Categoria: Revistas

SCANS: Ana nas revistas Esquire, Marie Claire e Vogue

QUE MULHER! Ana de Armas estará na edição de outubro das revistas Esquire, Vogue RU e Marie Claire. Os scans já estão na galeria:

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“Los Angeles é uma cidade surrealista e superficial”, Ana fala sobre sua carreira mais em entrevista à Mujer Hoy

Confiram os scans, photoshoot e entrevista completa de Ana de Armas para a revista Mujer Hoy:

É o único rosto feminino no elenco do cartel de Blade Runner 2049. Uma imagem que fala mais que mil palavras sobre o que poderia ser sua nova posição em Hollywood: entre Ryan Gosling e Harrison Ford. Ambiciosa, disciplinada, sensível e rigorosa, os traços físicos e personalidade dessa atriz hispano-cubana a converte em uma pessoa única de sua espécie. Uma interprete sem medo dos riscos, que está a ponto de comprar mais uma etapa de sua carreira com esse filme.

Nada da planta do Hotel Arts lembra a asfixiante e tenebrosa atmosfera de Blade Runner. Do outro lado da janela de vidro, é o Horizon transparente: o porto Olímpico, o Mediterrâneo, o céu azul. Tudo brilha, mas também, lembra muito o século XX. Como um poster de Barcelona em 1992. O ano de Cobi. O ano em que esse hotel foi inaugurado. O ano do luxo que sonhamos (e que se tornou realidade).

O primeiro Blade Runner estreou em 1982 e foi um fracasso de bilheteria por causa de E.T., mas os anos o converteram um em fenômeno oculto. A história dos robôs – idênticos aos humanos – angustiados por sua data de validade em um hipotético 2019, mas nós já chegamos em 2017 e os carros não voam e nem os androides ficaram imortais. Continuamos sendo os mais preparados e angustiados da Terra. Um breve alívio.

No saguão 42, a imprensa internacional foi convocada para a apresentação das três apostas da Sony para essa temporada: Jumanji 2, o novo Homem-Aranha e Blade Runner 2049. Três sequências que evidenciam o medo da indústria por lançar no mercado um produto de uma marca já conhecida. Os roteiristas não ficam sem novas idéias (até mesmo para a tv) e Hollywood confia no Terror como as famílias confiam no domingo para sobreviver. Porém, Blade Runner 2049 chega aos cinemas em 6 de outubro buscando outro tipo de público: aquele que traz consigo o prestígio de cinéfilo, a ficção científica filosófica, a nostalgia e mais uma vez, a distopia apocalíptica que esse gênero (tão próprio na era Trump) nos avisa que o novo futuro pode se tornar um pesadelo.

Nós sabemos muito pouco sobre Blade Runner 20149. Nós sabemos que o protagonista dessa nova história também é um blade runner (um caçador de replicantes) chamado K e interpretado por Ryan Gosling; no filme também aparece Harrison Ford (em sua ano de repescagem: pilotou o Halcón Milenario e acaba de anunciar que também voltará com Indiana Jones). Harrison Ford encarnará o novo solitário e sentimental Rick Deckard, seu velho personagem, que fica 30 anos desaparecido e a pessoa que K tem que encontrar, porque, por algum motivo, é a chave para a sobrevivência da humanidade.

O vilão do filme, o criador de replicantes, é Jared Leto (um papel que o genial diretor Denis Villeneuve, queria para David Bowie); e também sabemos que Joi, a personagem interpretada pela atriz cubana-espanhola, é o interesse amoroso do protagonista. Explicamos quem: Ana de Armas. “Joi é muito completa, muito forte, passional é muito real. Desde sempre foi muito importante na vida de K. É sua amiga, sua amante, seu apoio e quem o anima a fazer o que ele tem que fazer, isso você sabe é o resto eu não posso falar”. [Risos] Por que essa insistência em dizer que Joi é real? Ela é uma replicante?, Pergunto-lhe. “Você sabe que eu não posso responder, mas eu adoraria”. Aos seus 29 anos, Ana de Armas faz parte de um filme que, mesmo decepcionando, será parte da história do cinema. Aliás, é a primeira mulher que aparece no elenco (feito por Robin Wright) e a única a promover o filme.

Uma cubana em Hollywood

Como você fez isso? São fatos, claro, conte uma versão resumida: “Fiz três audições em poucos dias. Meus agentes conseguiram me colocar lá, depois de muita insistência. Tive química com Ryan. Eles gostaram”. É isso que ela conta durante a mesa redonda com vários jornalistas estrangeiros no saguão 44, com seu vestido Altuzarra rosa, seu rosto angelical, cabelo californiano e seu inglês quase sem sotaque. Sempre repetia com mais insistência a frase “você sabe”. Então, assim que ela sai da sala, um jornalista britânico diz com certa exasperação: “Meu Deus, quantas vezes essa menina é capaz de dizer ‘Você sabe’?”. E alguns riam achando graça. Flutua no ar um certo descontentamento. Eles a estão subestimando, mas porque? Por ser jovem, por ser cubana, por ser sincera, por ser mulher ou por ser muito bonita?

Ana de Armas tem 29 anos, está apenas há três anos em Los Angeles e já conseguiu ser eleita pela revista Variety como uma das 10 atrizes jovens em ascensão. Aliás, ela tem agentes muito bons, compartilha a mesma estilista com Meryl Streep y Lupita Nyong’oMichaela Erlanger – e está nas festas com os elencos que importam. Outros pontos ao seu favor? Ela já está longe de seu país desde os 18 anos, por isso não carrega lealdades incomodas (nada de namorado, nada de família e nem representantes), conserva a disciplina da escola cubana onde se formou, e tem uns tacos que se encaixam no paradigma de beleza atual: européia e latina, ao mesmo tempo, etnicamente ambígua, com seus olhos enormes de cores dourados, que nos lembra proporções de mangas japoneses. No entanto, sua história pessoal é interessante, ela é a única atriz nascida em Cuba de Castro que chegou a trabalhar em Hollywood. Agora só o que falta… É tomar as decisões adequadas. Ela é consciente. Não quer dar um passo em falso.

Após a intensa gravação em Budapeste (os cinco meses de Blade Runner 2049, em cenários reais construídos para o filme, sem cenas com croma) leva um tempo para deixar o impasse que a deixa nervosa. “Rejeitar as propostas que chegam para mim tem sido as decisões mais difíceis de minha vida. Tenho medo de responder: “Não, não estou trabalhando em nada agora mesmo” quando me perguntam sobre meus projetos. Ainda não encontrei um material que me convença, eu não quero comprometer minha carreira por causa das expectativas de outras pessoas”. Isso foi dito em julho, quando fizemos a entrevista, mas sem algum dias que publicamos as primeiras fotos da atriz na gravação do suspense sueco ‘Three Seconds’, onde compartilha protagonismo com Rosamund Pike (Garota Exemplar).

“Hollywood é um mercado competitivo e selvagem. E, Los Angeles, é uma cidade surrealista e superficial, onde todo mundo busca a mesma coisa e se relacionam buscando algo que possa dar certo. Às vezes é cansativo e já tive momentos em que pensei: “O que eu tenho que as demais não têm?”, Ou ,”Como uma americana faria esse papel?”. Porém, eu aprendi a não me julgar. E tenho me dado conta de que meu ponto forte é, sinceramente, que não existe outra atriz e nem outra pessoa como eu. Que a minha versão é apenas mim. Que tenho que procurar seguindo sendo autêntica e não ter medo de oferecer a minha própria versão do personagem.”

Às vezes, suas colegas espanholas lhe pedem concelhos para cruzar o rio, mas ela diz, que nunca passa de um plano. “O que eu digo é: faça o que queres fazer, faça isso. Porque outro país virá, outra cultura virá, outro amor virá… Mas nada disso acontecerá se não se mover”.

Permissão para cometer erros

É uma mulher de ação, “Agradeço aos meus pais, que, sem saberem, me deram grandes conselhos, me ensinaram a não pedir permissão e nem esperar a aprovação de nada, nem sequer as deles. Sempre confiaram no meu sentido comum e me deixaram tomar minhas próprias decisões. Me deram espaço para errar e poder escolher sem precisar de opiniões. Por isso que confio em mim mesma e na minha intuição”.

Durante sua infância, viveu o rigoroso Período Especial (a crise econômica profunda e de abastecimento que Cuba sofreu por causa do colapso da União Soviética): “Tínhamos luz. Comíamos ovo frito, arroz e, de vez em quando, galinhas”. Ela reconhece que sua família não tinha uma situação ruim, como já havia dito. “Meu pai já trabalhou em tudo o que você pode imaginar, desde vice-prefeito de uma cidade, a gerente de banco, passando por professor, diretor de escola… E minha mãe sempre se dedicou aos recursos humanos. São pessoas muito preparadas e muito cultas, mas pouco falantes. O que eles querem dizer, eles demonstram com os olhos”.

Ana tem um irmão fotógrafo que também está vivendo em Los Angeles e acaba de se mudar para Nova Iorque. “Eu vou sentir falta dele, mas ali é onde estão os melhores de sua profissão e tenho que deixá-lo crescer”. Ama seus pais, mas quando vai para La Habana prefere, fica na casa de uma amiga que teve um bebê. “Sou sua madrinha”. Afinal, ela passou toda vida decidindo onde quer estar.

Quando tinha 14 anos, se apresentou aos testes da Escola Nacional de Teatro e praticamente desde então, tem uma vida independente: “Minha formação foi muito rigorosa. Depois de um teste, eles auditaram cerca de 600 crianças de toda Cuba, nós só tínhamos 12 anos e era inevitável levar a sério. A educação era grátis, mas se não fosse aprovado em um semestre, eles te expulsavam. Ensaiávamos sozinhos, assim que desde os 14 anos aprendemos o que significa ser ator: ter respeito, ser pontual, o que é trabalho em equipe, fazer seu próprio cenário, porque todos nós tínhamos que fazer nossas casas a construindo com madeiras, pregos e martelos. Aprendi com Lorca a fazer uma cadeira. Aquela escola me ensinou ser quem eu sou como pessoa e como profissional”.

Jogar o jogo

Aos 16 anos, protagonizou seu primeiro filme, ‘Una Rosa de Francia’, de Manuel Gutiérrez Aragón; com 18 anos, veio Espanha e em uma semana conseguiu um papel protagonista em uma das séries adolescentes mais importantes do final dos anos 2000, ‘El internado’, que foi um fenômeno de fãs. Durante a sessão de fotos para Mujer Hoy – maquiada, vestida de Loewe, transformada, imponente, mas sem perder a áurea de sua fragilidade –, lhe pergunto o quanto pesa a beleza na carreira de uma atriz. “Ultimamente, muito. Porque parece que tudo se resume sobre o quão bonita você é, o quão bela sai em uma foto, o quão bela está no Instagram. Tudo é aparência…”.

“Quando fazia teatro, o trabalho era tão artesanal é tão cru, que isso era o de menos. Desde cedo, a professora sempre insistia: “Quantos feia, melhor. Chore até sair pelo nariz, porque um personagem tem três dimensões e você tem que saber todas as caras possíveis”. Não tenho medo de tomar cuidado, mas, curiosamente, durante esses anos nos Estados Unidos, duas ou três filmes acabaram me recusando porque eu era bonita demais para o papel. Isso me doeu muto, porque eram projetos incríveis que eu queria trabalhar. Às vezes parece que ser bonita serve apenas se você quer fazer uma princesa da Disney, mas se você quer outros tipos de papéis, não”. Eu insisto de que beleza abre portas. “Eu não digo que ser bonita não abre portas, mas sim que às vezes algumas não se abrem”.

Em Havana, sua escola de teatro montou “La Casa de Bernarda Alba”, ela era, claro, Adela, com vestido verde e paixões desbocadas; quando um grupo de atores profissionais fizeram uma oficina com Tomaz Pandur em Madrid para trabalhar em Romeo e Julieta, Ana interpretou a protagonista. E é possível que a atriz não queira julgar as princesas, mas seu rosto encarna a doçura de heroínas românticas. É difícil contradizer seu próprio rosto.

A última prova

Em Madrid, na intimidade de um sofá, me conta que a morta repentina de seu maestro, o diretor esloveno Tomaz Pandur, aos 53 anos, foi golpe duro para ela: “Vou te contar algo que ninguém sabe. Que loucura. [começa a se emocionar], Me emocionou. Meu último teste para Blade Runner foi no dia em que Pandur morreu. Eu tinha a audição às 1 da tarde e uma hora antes me ligaram da Espanha para me dizerem que “Pandur morreu”. Eu passei a ficar muito triste e pensei: “Inferno, agora não poderia me concentrar”.

“Quando cheguei, estavam Ryan, Denis e a diretora do elenco. Nunca havia ficado tão nervosa para uma prova, e Denis [Villeneuve] disse: “Venha, vamos começar. Ação”. Mas eu disse: “Me dá um segundo?”. E fui para o canto. Cerrei os olhos e dediquei a audição a Pandur. A verdade é que ele e eu nos conhecíamos muito. Tivemos um amor de diretor e atriz maravilhoso. Ele me ensinou a não perder o frescor, a buscá-lo, o que é muito difícil. Porque, apesar de seus filmes serem ótimos, ele sempre queria que fizéssemos algo simples”. Graças a essa audição, conseguiu o papel. É a mesma cena que aparece no trailer, onde diz a K: “Sempre soube que você era especial”. Na audição, a atriz não sabia de nada sobre o passado de seu personagem e nem de sua identidade. Sempre foi apenas Joi.

Faz anos, desde que disse a Vanity Fair que sempre se apaixonava nos filmes. Eu pergunto se ela superou, e antes de responder ela ri. Ri muito. “Com o tempo, você entende que o que acontece no set não é real. Quando eu era jovenzinha, me apaixonava por todos, mas agora não tenho mais 16 anos. Agora eu sei que é um trabalho, que dura cerca de três a cinco meses no máximo e quando terminei, você volta para o seu mundo real é para os afetos de sempre. Agora posso viver com uma intensidade controlada, mas obviamente trabalhamos com emoção sem te deixar levar…”

Afinal, quem não amaria Ryan Gosling?, pergunto “Claro, quem não amaria Ryan Gosling? [Risos]. Ele é um presente de homem. No último Oscar, quando Emma Stone começou falar sobre Ryan durante seu discurso de agradecimento, eu não parava de pensar: “Concordo plenamente com você, Emma. Por que eu e você não nos reunimos para falar sobre Ryan?”. Ele é um cavaleiro, um homem de família e tem um senso de humor incrível. Durante os cinco meses de gravação, não importava a hora, nem se estávamos cansados, nem trabalhar seis dias ao invés de cinco. Não teve um único dia de gravação que nós não riamos juntos”. Ele cantava como em La la land? “Não, mas nós dançamos juntos”.

Fonte | Tradução – Yasmim

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SCANS E VÍDEO: Ana é capa da revista Tentaciones

Ana é a capa do mês de setembro da revista espanhola Tentaciones. Confira os scans e bastidores do ensaio:

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Screencaps > Photoshoots > Tentaciones (2017)

Ana é capa do mês de agosto da revista “Woman Madame Figaro”

Eba! Ana de Armas é o destaque do mês de agosto da revista espanhola “Woman Madame Figaro”. Confira os scans, bastidores e a entrevista completa traduzida:

ANA DE ARMAS
Estrela da ficção

30 é seu número da sorte. Coincidentemente, depois de mais de três décadas do primeiro “Blade Runner”, a atriz dá vida ao personagem mais intenso e complicado de sua carreira na tão aguardada sequência. Ainda não a conhece? Prepare-se para 6 de outubro…

Ana chega feliz e descontraída à antiga estação no Norte de Madrid… E isso que um motorista a deixou há muitos metros de distância da entrada. Carinhosa, se lembra do nosso último encontro e nos recebe com um grande abraço, e confessa que está encantada com sua semana na Espanha, ficando com seus amigos todos os dias. Não esperávamos menos… Dá gosto vê-la assim: tão madura, tão alegre, tão disposta… E tão linda! Qualquer um diria que ela está apaixonada. Devem ser os trinta, sim, porque está exuberante: “É um número que não entra na minha cabeça (risos), mas ao mesmo tempo tenho que reconhecer que passarei por ele durante o melhor momento de minha vida como mulher, sou perfeitamente o que eu quero, gosto de mim fisicamente, estou em paz, me sinto livre, não peço permissão e nem espero aprovação… Os 30 serão uma época super bonita, estou segura. Se não existissem os números, seria perfeito”. Ana de Armas está mais que preparada para a avalanche a espera – a partir de 6 de outubro – se tornará, graças a “Blade Runner 2049”, a tão esperada sequência do mito, uma estrela mundial.

Faz somente 4 anos que você se empenhou no seu sonho americano. Não te deixa atordoada?
Não (risos). Pouco a pouco vou trabalhando com artistas muito importantes, me envolvendo em projetos ambiciosos e em personagens mais complicados. Se fica pesado? Estou muito orgulhosa de me ver onde cheguei, pois eu sacrifiquei muitas coisas em minha vida pessoal: não estou com minha família, que vive em Cuba, não vejo amigos de lá e isso é duríssimo. No momento, isso compensa. Sempre deixei claro que essa é a minha paixão e que é onde eu quero me dedicar.

Agora você se sente mais segura, até mesmo em frente às câmeras?
Tudo continua sendo um desafio: encarar uma indústria e uma sociedade que não tem nada a ver contigo… Atuar em uma língua diferente. Faz três anos, desde quando me mudei para os Estados Unidos. Não falava nada de inglês. Nada. E mesmo assim meus agentes me enviaram para audições. Mesmo quando me rejeitavam, isso me servia para praticar… Sempre me dava medo… Agora eu começo gravar um filme nas próximas semanas – “Three Seconds”, com Clive Owen e Rosamund Pike – e não paro de estudar.

Você não ficou paralisada no primeiro dia de gravação?
Em “Blade Runner 2049” estava aterrorizada. O diretor me disse: ‘Ana, você está arregalando muito os olhos, está fora de controle!’ E isso acontecia porque quando não era minha fala eu ficava assistindo Ryan Gosling atuar como se fosse uma fã enlouquecida (risos). Eu estava tão nervosa… Não sei porque, mas meus olhos estavam quase saindo da órbita. Foi gracioso.

A sorte de ter bons companheiros nos permite dar conta de que somos de carne e osso. Tivemos um ambiente muito colaborador, um diretor com uma grande sensibilidade e aberto a provar coisas… Dessa forma nos sentimos seguros, podemos errar, voltar e tentar novamente… Com essa liberdade, esse tempo e essa dedicação, gravamos o filme em cinco meses!

Das grandes figuras com quem você já trabalhou, quem você escolheria?
Keanus Reeves (seu parceiro no suspense Knock Knock), ele é uma pessoa maravilhosa, um ser humano muito bom. Bom, e tem Ryan Gosling… os dois estão competindo.

Estes cinco meses de gravação, que foram tão duros, tão intensos e tão obscuros dentro do universo de “Blade Runner”, foi minha salvação. Porque o protagonista do filme supõe que todo mundo o segue durante a gravação: tem que ter esse espírito de equipe, de saber estar de bom humor, ter energia, pontualidade e ser profissional. Isso é o que te transforma em um líder, e ele (Ryan) é tudo isso.

Penélope Cruz e Paz Vega voltaram para a Espanha. Los Angeles é tão difícil assim?
É tudo muito grande e artificial. É difícil encontrar boas pessoas e gente que você pode confiar, formar um grupo onde você se sinta protegido. Vou embora um dia, com certeza. É uma cidade para trabalho… é muito desgastante.

E Hollywood?
Você tem que trabalhar muito duro. As pessoas pensam que tudo é questão de sorte, mas não imaginam que por trás de tudo isso existe muito trabalho, esforço, sacrifício, paciência, dias ruins, medo. Muitas vezes você sente como se não fosse o suficiente: você não é bonita o suficiente ou alta ou loira ou morena… Ou que o seu sotaque não é bom o suficiente. Essa tem sido uma luta que me mantem sã: não fingir ser alguém que não sou. Espero que meu trabalho falar por si e mude suas mentes. Nenhum dos seis personagens que eu fiz em Hollywood são latinas. Eu aprendi a defender a minha autenticidade, quem eu sou.

Olha, no outro dia eu fui para um evento de gala do American Film Institute, que homenageou Diane Keaton, e foi tão inspirador… Todo mundo estava comemorando como ela é talentosa como atriz, diretora, escritora, fotógrafa, mas o que me marcou é que, apesar de ser uma das atrizes mais importantes da história, continuaram ressaltando o quão original ela é. Ela é ela e nada mais. Eu gostaria de ser assim um dia… lá estou eu.

E nos momentos ruins, você nunca pensa: “E se eu não tivesse ido?”
Sim… Eu penso e eu não gosto. Sei que podemos ser felizes de mil formas, isso depende de você, é uma atitude que afeta a sua vida. Sei que se eu não tivesse saído de Cuba, eu estaria vivendo com a minha família, com a minha melhor amiga, com o meu afilhado, talvez eu até teria uma família porque estou morrendo de vontade de ter filhos… Mas me faltaria algo, criativamente falando. Mas no final, temos que realçar os momentos bons, porque fiz tanto para tê-los e tenho que estar agradecida, tenho tanto… Os momentos ruins são temporários; estou onde estou porque eu quero, foi minha escolha.

Você se presume frágil, mas valente, ingênua, mas decidida: como você se vê?
Valente, sim. Meu mantra vital é: Não peço e nem preciso da aprovação de ninguém. Eu sou muito intuitiva, e acho que isso que nos faz sobreviver.

Se você pudesse gravar e regravar/repetir cada cena com uma pessoa de “Blade Runner”, com quem seria?
Com Denis Villeneuve, o diretor. É uma pessoa maravilhosa. Da gosto de ver o quão humilde ele é, como ele fala e te olha, é um gênio. Ele não tem medo de mostrar que é vulnerável à dúvidas e que pode se equivocar. Espero poder repetir isso um dia.

Você está em busca de um relacionamento?
Eu não procuro um colega, eu quero um homem que me ame e é louco por mim, mas eu aprendi que, embora deve haver paixão e amor, precisamos ser uma equipe. Não pode haver ciúme, competitividade, desconfiança, porque a vida já é complicada demais e meu trabalho também, eu sei. Passar cinco meses longe de casa é difícil, mas eu quero uma pessoa que entenda isso e é difícil de encontrar.

Fonte | Tradução – Yasmim & Equipe Ana de Armas Brasil

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GQ: Conheça a estrela em ascensão – Ana de Armas

GQ: Conheça a estrela em ascensão – Ana de Armas

A edição britânica da famosa revista GQ publicou uma matéria falando sobre Ana de Armas, leia:

Uma competição na antiguidade: “nada surge do nada”. É uma verdade que vale a pena ser lembrada quando se encontra com Ana de Armas. Embora a atriz de 29 anos tenha surgido do nada para dominar do cinema – ela esta no novo filme de Scott Eastwood, Overdrive, e será a protagonista feminina de Blade Runner 2049 – ela tem construído seu caminho desde 2006.

Primeiro ela participou de dois programas de TV espanhóis; Depois se mudou para Los Angeles em 2014, passeios por Hollywood: assista Knock Knock de Keanu Reeves, Hands Of Stone de Robert de Niro ou War Dogs de Jonah Hill. Ela é a atriz cubana que está roubando todas as cenas.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

“Muitas coisas em Cuba continuam escondidas e há muita censura”, Ana fala sobre sua carreira, vida pessoal e mais em entrevista à Yo Dona

“Muitas coisas em Cuba continuam escondidas e há muita censura”, Ana fala sobre sua carreira, vida pessoal e mais em entrevista à Yo Dona

Traduzimos uma antiga entrevista para a revista Yo Dona, leia o bate-papo completo:

Tem uma beleza notável, indiscutível. Ana de Armas (La Habana, Cuba, 1988) é tão bonita que acaba sendo impossível não se sentir um pouco perturbado. Não só isso, Ana tem um olhar claro e decidido, de uma mulher que da a impressão de que sempre soube o que queria e está disposta a conseguir. A mesma energia que a fez se mudar aos 18 anos de sua terra natal, Cuba, para enfrentar uma desconhecida Madrid e triunfar, e que a levou dois anos atrás até Los Angeles, onde gravou a nova comédia do diretor do sucesso de bilheteria ‘Se Beber Não Case’.

Há cubanos e cubanos, e há cubanas como Ana, uma mulher séria e consciente que gosta de fazer as coisas bem e as coisas não funcionam bem para ela por sorte. Porque ela não é mulher de confusão, mas sim de estudo, trabalho e esforço, e sua história também é uma história com muito glamour, melhor dizendo, de uma imigrante valente que sabe que é ela que tem que se esforçar para triunfar e se adaptar. A sua estrela já era grande e que vai crescer mais quando estrear ‘Exposed’, um thriller com Keanu Reeves, e a sequência de ‘Blade Runner’, superprodução que se atreve a recriar o universo de um dos filmes mais emblemáticos da história do cinema, no qual ela compartilha a tela com Jared Leto, Ryan Gosling e até mesmo Harrison Ford.

Acompanha de Elvis, seu inseparável cachorro maltês, vai para a Espanha, o país que foi sua casa durante oito ano e no qual duas séries, ‘El internado’ e ‘Hispania’, e o filme ‘Mentiras y gordas’ (2009) a fizeram uma celebridade supersônica, em uma visita relâmpago para promover ‘War Dogs’, no qual Ana contracena com estrelas como Jonah Hill. Lembra que estava em um supermercado quando deram a notícia que havia sido escolhida, e se pôs a gritar de alegria. No filme, inspirado em uma história real, interpreta a namorada do protagonista, um jovem que, por causa de uma série de perigos incríveis, acaba vendendo armas às tropas do Iraque e enganando o governo dos Estados Unidos.

YD: Seu nome filme, ‘War Dogs’, trata um tema tão atual como o contrabando. Você acredita que os Estados Unidos vão superar seus problemas com a violência?
ADA: É um problema que se arrasta há muitos anos e segue igual. Tem que se falar sobre, mas muita gente não quer porque é um negócio. Esta é uma história real e o mais terrível é que passou e continua passando. O governo dos Estados Unidos tem gente vendendo armas no Iraque e acredito que é bom que a gente saiba. Muitas coisas são descobertas e ficamos horrorizados.

YD: A mulher que interpreta é ingênua ou prefere não saber de nada?
ADA: Quando está há três anos com uma pessoa, pense se não há confiança e me diga. Ela está apaixonada por ele, têm um projeto de vida em comum e está esperando um filho. O mais grave em uma relação é que tenha mentira, porque o essencial é essa confiança mútua. Não creio que seja uma ingênua, penso que ela representa a maturidade, a maternidade, o lar. É a mais sã de todo o filme.

YD: De qualquer maneira a impressão que ele traz é que se meteu em uma grande confusão e não sabe como sair.
ADA: É um homem que se encontra em uma situação desesperada. Seu negócio de lençóis não funciona. O de massagista é um horror. Vive de uma maneira muito humilde e é logico que se sente frustrado, o dinheiro é fundamental. Mas o relacionamento vai bem. Ela precisa dele e está apaixonada. Além disso, aos 22 você pensa que tem tudo sob controle, mas na realidade tem muito que aprender. Não o justifico, é um idiota, mas mesmo numa situação ruim tenta fazer o melhor possível.

YD: Como se consegue um papel numa superprodução como esta?
ADA: É um longo processo de ‘castings’ com muitas audições. Meu nível de inglês não era o mesmo que agora e eu imaginava que atrizes muito boas também estavam sendo considerada, assim era muito fácil se sentir insegura. Você se pergunta se está fazendo o que querem, mas segue em frente. Neste tipo de filme tem muita gente que opina sobre seu papel e creio que o que me fez consegui-lo foi que Todd (Phillips, o diretor) viu essa figura materna em mim.

YD: Sente muita pressão em Hollywood?
ADA: Não é meu país, não é meu idioma, não é minha cultura. Tem muita competência e todos os atores que estão trabalhando nesse nível tem um grande talento. Sente esse peso querendo ou não. Me lembro que, quando me chamaram para dar o papel, estava em um supermercado com uma amiga e comecei a gritar e as pessoas ao meu redor me parabenizaram. Foi muito emocionante, porque era meu primeiro filme de estúdio. Senti que de verdade estava dando um passo, já que os filmes anteriores (‘Hands of Stone’ e ‘Knock Knock’) haviam sido independentes.

YD: Está na crista da onda. Como conseguiu?
ADA: Foi um processo gradual, pois comecei desde cedo, quando ninguém me conhecia. Pouco a pouco tem que se deixar ver: em oficinas, em reuniões e até mesmo bares. É muito difícil que diretores tão famosos como Todd Phillips se lembrem de você. No lugar onde filmamos, na Warner, cada estúdio tem uma placa onde se coloca os filmes que fizeram ali. Gravamos no mesmo estúdio que ‘Casablanca’ e isso tem uma força espetacular. Você se sente parte de uma história muito grande.

YD: Por que foi para Los Angeles?
ADA: Sempre tive a inquietude de fazer mais coisas e fico dois anos e me mudo. Não é que eu me canse, mas sentia que na Espanha os papeis que chegavam para mim não eram interessantes e que estavam fazendo muito poucos filmes. Jamais havia pensado nos Estados Unidos. Sou uma dessas poucas cubanas sem familiares no país e surgiu porque uma agência de representação muito potente se propôs a trabalhar comigo. Eu exijo das pessoas a minha volta e gosto também de exigir de mim. Se eles confiavam em mim, minha primeira obrigação era trabalhar em mim, melhorando o inglês.

YD: Como foi o choque com a cidade?
ADA: Cada vez me sinto mais integrada mesmo que no começo tenha sido muito difícil. Em Nova York vivi cinco meses em seguida fiz amigos, mas na Califórnia é muito mais complicado. As culturas tem que se dar tempo para se conhecer, enriquecer e se misturas. Você não pode chegar a um lugar e esperar que tudo funcione para você de repente. As cidades crescem em você à medida que vai vivendo elas e é você que tem que fazer o primeiro esforço para se adaptar.

YD: Os americanos são muito diferentes?
ADA: Muito. Os espanhóis tem essa coisa muito bruta, espontânea e fresca com a qual eu me identifico mais. Eles são muito perfeccionistas e mais quadrados, mesmo que quando ficam loucos, ficam loucos. Pouco a pouco vou entendendo suas reações, compreendo porque tem esse jeito ou postura, é uma questão cultural que tem a ver com sua história.

YD: O que foi mais difícil?
ADA: Há momentos complicados, mas nunca deve esquecer que, em primeiro lugar, ir foi sua decisão. Há atores que seguem falando inglês com muito sotaque e dizem se os querem bem, e se não, também. Eu não desejo colocar limites em mim mesma porque se não fala como uma americana talvez tenha sorte e há um personagem que se encaixa em você, mas assim vai perder muitas oportunidades. Foi questão de ir à escola, trabalhar com meu coach e aprender e aprender. Quando me diziam que faltava algo nos castings não ficava mal, mas sim como um estímulo para me motivar mais.

YD: Sente falta de Madrid?
ADA: Sim, muita. Sinto falta de Fer, Niko, Nydia, Elena…, tento manter contato todo tempo, para mim é muito importante.

YD: Como lida com a distância de seus pais?
ADA: É o mais difícil. Falamos todos os dias sendo por e-mail, Skype ou mensagens. O que mais me mantém centrada em Los Angeles, porque é uma cidade que torna fácil esquecer-se das coisas que são importantes de verdade na vida. Não vou a Cuba tanto como gostaria, mas esse contato emocional é fundamental.

YD: Cuba melhorou depois da visita de Obama?
ADA: É muito triste o que está acontecendo e estou muito preocupada. Não há trabalho, não há comida, não há dinheiro, não há sequer eletricidade. E segue havendo muitas coisas escondidas e há muita censura. Quando observa essas aberturas e essas mudanças vê que não estão levando na direção adequada para ajudar as pessoas.

YD: Alguém está no seu coração?
ADA: Só te direi que estou muito, muito feliz.

Fonte | Tradução – Larissa F.

Vanity Fair libera antiga entrevista de Ana de Armas

Vanity Fair libera antiga entrevista de Ana de Armas

Mais de dois anos depois, o site da revista Vanity Fair liberou uma entrevista realizada com Ana de Armas em meados de 2014. Leia o bate-papo e vejam as fotos que foram publicadas junto a matéria:

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Photoshoots > 2014 > Vanity Fair

Às vezes o mundo funciona, como dizia um anúncio de carros. E a biografia profissional de Ana de Armas (Cuba, 1988) avança com a mesma velocidade da melhor BMW. Essa jovem de rosto doce e com o olhar inquietante chegou a Los Angeles com a sorte ao seu lado. Em pouco mais de oito anos, deixou de ser uma adolescente cubana empenhada em ser atriz para começar contracenar com as estrelas mais importantes de Hollywood. Ana participou de Hands Of Stone, uma biografia sobre o boxeador panamenho Roberto Duran, ao lado de Robert de Niro, e do suspense Knock Knock, com Keanu Reeves.

Uma menina tão jovem pode sobreviver sobreviver a um sucesso tão brilhante?
Claro que pode. Embora eu tenha passado épocas muito difíceis e me sentido sozinha. Na verdade, eu vivo só. Se estou triste, se eu vou bem ou mais ou menos, se não tenho dinheiro, ou se perco alguém, eu mesma tenho que resolver.

Seus pais não puderam sair de Cuba?
Sim. Não é o problema de sair ou não, eu ainda vivo ali. Os momentos ruins me ajuda a ser realista. Como também a educação que eu recebi, a escola de teatro e todas essas coisas. No final você nunca pode esquecer de onde você vem.

O que você lembra da sua infância?
Meus pais eram universitários, muito trabalhadores e esforçados. Vivíamos sem luxos, com o básico, tínhamos o que comer diariamente e íamos à praia em alguns verões. Graças a honestidade de meus pais, sempre fui consciente, sabia o que podíamos ter e o que não podíamos. Eu e meu irmão saímos para rua e brincávamos como loucos. Eu vivia com os joelhos sangrando (risos). Tive muita liberdade.

De Armas sonhou em ser atriz aos 11 anos e aos 14 entrou para a Escola de Teatro de Havana. Seu início de carreira a preparou desde muito jovem para lidar com os perigos de sua profissão.

“Em meu primeiro filme [La rosa de Francia, de Manuel Gutierrez Aragón] eu tinha 16 anos e me apaixonei por várias pessoas. Agora nas gravações eu sei o que vai acontecer comigo. Mas agora estou ciente de que isso é uma bolha que me envolve por apenas 2 meses.”

De Armas não sabe falar apenas com a voz, mas também com as mãos. Toca a seus interlocutores com desenvoltura Caribenha. Parece frágil, mas ao mesmo tempo valente, ingênua e absolutamente decidida.

Você já teve uma relação sentimental com algum ator…
Não, eu com algum ator, não. Bom, não vá tão rápido. Você me verá que eu sempre acabo com um! Olha, eu lembro que um diretor, não me lembro seu nome, mas com quem tive uma relação mais próxima, teve alguém da sua equipe disse para sua esposa: “Você não se incomoda com a maneira que ele fala com Ana? Eles estão caminhando sozinhos”. E ela contestou: “Agora é a hora que você pode se apaixonar”. Quando eu ouvi isso, eu disse: “Meu Deus, você tem uma mulher perfeita, nunca a deixe”. Para o diretor amar seu filme, ele tem que se apaixonar pela equipe inteira.

Uma vez Keanu Reeves me disse: “Não podemos salvar vidar, mas nosso personagem pode comover tanto que pode se transformar em uma pessoa”. E eu creio que saiu daí essa necessidade de atuar. É como se fosse algo que surgisse junto com o nosso nascimento.

— E nasceu?
— Sim. — retruca — Se fico muito tempo sem atuar, fico triste.

Dizem que os melhores atores são muito tímidos.
É consequência dá profissão. Estamos tão expostos que, se nós sentimos que estamos sendo observados, nós recuamos. Mas não somos mais tímidos que outras pessoas em situações similares.

A verdade é que não. Ana não é nada tímida.

Era boa a escola de teatro em Havana?
Muito boa, sim. – disse quase em um sussurro, como se quisesse enfatizar sua opinião –.

Você viaja muito para cuba?
Menos do que eu gostaria, uma vez por ano, por meus pais e amigos.

E o regime cubano…?
Falar sobre essa situação é algo muito recorrente em muitas das conversas que eu tenho. É impossível defini-lo em poucas palavras. O que acontece na ilha, é bom e ruim… Tenho sim sentimentos perdidos. Eu amo meu país, minhas raízes, minha cultura e estou orgulhosa de ser cubana.

Sua brilhante trajetória profissional contrasta com os acidentes de sua vida sentimental. Mesmo sendo jovem, De Armas já se divorciou. Seu casamento com o ator Marc Clotet durou um pouco mais de um ano. No entanto, seu atual parceiro é o roteirista e diretor David Victori, mas seu companheiro mais fiel é Elvis, um pequeno peludo Maltês, com quem viaja por todas as partes. De Armas foi para Madrid sozinha, com um passaporte válido, por ser descendente de espanhóis por linha materna.

“Na minha casa eu sempre falava da Espanha e tinha um passaporte vermelho guardado em uma caixa.”

Nada mais a se fazer com sua maioridade, ela guardou todas suas economias e contra os desejos de sua família, que a aconselhavam a terminar a escola, Ana comprou uma passagem de avião.

E naquele momento, o dinheiro que eu tinha guardado era muito, porque eu já tinha feito três filmes enquanto eu estudava. Uma parte eu dei aos meus pais e a outra parte eu tinha guardado pra mim.

De quanto dinheiro estamos falando?
Duzentos euros!

E era muito dinheiro para você?
Para um comprar um par de botas (risos).

Botas, como as que ela usa durante a entrevista, um par pequenos até as canelas que deixam suas pernas mais longas e que cruza e descruza durante a conversa.

Como foi sua chegada a Madrid?
Não conhecia nada. Apenas uns amigos de amigos de outros amigos, que eu não conhecia, mas que me alojaram em sua casa.

Para ter assunto para conversar, De Armas assistiu todos os filmes de Almodóvar. Mas não precisou. Com a ajuda de seus representantes (que conheciam seus filmes cubanos), conseguiu um papel na série de TV El internado. Allianz contracenou com Martim Rivas, outra estrela com que protagoniza em sua estreia mais recente, Por um Punhado de Besos, de David Menkes.

Oito anos depois daquela famosa série, a hora de deixar sua vida entre Madrid e Barcelona, chegou. Ana teve que ir para Hollywood sem que tivesse tempo para ter visitado seus avós e primos.

“A maior parte dos atores vão para Los Angeles em busca de agentes e trabalhos. No meu foi ao contrário. O trabalho me levou para ali. O diretor Jonathan Jakubowicz buscava a mulher panamenha de Duran, ele me viu em um filme e entrou em contato com meu representante e perguntou se eu poderia ir para lá. “Claro que eu posso!!! Amanhã mesmo estou aí’.”

O Estados Unidos conheceu esse jovem diretor venezolano obcecado em fazer uma biografia sobre o lendário boxeador Roberto Duran, aliás “Mãos de Pedra”. É o encontro foi, um pouco, peculiar.

“Eu não havia cruzado o oceano apenas para conhece-lo, mas sim para fazer uma audição. Insisti tanto que eu fiz uma prova improvisada. Voltei para a Espanha e cinco meses mais tarde, quando eu achava que o filme tinha sido cancelado ou que haviam contratado outra, ele me chamou para realizar uma verdadeira audição junto com o ator principal. Fiquei dias fazendo testes em Los Angeles e na manhã que eu voltaria para a Espanha, Jonathan veio ao meu hotel e me disse:’Bem vinda à equipe'”

Um ano e meio depois, em Nova Iorque, conheci toda a equipe, incluindo Robert De Niro, John Turturro e Ellen Barkin, assim como ator espanhol Óscar Jaenada.

Trabalhar com estrelas não te intimida?
A princípio um pouco, quero atingir as expectativas. Mas quando gritam “ação”, somos todos iguais. Não julgamos uns aos outros. Suponhamos que cada um é mais adequado para representar seu papel.

Você acessa sites que falam sobre celebridades?
Sim, é difícil não acessar (risos).

Quem não trabalha para a ‘indústria’ em Los Angeles?

Apesar de seu ar de lolita, De Armas cresceu. Posa por horas sem queixar das indicações do fotógrafo. Se dispôs a ser maquiada, propõe alterações naturalmente, e responde a entrevista sem olhar no relógio. De longe, parece uma garota normal. De perto, o olhar dela intimida; e na tela, torna-se muito fotogênica.

Como conseguiu aquele papel no filme de Manuel Gutiérrez Aragón, Uma Rosa de Francia?
Estava estudando na escola de teatro e me disseram que ele estava na escola. Me apresentei no teste de elenco e na mesma hora Manuel disse: “Pare aí, não continue. O papel é seu”.

Simples assim, claro. Que pergunta boba.

Fonte | Tradução – Yasmim

Primeira imagem promocional de Ana em “Blade Runner 2049”

Primeira imagem promocional de Ana em “Blade Runner 2049”

A primeira imagem promocional de Joi, personagem de Ana de Armas, em “Blade Runner 2049” foi liberada na edição de dezembro da revista Entertainment Weekly. Confira em primeira mão:

Denis Villeneuve não pegou leve em Blade Runner 2049. A indústria agora vê com bons olhos, o cenário político pede e a aguardada sequência de Blade Runner, o Caçador de Andróides foi produzida com o “rated r” na mira. Em alta nos últimos meses, a classificação indicativa que impede que menores de 17 anos vejam o filme desacompanhados nos EUA não atrapalhou (e talvez até tenha ajudado) o sucesso de Deadpool e será adotada por Logan e possivelmente X-Force.

“Os produtores acham engraçado me lembrar que esse será um dos mais caros filmes independentes proibido para menores já feito”, disse Villeneuve ao Screen Daily. O “rated r” tradicionalmente corresponde ao “não recomendado para menores de 16 anos” no Brasil, classificação que outros filmes do diretor, como Sicario e Os Suspeitos, receberam. Blade Runner, o Caçador de Andróides é recomendado para maiores de 14 anos.

Denis, que finalizou as gravações em novembro e no momento edita a ficção científica em Los Angeles, revelou na mesma entrevista que evitou ao máximo o famoso CGI, assim como já havia feito em A Chegada.

“Posso contar nos dedos a quantidade de vezes que colocamos tela verde no set. A maior parte do filme foi feita na câmera, eu e Roger Deakins [diretor de fotografia] trabalhamos muito para isso. […] CGI é uma ferramenta útil para fundos, mas o que está ao redor dos atores precisa ser o mais real possível. Quando vejo um filme com muito CGI acabo perdendo a conexão.”

O diretor também se disse “condenado” ao gênero e já tem planos para os próximos projetos: “Amo ficção científica. Tenho mais duas ideias que adoraria executar. E Blade Runner pode continuar… Vamos ver como esse se sairá.”. Pelo frisson causado pelo teaser, o sucesso e a sequência estão mais que garantidos.

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Filmes > Blade Runner 2049 > Imagens promocionais

Via: Adorocinema

Ana fala sobre sua carreira com a revista Glamour Spain

Ana fala sobre sua carreira com a revista Glamour Spain

No mês de outubro, Ana de Armas realizou um ensaio fotográfico e concedeu uma entrevista para a revista espanhola Glamour. Leiam o bate-papo completo traduzido + as imagens do photoshoot em melhor qualidade:

Quando a conheçamos era apenas uma adolescente recém chegada a Espanha e por isso ficamos orgulhosos em vê-la crescendo agora. Aos seus 28 anos, Ana de Armas já trabalhou com Robert De Niro, Keanu Reeves e se prepara para um filme com Harrison Ford. Uma loucura para qualquer atriz… Mas esta cubana lida com isso com calma. “Estou feliz, assimilando o que está acontecendo. Tem vezes que eu tenho que falar em voz alta para acreditar. Sempre tive sonhos, mas reconheço que o que está acontecendo comigo é o maior deles”, explica durante o intervalo da sessão de fotos com a Glamour em plena Santa Mônica, aos arredores de sua casa. É a cidade onde vive há mais de dois anos. E onde triunfa desde o primeiro momento.

GLAMOUR: Você acaba de estrear o filme War Dogs, com o diretor da trilogia de “Se beber, não case”. Como entrou para o elenco desse projeto?
ADA:
Entrei através de uma seleção. A personagem real não era uma cubana, mas sim uma americana normal e conhecida, porém o diretor sempre esteve aberto à outras atrizes. Reconheço que eu saí bem satisfeita da prova, eu havia me preparado muito com o meu técnico/coach, mas nos Estados Unidos têm tantas pessoas opinando, as pessoas do estúdio, do elenco, de publicidade. Pensei que queriam alguém com mais nome que eu. Mas não! O papel foi para mim.

GLAMOUR: Como foi o momento em que atendeu o telefone é te disseram que havia sido elegida?
ADA:
Incrível! Lembro que quando me disseram a notícia eu estava em um supermercado com uma amiga fazendo compras e comecei a chorar e gritar enquanto minha amiga dizia: “Acabaram de escalar ela para um filme”; e todos me parabenizaram (risos). Você não sabe a quantidade de ‘nãos’ que eu recebi. Nada disso conta, sua carreira fica cheia de desculpas: que seu inglês não está aperfeiçoado, que buscam outro perfil.

GLAMOUR: Seu sotaque melhorou bastante.
ADA:
Sim, agora meu sotaque não tem nada a ver com o que eu tinha quando fui pela primeira vez a Los Angeles. Trabalho com uma professora maravilhosa, ela me explica tudo sobre a cultura americana, por que falam desse jeito, como gesticulam. E pouco a pouco começo entender muitas coisas da cultura e me acostumo com ela.

GLAMOUR: No filme você trabalha com dois atores conhecidos, Miles Teller e Jonah Hill. Como eles te trataram?
ADA:
Foram muito doces e muito amáveis comigo. O filme fala de um tema muito sério e às vezes tem seus pontos de humor. Me diverti muito com eles durante as gravações. Aliás, eu sou a única mulher que protagoniza o filme, digamos que havia uma espécie de clube dos garotos e quando eu chegava todos se dispersavam e diziam “silêncio que chegou a mamãe” e cuidava de mim quando se eu estivesse embriagada de verdade (risos).

GLAMOUR: A competição em Hollywood é tremenda, tem milhões de atrizes tentando realizar seus sonhos. Como você enfrenta isso?
ADA:
Para muitos atores, ir em uma audição é algo muito chato, mas eu gosto. Eu tenho isso como parte do meu trabalho, você não vai esperar que eles te chamem, vai?
Essa é a minha oportunidade de ir à frente e mostrar que eu sou uma pessoa que está procurando. E se não for momento, haverá outros.

GLAMOUR: O que você aprendeu com tudo isso?
ADA:
Que não tem que levar nada para o lado pessoal, seja algo bom ou ruim. Eu não estou aqui para perder tempo, então tento ir o mais preparada possível para as audições. Eu também fazia isso na Espanha. Se eu chegar despreparada nunca vão me chamar. Eu sempre penso da mesma forma que eles dizem, que eu recém chegado não pode passar. Deve ser por isso que eu sempre vou preparada. Sou umas das pessoas wue crêem firmemente que não devemos ter medo de nada e de nenhum obstáculo em nossa vida, muito menos em Hollywood.

GLAMOUR: O que passa pela sua cabeça quando dizem que você é a nova promessa Latina?
ADA:
Olha, eu não gosto de apressar as coisas. Estou começando, tenho muito o que fazer e viver. Tenho muito orgulho de ser Latina, de viver nos Estados Unidos, por isso a promessa e Latina parece a combinação perfeita. O que tenho que fazer é me preocupar com o que estou fazendo agora.

GLAMOUR: Você continua ligando e conversando com sua família?
ADA:
Claro que sim, sempre, meus pais e meus amigos em Cuba são tudo para mim. Los Angeles é uma loucura de cidade. Tenho essa sensação de que nada é suficiente, de que temos que ser perfeitos. E isso não é real, cada pessoa tem sua forma de ser. As culturas são muito distintas, não tem nada a ver você se sentir superior a elas, você tem que entender e aceitar o que cada uma delas te oferece. Por isso, quando vejo que a coisa fica muito louca, com comentários tipo “a estrela” ou “a promessa”, eu chamo meus pais e converso com eles e isso me ajuda a seguir com os pés no chão. E cada vez que eu posso eu vou visitá-los, os ajudo no que eu posso. Hollywood é muito intenso e de vez em quando tenho que escapar.

GLAMOUR: Como é a sua vida aqui. Tem sido complicado ter seu proposta ciclo de amizade?
ADA:
Sim, bastante. Tendo em conta que muita gente vive aqui, é difícil encontrar seu ciclo de amizade. Em meu caso até mais, porque demoro muito para fazer amizade com as pessoas, sou muito reservada. Não gosto de falar sobre certos temas e nem que me perguntem coisas imprudentes. Mas quando chega ao ponto em que eu te considero como amigo, sou o contrário! Você tem que me fazer a calar a boca (risos). Mas para chegar a esse nível de amizade demora muito. Los Angeles é uma cidade em que eu me sinto muito só. Mas agora não e mais assim, agora sou feliz, tenho meus amigos e conhecidos.

GLAMOUR: Quais coisas você gosta de fazer quando não está trabalhando e necessita relaxar?
ADA:
Vou com meu cachorro Elvis para todos os lados (risos). Como vivo em uma praia, ando de bicicleta e me dedico a passear com ele. Em los Angeles, quando estou lá, gosto de levar uma vida muito simples com uma alimentação saudável, praticar esportes e caminhar muito. Também gosto de viajar para Califórnia, onde tem uma costa maravilhosa. Dar uma escapada em qualquer hottel de Big Sur ou Carmel é uma maravilha para se desconectar. É curioso porque fico anos aqui e mesmo com todos os filmes gravados aqui, ainda tenho muitos lugares para conhecer.

GLAMOUR: Eu tenho que perguntar sobre seu próximo projeto, a sequência de Blade Runner…
ADA:
Eu não posso falar muito. Só que é um grande projeto, eu trabalho com Harrison Ford e Ryan Gosling, que são maravilhosos e não poderia estar mais feliz em poder participar de projeto dessa magnitude. Eu acho que vai surpreender a todos, especialmente os fãs. Eu também posso dizer que estou nervosa porque tenho medo da reação do público, vamos esperar com unhas e dentes para ver que filme conseguimos fazer. Às vezes me ligam para conseguir informações exclusivas e eu enrolo, sempre digo ‘oh, o que está acontecendo?’ (Risos).

GLAMOUR: Vamos falar sobre Keanu Reeves. Vocês já fizeram dois filmes juntos e parece que se dão muito bem.
ADA:
Nós nos conhecemos no set de Knock Knock e nos tornamos muito amigos. Em seguida, houve um outro filme e voltaram a me chamar. Ele é uma pessoa muito generosa, como ser humano e como ator, mantemos contato e ele está feliz por tudo que está acontecendo comigo. É uma benção poder te-lo na minha vida.

GLAMOUR: E você também trabalhou com Scott Eastwood em um thriller, Overdrive.
ADA:
É um filme de ação, que foi gravado no sul da França, sobre um grupo de ladrões de carros. Tivemos muita química, Scott desempenha um macho alfa e sou Latina, faço o que quero. Então aquela ‘chama’ simplesmente surgiu.

GLAMOUR: Eu imagino que você deve sentir falta da Espanha, certo?
ADA:
Claro! Sempre que tenho tempo venho para cá. Tenho saudades dos meus amigos, da energia de Madrid, a comida. Gosto de trabalhar na Espanha. Mas faz alguns anos que não faço.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil e Yasmim

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