na carreira de ator, quanto do sucesso é devido à sorte e quanto ao talento?
Eu acho que há sorte na vida. Todos nós temos mais e outros menos. Mas você também tem que cooperar um pouco (risos). Se você realmente quer algo, você deve persegui-lo e ser pró-ativo para chegar lá. Você tem que trabalhar duro e fazer um esforço. Como dizemos em Cuba, as coisas não caem do mato.

Após esta entrada triunfal no cinema, as portas se abriram para a cubana. Exposed (2016), Hands Of Stone (2016), War Dogs (2016) e Overdrive (2017), foram seus projetos seguintes, em alguns destes, teve a oportunidade de trabalhar com atores como Edgar Ramírez, Mira Sorvino, Scott Eastwood e o magnífico Robert De Niro. O começo dessa ótima caminhada veio com a megaprodução de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, continuação de um dos filmes mais icônicos da década de 80.

Na sequência, Ana interpretou Joi, o interesse romântico (e guia espiritual) de K, o personagem de Ryan Gosling. “Todos os envolvidos na produção estavam nervosos porque queríamos estar à altura do primeiro filme. Para mim foi tudo um reto, desde a audição para dar a vida a um papel tão completo fisicamente. Alias, foi a primeira vez em que me envolvi em uma gravação tão extensa. As gravações duraram cinco meses e exigiram de mim um grande trabalho emocional e psicológico. Sabia que era um filme muito grande e isso sempre nos deixa com medo”.

Em algum momento você se sentiu intimidada por estas grandes estrelas de Hollywood com quem você já trabalhou?
Sim. Foram momentos curtos, até mesmo minutos. É algo inevitável, porque trabalhar com essa grandes ícones tem sido um sonho que se tornou realidade. Tem sido sorte de contracenar com pessoas que são mais artistas do que ego e isso me ajudou muito, porque nos instantes de insegurança tenho que ficar mais focada em meu trabalho. Isso me faz sentir igual a eles e isso ajuda.

Com um exército de milhões de seguidores no Instagram e Twitter (Ana_d_Armas) nas costas, este ano a cubana traz embaixo do braço um novo projeto. Trata-se do longa metragem “Three Seconds”, que está nas ordens de Andréa Dia Stefano (Escobar: El paraíso perdido, 2014), e onde compartilhará cartaz com Joel Kinnaman e Rosamund Pike. No filme, ela estará no papel de Sofía, uma mulher forte e poderosa, uma mãe de família que sempre protege seus filhos sem se importar com as consequências.

“Com Joel tenho uma parceria poderosa. Uma espécie de Bonnie e Clyde, juntos até que a morte os separe”, revela. E já que falamos de mulheres valentes, De Armas está convencida de que é necessário que as atrizes sigam criando a voz e que Hollywood abram as portas necessárias para terem mais representação feminina em grandes filmes, pois “como atriz, chega um momento em que quer crescer e fazer outras coisas, contas histórias diferentes. Ainda tem muito a se fazer, é um tema que ainda está em estado de letargia”.

Qual é sua postura em relação ao movimento #MeToo? Você apoia as mulheres que estão falando para denunciarem os abusos?
Eu estou com as mulheres que têm falado e também com aquelas que ainda não falaram. Como mulher, defendo o direito de contar ou não algo tão íntimo e horrível. Alias, nem todas reagimos da mesma maneira, cada uma reage de uma forma. Nem todas vamos à manifestações, nem todas temos a capacidade de tornamos líderes de um movimento; mas temos outros modos de fazer este trabalho social, começando pela educação e pela família.

Fonte | Tradução – Equipe ADABR e Yasmim

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SCANS > 2018 > GQ MÉXICO

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Famosas celebram o Dia das Mulheres com a Vogue UK
postado por Ana de Armas Brasil
10.03.18

Ana de Armas e outras famosas participaram de uma homenagem especial feito pela Vogue UK para comemorar o Dia das Mulheres. No vídeo feito pela revista, as celebridades aparecem dublando a música “Respect” de Aretha Franklin, assista:

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Ana é destaque na nova edição da Vera Magazine
postado por Ana de Armas Brasil
30.01.18

DEUSA! Ana esta na capa da edição de fevereiro da revista Vera. Vejam as imagens na galeria:

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SCANS > 2018 > VERA MAGAZINE

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“Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes”, Ana fala sobre novos trabalhos em entrevista
postado por Ana de Armas Brasil
22.11.17

Leiam a entrevista de Ana para as revistas Gotham, Michigan Avenue e LA Confidential:

Ana de Armas tem orgulho de sua habilidade de entrar no núcleo emocional de um personagem, mas admite que as coisas ficam um pouco complicadas quando seu personagem é composto de zeros e zeros.

É o caso da obra-prima de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, em que Armas interpreta Joi, um holograma que serve fielmente (pense na Siri com um corpo e a devoção do secretário de Mike Hammer, Velda) o personagem de Ryan Gosling, K. E, embora artificial, Joi também é de muitas maneiras o coração da história, o que trouxe sérios desafios de atuação para Armas, como quando seu personagem sofre falhas tecnológicas.

Pegue a cena em que o veículo voador de K falha em um aterro do tamanho de uma cidade, e Joi em pânico cintila e congela enquanto o sistema operacional cai. “Isso tudo não foi feito no computador – Denis me fez mover assim!”, Lembra Armas com tristeza, descrevendo como Villeneuve fez ela interpretar as tremidas e tilts da falha de sistema da Joi no meio do set cheio de lixo espalhado, vestindo uma roupa minuscula no meio de um dia frio de novembro, enquanto Gosling, que estava inconsciente, a observava durante o erro.

“Eu disse a Ryan: ‘Você não tem permissão para me olhar! Você desmaiou, então fique assim!”, ela ri. Ela convocou movimentos “robotizados e frios” enquanto ainda estava imigrando para o momento de terror de Joi, sem saber se K sobreviveu ao acidente. “É assustador porque você não sabe como será. Pode parecer ótimo ou pode ser embaraçoso.” Em última análise, sua atuação combinada com truques resultou em uma das sequências mais tensas e assustadoras do filme.

A vida emocional surpreendentemente rica do personagem estava no script, mas os detalhes visuais da natureza de Joi ainda não tinham sido desenvolvidos. “Quando eu li o roteiro, minha intuição me dizia que ela era muito emotiva e muito real, mas estava tão confusa”, diz ela. “Denis sempre estava pedindo essa vulnerabilidade, mas mesmo quando conversamos com a equipe de efeitos visuais, ninguém sabia como ela iria parecer. Foi como um processo cego para mim… Normalmente falo movendo minhas mãos e sou muito expressiva com meu rosto – algo cubano, eu acho. Este tinha que ser tudo emocional dentro, mas pouco fisicamente.”

Outros enigmas técnicos únicos surgiram: o físico holográfico de Joi permite que ela troque de roupa em um piscar de olhos. “Eu tive que ser escaneada novamente e novamente [em roupas diferentes]”, diz Armas com uma risada. “Todos pararam durante duas horas para poder mudar minhas roupas e maquiagem, e depois voltar e dizer mais uma linha e depois voltar e mudar de novo. Foi realmente um desafio.”

Esses elementos, somados ao fato de ser uma sequencia para  Blade Runner – um dos filmes mais reverenciados e fluentes do cinema – estrelado por Gosling e o ícone Harrison Ford, e dirigido pelo pensativo cineasta atrás de Arrival, veio com muita expectativa, o que tornou o trabalho tanto aterrorizante quanto emocionante.

“Eu acho que você apenas se joga nesses tipos de momentos quando você tem um diretor como Denis que você sabe que ele estará olhando para cada detalhe”, De Armas diz. “Ele pensou que eu era a pessoa certa, mas então você ainda tem cinco meses à sua frente. Você ainda tem que se entregar. Eu queria devolver a confiança que ele teve em mim, e essa foi a parte assustadora. Você não quer ser a única no filme [que passe pelo comentário] “O filme é bom, mas ela…’, mas eu sabia que se eu estivesse esquecendo algo, no final ele iria me corrigir.”

De Armas, 29, atuou durante toda sua vida, desde seu início no seu país nativo, Cuba. “Eu assistia filme no sofá de minha casa. Se eu via uma cena interpretada por uma mulher ou um homem — Não importava — e eu gostasse, eu corria para o espelho e a repetia”. Quando a família mudou-se para Havana, aos 12 anos de idade, Armas descobriu o National Theater School Of Cuba e convenceu seus pais a deixarem fazer uma audição. Ela foi aceita.

Então, o sonho de tornar-se uma atriz tornou-se real para ela. “Eu sabia que era isso que eu queria fazer”, ela lembra. Durante a escola, ela conseguiu papéis em inúmeras produções espanholas gravadas em Cuba. Após se formar, com um pé na frente da porta e com 200 euros na carteira, ela mudou-se para a Espanha aos 18 anos. “Eu tinha as malas e um passaporte espanhol”, agradece seus avós espanhóis e continua, “então eu comprei um bilhete e disse para a minha mãe: ‘Quando meu dinheiro acabar, eu volto'”.

Praticamente imediatamente após sua chegada, ela conheceu o predominante diretor de elenco espanhol que a colocou imediatamente em um papel para a série de suspense em um ambiente escolar, El internado. “A série me ajudou muito. Foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira”, ela diz sobre seu primeiro gosto da fama, fortuna e material de qualidade. “Pelo fato de eu estar usando um uniforme de escola por três anos, foi difícil “sair” dele. Eu não conseguia papéis porque eles me viam como a estudante da série anterior”.

Um novo começou em Hollywood apareceu. “Mas eu não sabia falar em inglês”, diz de Armas. Ela se jogou no aprendizado do novo idioma, que aprendeu logo. “Era como se fosse um super poder, e eu estava aprendendo como utilizá-lo”, ela admite. “Eu poderia dizer como foi difícil no início para Penélope Cruz, sentir e agir em inglês necessita de uma parte diferente do seu cérebro. Eu sempre pensei, ‘Eu tenho que ser boa nisso. Eu quero ser capaz de sentir e não pensar no que eu estou falando”.

Após um avanço em seu aprendizado, de Armas instruiu seus agentes nos EUA a enviarem para audições, independente de quão forte era seu sotaque. “Eu não queria ir em uma audição para ‘Maria’ e ‘Joana’ — nada desse tipo”, ela diz. “Eu queria uma audição para o mesmo papel que qualquer outro estaria auditando.” Depois de alguns solavancos na estrada, ela encontrou seu caminho. “Eu sabia emocionalmente sobre o que se tratava a cena, então meus sentimentos estavam no lugar certo, mesmo que minha boca estivesse em qualquer outro lugar. Eu acho que eu fiz os diretores Eli Roth e Todd Phillips [que a escalar em para os filmes Knock Knock e Wars Dogs] mudarem de ideia.

“Eu acho que esses três anos e meio de trabalho, sendo novamente anônimo e ter essa liberdade de andar na rua – não ter muitas pessoas prestando atenção no que estou fazendo – foi um bom período de desintoxicação”, diz sobre os benefícios e lado ruim da fama. Mas com críticas positivas sobre seu papel em Blade Runner 2049, ela admite: “Talvez eu tenha que começar a me acostumar novamente… ou talvez não. Talvez nada aconteça!”

Mas “nada” não está no plano de Armas. “Eu quero fazer tudo e além. Eu quero criar um impacto”, ela se entusiasma. “Até agora, sempre fui a esposa ou a namorada do ator principal… Aprendi muito com isso, e aceitei porque queria realmente fazer parte, mas há mais que isso”, explica. “Há grandes papéis femininos que não estão apenas ali ou criando a situação para que o homem seja o herói. Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes. Nós passamos por tanto… precisamos ver isso na tela. Essas partes femininas não são muitas, mas estão lá fora, e tenho que encontrar algumas. Eu quero essa chance.”

Fonte | Tradução – Yasmim e Equipe Ana de Armas Brasil

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Ana de Armas é capa da revista “Gotham”
postado por Ana de Armas Brasil
20.11.17

MARAVILHOSA! Ana de Armas é a capa do mês de dezembro da revista “Gotham” (que contém edições em outros locais como: Michigan Avenue e LA Confidential). Confiram os scans e os bastidores do ensaio legendado:

E fiquem ligados no ADABR porque a entrevista completa será postada em breve!

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Scans > 2017 > Michigan Avenue

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Scans > 2017 > LA Confidential Mag

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Screencaps > Photoshoots > Gotham Magazine (2017)

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SCANS: Ana é destaque na edição de outubro da Vogue Spain
postado por Ana de Armas Brasil
24.09.17

Mais uma Vogue pra coleção! Ana realizou um ensaio exclusivo para a edição de outubro da Vogue Spain. Veja:

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Scans > 2017 > Vogue Spain

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SCANS: Ana nas revistas Esquire, Marie Claire e Vogue
postado por Ana de Armas Brasil
15.09.17

QUE MULHER! Ana de Armas estará na edição de outubro das revistas Esquire, Vogue RU e Marie Claire. Os scans já estão na galeria:

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Scans > 2017 > Esquire

Scans > 2017 > Marie Claire

Scans > 2017 > Vogue Russia

Photoshoots > 2017 > Marie Claire USA

 

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“Los Angeles é uma cidade surrealista e superficial”, Ana fala sobre sua carreira mais em entrevista à Mujer Hoy
postado por Ana de Armas Brasil
09.09.17

Confiram os scans, photoshoot e entrevista completa de Ana de Armas para a revista Mujer Hoy:

É o único rosto feminino no elenco do cartel de Blade Runner 2049. Uma imagem que fala mais que mil palavras sobre o que poderia ser sua nova posição em Hollywood: entre Ryan Gosling e Harrison Ford. Ambiciosa, disciplinada, sensível e rigorosa, os traços físicos e personalidade dessa atriz hispano-cubana a converte em uma pessoa única de sua espécie. Uma interprete sem medo dos riscos, que está a ponto de comprar mais uma etapa de sua carreira com esse filme.

Nada da planta do Hotel Arts lembra a asfixiante e tenebrosa atmosfera de Blade Runner. Do outro lado da janela de vidro, é o Horizon transparente: o porto Olímpico, o Mediterrâneo, o céu azul. Tudo brilha, mas também, lembra muito o século XX. Como um poster de Barcelona em 1992. O ano de Cobi. O ano em que esse hotel foi inaugurado. O ano do luxo que sonhamos (e que se tornou realidade).

O primeiro Blade Runner estreou em 1982 e foi um fracasso de bilheteria por causa de E.T., mas os anos o converteram um em fenômeno oculto. A história dos robôs – idênticos aos humanos – angustiados por sua data de validade em um hipotético 2019, mas nós já chegamos em 2017 e os carros não voam e nem os androides ficaram imortais. Continuamos sendo os mais preparados e angustiados da Terra. Um breve alívio.

No saguão 42, a imprensa internacional foi convocada para a apresentação das três apostas da Sony para essa temporada: Jumanji 2, o novo Homem-Aranha e Blade Runner 2049. Três sequências que evidenciam o medo da indústria por lançar no mercado um produto de uma marca já conhecida. Os roteiristas não ficam sem novas idéias (até mesmo para a tv) e Hollywood confia no Terror como as famílias confiam no domingo para sobreviver. Porém, Blade Runner 2049 chega aos cinemas em 6 de outubro buscando outro tipo de público: aquele que traz consigo o prestígio de cinéfilo, a ficção científica filosófica, a nostalgia e mais uma vez, a distopia apocalíptica que esse gênero (tão próprio na era Trump) nos avisa que o novo futuro pode se tornar um pesadelo.

Nós sabemos muito pouco sobre Blade Runner 20149. Nós sabemos que o protagonista dessa nova história também é um blade runner (um caçador de replicantes) chamado K e interpretado por Ryan Gosling; no filme também aparece Harrison Ford (em sua ano de repescagem: pilotou o Halcón Milenario e acaba de anunciar que também voltará com Indiana Jones). Harrison Ford encarnará o novo solitário e sentimental Rick Deckard, seu velho personagem, que fica 30 anos desaparecido e a pessoa que K tem que encontrar, porque, por algum motivo, é a chave para a sobrevivência da humanidade.

O vilão do filme, o criador de replicantes, é Jared Leto (um papel que o genial diretor Denis Villeneuve, queria para David Bowie); e também sabemos que Joi, a personagem interpretada pela atriz cubana-espanhola, é o interesse amoroso do protagonista. Explicamos quem: Ana de Armas. “Joi é muito completa, muito forte, passional é muito real. Desde sempre foi muito importante na vida de K. É sua amiga, sua amante, seu apoio e quem o anima a fazer o que ele tem que fazer, isso você sabe é o resto eu não posso falar”. [Risos] Por que essa insistência em dizer que Joi é real? Ela é uma replicante?, Pergunto-lhe. “Você sabe que eu não posso responder, mas eu adoraria”. Aos seus 29 anos, Ana de Armas faz parte de um filme que, mesmo decepcionando, será parte da história do cinema. Aliás, é a primeira mulher que aparece no elenco (feito por Robin Wright) e a única a promover o filme.

Uma cubana em Hollywood

Como você fez isso? São fatos, claro, conte uma versão resumida: “Fiz três audições em poucos dias. Meus agentes conseguiram me colocar lá, depois de muita insistência. Tive química com Ryan. Eles gostaram”. É isso que ela conta durante a mesa redonda com vários jornalistas estrangeiros no saguão 44, com seu vestido Altuzarra rosa, seu rosto angelical, cabelo californiano e seu inglês quase sem sotaque. Sempre repetia com mais insistência a frase “você sabe”. Então, assim que ela sai da sala, um jornalista britânico diz com certa exasperação: “Meu Deus, quantas vezes essa menina é capaz de dizer ‘Você sabe’?”. E alguns riam achando graça. Flutua no ar um certo descontentamento. Eles a estão subestimando, mas porque? Por ser jovem, por ser cubana, por ser sincera, por ser mulher ou por ser muito bonita?

Ana de Armas tem 29 anos, está apenas há três anos em Los Angeles e já conseguiu ser eleita pela revista Variety como uma das 10 atrizes jovens em ascensão. Aliás, ela tem agentes muito bons, compartilha a mesma estilista com Meryl Streep y Lupita Nyong’oMichaela Erlanger – e está nas festas com os elencos que importam. Outros pontos ao seu favor? Ela já está longe de seu país desde os 18 anos, por isso não carrega lealdades incomodas (nada de namorado, nada de família e nem representantes), conserva a disciplina da escola cubana onde se formou, e tem uns tacos que se encaixam no paradigma de beleza atual: européia e latina, ao mesmo tempo, etnicamente ambígua, com seus olhos enormes de cores dourados, que nos lembra proporções de mangas japoneses. No entanto, sua história pessoal é interessante, ela é a única atriz nascida em Cuba de Castro que chegou a trabalhar em Hollywood. Agora só o que falta… É tomar as decisões adequadas. Ela é consciente. Não quer dar um passo em falso.

Após a intensa gravação em Budapeste (os cinco meses de Blade Runner 2049, em cenários reais construídos para o filme, sem cenas com croma) leva um tempo para deixar o impasse que a deixa nervosa. “Rejeitar as propostas que chegam para mim tem sido as decisões mais difíceis de minha vida. Tenho medo de responder: “Não, não estou trabalhando em nada agora mesmo” quando me perguntam sobre meus projetos. Ainda não encontrei um material que me convença, eu não quero comprometer minha carreira por causa das expectativas de outras pessoas”. Isso foi dito em julho, quando fizemos a entrevista, mas sem algum dias que publicamos as primeiras fotos da atriz na gravação do suspense sueco ‘Three Seconds’, onde compartilha protagonismo com Rosamund Pike (Garota Exemplar).

“Hollywood é um mercado competitivo e selvagem. E, Los Angeles, é uma cidade surrealista e superficial, onde todo mundo busca a mesma coisa e se relacionam buscando algo que possa dar certo. Às vezes é cansativo e já tive momentos em que pensei: “O que eu tenho que as demais não têm?”, Ou ,”Como uma americana faria esse papel?”. Porém, eu aprendi a não me julgar. E tenho me dado conta de que meu ponto forte é, sinceramente, que não existe outra atriz e nem outra pessoa como eu. Que a minha versão é apenas mim. Que tenho que procurar seguindo sendo autêntica e não ter medo de oferecer a minha própria versão do personagem.”

Às vezes, suas colegas espanholas lhe pedem concelhos para cruzar o rio, mas ela diz, que nunca passa de um plano. “O que eu digo é: faça o que queres fazer, faça isso. Porque outro país virá, outra cultura virá, outro amor virá… Mas nada disso acontecerá se não se mover”.

Permissão para cometer erros

É uma mulher de ação, “Agradeço aos meus pais, que, sem saberem, me deram grandes conselhos, me ensinaram a não pedir permissão e nem esperar a aprovação de nada, nem sequer as deles. Sempre confiaram no meu sentido comum e me deixaram tomar minhas próprias decisões. Me deram espaço para errar e poder escolher sem precisar de opiniões. Por isso que confio em mim mesma e na minha intuição”.

Durante sua infância, viveu o rigoroso Período Especial (a crise econômica profunda e de abastecimento que Cuba sofreu por causa do colapso da União Soviética): “Tínhamos luz. Comíamos ovo frito, arroz e, de vez em quando, galinhas”. Ela reconhece que sua família não tinha uma situação ruim, como já havia dito. “Meu pai já trabalhou em tudo o que você pode imaginar, desde vice-prefeito de uma cidade, a gerente de banco, passando por professor, diretor de escola… E minha mãe sempre se dedicou aos recursos humanos. São pessoas muito preparadas e muito cultas, mas pouco falantes. O que eles querem dizer, eles demonstram com os olhos”.

Ana tem um irmão fotógrafo que também está vivendo em Los Angeles e acaba de se mudar para Nova Iorque. “Eu vou sentir falta dele, mas ali é onde estão os melhores de sua profissão e tenho que deixá-lo crescer”. Ama seus pais, mas quando vai para La Habana prefere, fica na casa de uma amiga que teve um bebê. “Sou sua madrinha”. Afinal, ela passou toda vida decidindo onde quer estar.

Quando tinha 14 anos, se apresentou aos testes da Escola Nacional de Teatro e praticamente desde então, tem uma vida independente: “Minha formação foi muito rigorosa. Depois de um teste, eles auditaram cerca de 600 crianças de toda Cuba, nós só tínhamos 12 anos e era inevitável levar a sério. A educação era grátis, mas se não fosse aprovado em um semestre, eles te expulsavam. Ensaiávamos sozinhos, assim que desde os 14 anos aprendemos o que significa ser ator: ter respeito, ser pontual, o que é trabalho em equipe, fazer seu próprio cenário, porque todos nós tínhamos que fazer nossas casas a construindo com madeiras, pregos e martelos. Aprendi com Lorca a fazer uma cadeira. Aquela escola me ensinou ser quem eu sou como pessoa e como profissional”.

Jogar o jogo

Aos 16 anos, protagonizou seu primeiro filme, ‘Una Rosa de Francia’, de Manuel Gutiérrez Aragón; com 18 anos, veio Espanha e em uma semana conseguiu um papel protagonista em uma das séries adolescentes mais importantes do final dos anos 2000, ‘El internado’, que foi um fenômeno de fãs. Durante a sessão de fotos para Mujer Hoy – maquiada, vestida de Loewe, transformada, imponente, mas sem perder a áurea de sua fragilidade –, lhe pergunto o quanto pesa a beleza na carreira de uma atriz. “Ultimamente, muito. Porque parece que tudo se resume sobre o quão bonita você é, o quão bela sai em uma foto, o quão bela está no Instagram. Tudo é aparência…”.

“Quando fazia teatro, o trabalho era tão artesanal é tão cru, que isso era o de menos. Desde cedo, a professora sempre insistia: “Quantos feia, melhor. Chore até sair pelo nariz, porque um personagem tem três dimensões e você tem que saber todas as caras possíveis”. Não tenho medo de tomar cuidado, mas, curiosamente, durante esses anos nos Estados Unidos, duas ou três filmes acabaram me recusando porque eu era bonita demais para o papel. Isso me doeu muto, porque eram projetos incríveis que eu queria trabalhar. Às vezes parece que ser bonita serve apenas se você quer fazer uma princesa da Disney, mas se você quer outros tipos de papéis, não”. Eu insisto de que beleza abre portas. “Eu não digo que ser bonita não abre portas, mas sim que às vezes algumas não se abrem”.

Em Havana, sua escola de teatro montou “La Casa de Bernarda Alba”, ela era, claro, Adela, com vestido verde e paixões desbocadas; quando um grupo de atores profissionais fizeram uma oficina com Tomaz Pandur em Madrid para trabalhar em Romeo e Julieta, Ana interpretou a protagonista. E é possível que a atriz não queira julgar as princesas, mas seu rosto encarna a doçura de heroínas românticas. É difícil contradizer seu próprio rosto.

A última prova

Em Madrid, na intimidade de um sofá, me conta que a morta repentina de seu maestro, o diretor esloveno Tomaz Pandur, aos 53 anos, foi golpe duro para ela: “Vou te contar algo que ninguém sabe. Que loucura. [começa a se emocionar], Me emocionou. Meu último teste para Blade Runner foi no dia em que Pandur morreu. Eu tinha a audição às 1 da tarde e uma hora antes me ligaram da Espanha para me dizerem que “Pandur morreu”. Eu passei a ficar muito triste e pensei: “Inferno, agora não poderia me concentrar”.

“Quando cheguei, estavam Ryan, Denis e a diretora do elenco. Nunca havia ficado tão nervosa para uma prova, e Denis [Villeneuve] disse: “Venha, vamos começar. Ação”. Mas eu disse: “Me dá um segundo?”. E fui para o canto. Cerrei os olhos e dediquei a audição a Pandur. A verdade é que ele e eu nos conhecíamos muito. Tivemos um amor de diretor e atriz maravilhoso. Ele me ensinou a não perder o frescor, a buscá-lo, o que é muito difícil. Porque, apesar de seus filmes serem ótimos, ele sempre queria que fizéssemos algo simples”. Graças a essa audição, conseguiu o papel. É a mesma cena que aparece no trailer, onde diz a K: “Sempre soube que você era especial”. Na audição, a atriz não sabia de nada sobre o passado de seu personagem e nem de sua identidade. Sempre foi apenas Joi.

Faz anos, desde que disse a Vanity Fair que sempre se apaixonava nos filmes. Eu pergunto se ela superou, e antes de responder ela ri. Ri muito. “Com o tempo, você entende que o que acontece no set não é real. Quando eu era jovenzinha, me apaixonava por todos, mas agora não tenho mais 16 anos. Agora eu sei que é um trabalho, que dura cerca de três a cinco meses no máximo e quando terminei, você volta para o seu mundo real é para os afetos de sempre. Agora posso viver com uma intensidade controlada, mas obviamente trabalhamos com emoção sem te deixar levar…”

Afinal, quem não amaria Ryan Gosling?, pergunto “Claro, quem não amaria Ryan Gosling? [Risos]. Ele é um presente de homem. No último Oscar, quando Emma Stone começou falar sobre Ryan durante seu discurso de agradecimento, eu não parava de pensar: “Concordo plenamente com você, Emma. Por que eu e você não nos reunimos para falar sobre Ryan?”. Ele é um cavaleiro, um homem de família e tem um senso de humor incrível. Durante os cinco meses de gravação, não importava a hora, nem se estávamos cansados, nem trabalhar seis dias ao invés de cinco. Não teve um único dia de gravação que nós não riamos juntos”. Ele cantava como em La la land? “Não, mas nós dançamos juntos”.

Fonte | Tradução – Yasmim

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SCANS E VÍDEO: Ana é capa da revista Tentaciones
postado por Ana de Armas Brasil
28.08.17

Ana é a capa do mês de setembro da revista espanhola Tentaciones. Confira os scans e bastidores do ensaio:

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Scans > 2017 > Tentaciones
Screencaps > Photoshoots > Tentaciones (2017)

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