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Arquivo de 'Blade Runner 2049'



BLADE RUNNER 2049: Nova foto de Ana nos bastidores do filme
postado por Ana de Armas Brasil
09.01.18

Adicionamos uma foto inédita de Ana de Armas e o diretor Denis Villeneuve nos bastidores de “Blade Runner 2049”. Confira:

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FILMES > BLADE RUNNER 2049 > BASTIDORES

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“Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes”, Ana fala sobre novos trabalhos em entrevista
postado por Ana de Armas Brasil
22.11.17

Leiam a entrevista de Ana para as revistas Gotham, Michigan Avenue e LA Confidential:

Ana de Armas tem orgulho de sua habilidade de entrar no núcleo emocional de um personagem, mas admite que as coisas ficam um pouco complicadas quando seu personagem é composto de zeros e zeros.

É o caso da obra-prima de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, em que Armas interpreta Joi, um holograma que serve fielmente (pense na Siri com um corpo e a devoção do secretário de Mike Hammer, Velda) o personagem de Ryan Gosling, K. E, embora artificial, Joi também é de muitas maneiras o coração da história, o que trouxe sérios desafios de atuação para Armas, como quando seu personagem sofre falhas tecnológicas.

Pegue a cena em que o veículo voador de K falha em um aterro do tamanho de uma cidade, e Joi em pânico cintila e congela enquanto o sistema operacional cai. “Isso tudo não foi feito no computador – Denis me fez mover assim!”, Lembra Armas com tristeza, descrevendo como Villeneuve fez ela interpretar as tremidas e tilts da falha de sistema da Joi no meio do set cheio de lixo espalhado, vestindo uma roupa minuscula no meio de um dia frio de novembro, enquanto Gosling, que estava inconsciente, a observava durante o erro.

“Eu disse a Ryan: ‘Você não tem permissão para me olhar! Você desmaiou, então fique assim!”, ela ri. Ela convocou movimentos “robotizados e frios” enquanto ainda estava imigrando para o momento de terror de Joi, sem saber se K sobreviveu ao acidente. “É assustador porque você não sabe como será. Pode parecer ótimo ou pode ser embaraçoso.” Em última análise, sua atuação combinada com truques resultou em uma das sequências mais tensas e assustadoras do filme.

A vida emocional surpreendentemente rica do personagem estava no script, mas os detalhes visuais da natureza de Joi ainda não tinham sido desenvolvidos. “Quando eu li o roteiro, minha intuição me dizia que ela era muito emotiva e muito real, mas estava tão confusa”, diz ela. “Denis sempre estava pedindo essa vulnerabilidade, mas mesmo quando conversamos com a equipe de efeitos visuais, ninguém sabia como ela iria parecer. Foi como um processo cego para mim… Normalmente falo movendo minhas mãos e sou muito expressiva com meu rosto – algo cubano, eu acho. Este tinha que ser tudo emocional dentro, mas pouco fisicamente.”

Outros enigmas técnicos únicos surgiram: o físico holográfico de Joi permite que ela troque de roupa em um piscar de olhos. “Eu tive que ser escaneada novamente e novamente [em roupas diferentes]”, diz Armas com uma risada. “Todos pararam durante duas horas para poder mudar minhas roupas e maquiagem, e depois voltar e dizer mais uma linha e depois voltar e mudar de novo. Foi realmente um desafio.”

Esses elementos, somados ao fato de ser uma sequencia para  Blade Runner – um dos filmes mais reverenciados e fluentes do cinema – estrelado por Gosling e o ícone Harrison Ford, e dirigido pelo pensativo cineasta atrás de Arrival, veio com muita expectativa, o que tornou o trabalho tanto aterrorizante quanto emocionante.

“Eu acho que você apenas se joga nesses tipos de momentos quando você tem um diretor como Denis que você sabe que ele estará olhando para cada detalhe”, De Armas diz. “Ele pensou que eu era a pessoa certa, mas então você ainda tem cinco meses à sua frente. Você ainda tem que se entregar. Eu queria devolver a confiança que ele teve em mim, e essa foi a parte assustadora. Você não quer ser a única no filme [que passe pelo comentário] “O filme é bom, mas ela…’, mas eu sabia que se eu estivesse esquecendo algo, no final ele iria me corrigir.”

De Armas, 29, atuou durante toda sua vida, desde seu início no seu país nativo, Cuba. “Eu assistia filme no sofá de minha casa. Se eu via uma cena interpretada por uma mulher ou um homem — Não importava — e eu gostasse, eu corria para o espelho e a repetia”. Quando a família mudou-se para Havana, aos 12 anos de idade, Armas descobriu o National Theater School Of Cuba e convenceu seus pais a deixarem fazer uma audição. Ela foi aceita.

Então, o sonho de tornar-se uma atriz tornou-se real para ela. “Eu sabia que era isso que eu queria fazer”, ela lembra. Durante a escola, ela conseguiu papéis em inúmeras produções espanholas gravadas em Cuba. Após se formar, com um pé na frente da porta e com 200 euros na carteira, ela mudou-se para a Espanha aos 18 anos. “Eu tinha as malas e um passaporte espanhol”, agradece seus avós espanhóis e continua, “então eu comprei um bilhete e disse para a minha mãe: ‘Quando meu dinheiro acabar, eu volto'”.

Praticamente imediatamente após sua chegada, ela conheceu o predominante diretor de elenco espanhol que a colocou imediatamente em um papel para a série de suspense em um ambiente escolar, El internado. “A série me ajudou muito. Foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira”, ela diz sobre seu primeiro gosto da fama, fortuna e material de qualidade. “Pelo fato de eu estar usando um uniforme de escola por três anos, foi difícil “sair” dele. Eu não conseguia papéis porque eles me viam como a estudante da série anterior”.

Um novo começou em Hollywood apareceu. “Mas eu não sabia falar em inglês”, diz de Armas. Ela se jogou no aprendizado do novo idioma, que aprendeu logo. “Era como se fosse um super poder, e eu estava aprendendo como utilizá-lo”, ela admite. “Eu poderia dizer como foi difícil no início para Penélope Cruz, sentir e agir em inglês necessita de uma parte diferente do seu cérebro. Eu sempre pensei, ‘Eu tenho que ser boa nisso. Eu quero ser capaz de sentir e não pensar no que eu estou falando”.

Após um avanço em seu aprendizado, de Armas instruiu seus agentes nos EUA a enviarem para audições, independente de quão forte era seu sotaque. “Eu não queria ir em uma audição para ‘Maria’ e ‘Joana’ — nada desse tipo”, ela diz. “Eu queria uma audição para o mesmo papel que qualquer outro estaria auditando.” Depois de alguns solavancos na estrada, ela encontrou seu caminho. “Eu sabia emocionalmente sobre o que se tratava a cena, então meus sentimentos estavam no lugar certo, mesmo que minha boca estivesse em qualquer outro lugar. Eu acho que eu fiz os diretores Eli Roth e Todd Phillips [que a escalar em para os filmes Knock Knock e Wars Dogs] mudarem de ideia.

“Eu acho que esses três anos e meio de trabalho, sendo novamente anônimo e ter essa liberdade de andar na rua – não ter muitas pessoas prestando atenção no que estou fazendo – foi um bom período de desintoxicação”, diz sobre os benefícios e lado ruim da fama. Mas com críticas positivas sobre seu papel em Blade Runner 2049, ela admite: “Talvez eu tenha que começar a me acostumar novamente… ou talvez não. Talvez nada aconteça!”

Mas “nada” não está no plano de Armas. “Eu quero fazer tudo e além. Eu quero criar um impacto”, ela se entusiasma. “Até agora, sempre fui a esposa ou a namorada do ator principal… Aprendi muito com isso, e aceitei porque queria realmente fazer parte, mas há mais que isso”, explica. “Há grandes papéis femininos que não estão apenas ali ou criando a situação para que o homem seja o herói. Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes. Nós passamos por tanto… precisamos ver isso na tela. Essas partes femininas não são muitas, mas estão lá fora, e tenho que encontrar algumas. Eu quero essa chance.”

Fonte | Tradução – Yasmim e Equipe Ana de Armas Brasil

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Premiere de “Blade Runner 2049” no Japão
postado por Ana de Armas Brasil
25.10.17

Confiram fotos da premiere de “Blade Runner 2049” em Tóquio, Japão.

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Premieres > 2017 > 24.10 – Premiere de Blade Runner 2049 em Tóquio, Japão

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FOTOS: Conferência de “Blade Runner 2049” em Tóquio
postado por Ana de Armas Brasil
23.10.17

Aconteceu hoje (23), em Tóquio, uma conferência de “Blade Runner 2049”. Confira fotos:

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Conferências e photocalls > 2017 > 23.10 – Conferência de Blade Runner 2049 em Tóquio, Japão
 

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Ana desembarca no Japão para promover “Blade Runner 2049”
postado por Ana de Armas Brasil
23.10.17

Ontem, 22, Ana desembarcou em Tóquio, Japão, para promover “Blade Runner 2049”. Alguns fãs sortudos tiveram a oportunidade encontrar a atriz no aeroporto, vejam fotos e vídeo do momento:

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Fotos de Fãs > 2017 > 22.10 – Com fãs no aeroporto de Tóquio

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VÍDEO LEGENDADO: Federico Devito entrevista o elenco de “Blade Runner 2049”
postado por Ana de Armas Brasil
18.10.17

O blogueiro brasileiro Federico Devito teve a oportunidade de entrevistar o elenco de “Blade Runner 2049”, assista:

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Entrevista ao site La Vanguardia
postado por Ana de Armas Brasil
16.10.17

Leia a entrevista de Ana para o site espanhol La Vanguardia:

Que relação tem com o Blade Runner original?
Vi o filme quando era criança, eu tinha nove ou dez anos. Ainda vivia em Cuba e não entendia nada. Já maior de idade vi novamente. Quando soube que faria parte da continuação de um filme tão icônico, não conseguia acreditar. Estava muito entusiasmada, mas tudo acabou sendo bem inesperado, porque não sabia o caminho nem qual era o personagem. Mantiveram um segredo absoluto desde o início, assim o maior atrativo para mim eram as pessoas com quem ia trabalhar e ser parte da história do cinema. Muitos diretores e produtores notaram meu sotaque, mas para Denis era uma qualidade que trazia algo especial ao papel.

Alguma vez imaginou que trabalharia com Harrison Ford?
Claro que não. Em Cuba cresce pensando que o tem é tudo o que precisa e deve estar satisfeito com isso. Mas eu sempre fui muito curiosa e por que não dizer? ambiciosa, e me questionava o que mais podia fazer. E logo me perguntava que artistas iria conhecer e com quem teria a oportunidade de trabalhar. Mas nunca sonhei com Harrison Ford porque me parecia totalmente impossível.

Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Ele soube sobre mim quando foi visitar Ryan Gosling, que fazia uma cena em que havia um cartaz gigantesco de Joi nua. Mas quando o conheci pessoalmente eu estava vestida. E foi algo muito normal. É um ator incrível, que presenciei em filmes desde que era pequena e foi bastante surreal. Em momentos me sentia um pouco intimidada porque temos essa ideia de que não podemos nos aproximar de nossos ídolos, mas Harrison foi muito amável comigo, muito cálido e divertido. Tem um senso de humor muito especial e não para de fazer piadas.

Foi muito complicado conseguir o papel?
Foi um processo de três partes. Levou uma semana, mas eu a vivi como se fosse um mês. A primeira audição não foi com o roteiro do filme, tive que ler uma cena de Ex machina, o que foi bem confuso porque não sabia nada do papel e Joi é muito diferente de Ava em Ex machina. Por sorte a diretora de casting, Francine Maisler, me explicou algumas coisas e creio que me saí bem. Na segunda audição fiz duas cenas do filme, mas segui sem ter nenhuma informação sobre quem era ela ou que relação teria com Ryan. Não senti que questionaram minha capacidade de atuar, vi em Denis um diretor que utiliza um processo muito criativo para encontrar a pessoa correta para fazer o papel.

Foi difícil trabalhar com Villeneuve?
Denis é um diretor muito grato. Nunca aconteceu de aí terminar uma filmagem o diretor vir me dizer: “muito obrigado por tudo o que fez”. Vindo dele foi um grande cumprimento. E aconteceu algo parecido na audição, quando ninguém sabia se iam me dar o papel ou não. Por isso mesmo sem essa resposta fui para casa sentindo que já havia trabalhado com Denis.

O que acredita que te ajudou a conseguir o papel?
Acredito que ele procurava uma mulher real. Pela forma que vejo as coisas, pelas experiências que tive na vida, tenho um olhar muito diferente e sou muito mais discada e aberta às emoções. Joi foi desenhada para satisfazer as pessoas de uma maneira muito concreta mas essas não são as necessidades que K tem. Ele a usa de um modo muito diferente, em um sentido emocional. Ela tinha que ser a namorada que um homem quer encontrar quando volta para casa, que te espera no sofá, que sabe como conversar, sabe o que pensa antes que diga e que sabe o que sente.

Foi feito algum pedido especial?
Na terceira audição Denis pediu para ficar sozinho comigo. Fechou a porta e me disse que havia duas coisas que precisava me dizer antes de avançar o processo. Me explicou que havia cenas em que teria que ficar nua, que devia estar disposta a tirar a roupa. E logo me disse também que ia precisar que cortasse o cabelo, que escurecesse e fizesse uma franja. Sempre tivemos uma relação muito íntima, na qual não houve dramas nem problemas. Eu disse para ele que se me contratasse ia ser a última pessoa com quem teria que se preocupar.

Notou alguma mudança da indústria com você depois desse último filme?
Não, eles têm que assisti-lo. As pessoas têm muita curiosidade por Blade Runner 2049 e às vezes sinto que é como se só tivesse feito isso e minha carreira na Espanha e em Cuba não tiveram muita visibilidade aqui. Desde que me mudei para Los Angeles há três anos e meio sinto que tive que começar do zero e me apresentar aos produtores e diretores como se jamais tivesse atuado.

Quando foi a última vez que esteve em Cuba?
Mês passado. Vou quando posso. Há anos em que só pisos ir uma vez porque estou trabalhando. Esse ano já fui quatro vezes. Em alguns âmbitos Cuba mudou muito, em outros, nada. Mas há coisas acontecendo, particularmente com a juventude e quero ser parte disso. Estou perdendo muitas coisas da minha família e de meus amigos e não quero que continue passando. Gostaria de voltar e viver ali.

Se foi antes de que fossem restabelecidas as relações diplomáticas com os EUA. O que mudou com essa abertura?
Não muito. Creio que esta ideia de que houve uma abertura não é muito apropriada porque não é certa. Voos direitos entre Cuba e os Estados Unidos não significam que as coisas mudaram. Para os cubanos tudo segue igual, particularmente para a claras reanalisada. O governo é o mesmo. As pessoas seguem sem ter informação e sem acesso à internet, para não saberem o que se passa no mundo. Mas é certo que quando me fui com 18 anos, lá se sabia muito pouco sobre o resto do mundo e agora há lugares onde os jovens conectam-se à internet, sabem o que é Instagram e podem ler notícias e ver revistas. O resto segue igual a quando eu estava ali.

Como conseguiu ir pra Espanha?
Meus avós maternos eram espanhóis e eu tinha o passaporte. Quando cresci, não tínhamos nenhum parente ou amigo em Miami. Espanha era minha única opção e para ali fui com 18 anos. Era a única maneira se sair de Cuba. Por sorte tudo saiu muito bem para mim e não parei de trabalhar nos 8 anos que passei na Espanha. Mas acabei indo embora pela mesma razão que sai de Cuba. Queria algo mais. Me interessava estar em um lugar onde teria mais oportunidades. Espanha estava em plena crise e os filmes que estavam sendo feitos ali mão me motivavam. Por isso fui para Hollywood.

Quais filmes e séries de televisão a inspiraram na decisão de ser atriz?
Para ser sincera, em nenhum momento disse de forma consciente que queria ser atriz e também não havia uma atriz que queria imitar. Mas me interessava o meio. Se estava vendo um filme na televisão e via uma cena que gostava, não me importava que fosse homem ou mulher, corria até o espelho e imitava. E logo voltava só sofá para continuar vendo o filme. Eu venho de uma família muito humilde. Não tínhamos aparelho de vídeo ou de DVD, mas um vizinho tinha. Uma vez estava vendo um filme, creio que era Matilda, e quando voltei para casa repeti todo o filme para meu irmão que não havia visto. Sempre estava imitando as cenas mais emotivas dos filmes que gostava.

Fonte | Tradução – Larisssa F.

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Photoshoots > 2017 > La Vanguardia

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VÍDEO LEGENDADO: Entrevista para o site PapelPop
postado por Ana de Armas Brasil
11.10.17

Assistam a entrevista do elenco de “Blade Runner 2049” para o portal brasileiro PapelPop:

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G1: Conheça Ana de Armas, a amante holográfica de Ryan Gosling em “Blade Runner 2049”
postado por Ana de Armas Brasil
08.10.17

Apesar de ter nascido na Cuba comunista, Ana de Armas cresceu vendo filmes de Hollywood, entre eles “Blade Runner”. Não imaginava que anos depois terminaria atuando na sequência deste clássico de ficção científica ao lado de Ryan Gosling e Harrison Ford.

Em Cuba sempre sempre tivemos essa sorte, não como eles conseguiam, mas todo o cinema americano era visto na televisão — disse a atriz, durante entrevista na Cidade do México. — Lembro de ter visto ‘Blade Runner’ quando era pequena. Provavelmente não entendi nada do filme na época, mas lembro que vi e a história me prendeu. Visualmente era muito forte.

Nascida em 1988, em Havana, seis anos depois do lançamento de “Blade Runner” nos cinemas, Ana de Armas realmente só poderia ter visto o filme original na televisão. Ela começou a carreira de atriz em seu país natal e, aos 18 anos, se mudou para a Espanha.

Em 2014 resolveu tentar a sorte em Hollywood, onde já fez dois filmes com Keanu Reeves: “Bata antes de entrar” (2015) e “Filha de Deus” (2016) — nenhum dos dois lá muito bem cotado. Ela pode ser vista ainda na comédia “Cães de guerra”, de Todd Phillips (da trilogia “Se beber, não case”) e no drama “Punhos de aço”, com Robert de Niro.

Quando soube que participaria da sequência de “Blade Runner”, De Armas voltou ao longa-metragem original de Ridley Scott. No novo filme, que estreia nesta quinta-feira, ela interpreta a única companhia do detetive K (Ryan Gosling): o holograma Joi.

Quem é Joi?
É uma mulher muito forte e inteligente. É muito importante na vida de K. É sua amante, sua melhor amiga, possivelmente a única pessoa em quem ele pode confiar, a quem pode contar seus segredos e sobretudo é a pessoa que o incentiva a seguir perseguindo o mistério que ele está resolvendo.

Como foi a experiência de trabalhar com Harrison Ford e Ryan Gosling?
São muito profissionais e têm muita experiência, te colocam como atriz num nível mais alto, te inspiram, querem fazer o melhor trabalho possível. São astros que na melhor pior das hipóteses podem te deixar intimidada em algum momento, pois são quem são, mas na hora de gravar somos iguais, estamos todo fazendo um filme juntos e é isso que importa.

Você que tem frescas na memória as duas versões, como definiria o novo filme?
É uma sequência e seguimos dentro do mesmo universo de “Blade Runner”. Mas é um filme independente também, não é preciso ter visto o primeiro para entender esse. Só vamos um pouco mais a fundo na grande questão sobre o que é ser humano, o que nos torna humanos?

O que lhe disseram o diretor Denis Villeneuve, o produtor Ridley Scott e o roteirista Hampton Fancher sobre o filme?
Denis tem uma visão muito particular para esse tipo de material, é um diretor que já trabalhou no gênero antes, mas também faz cinema de autor. Considero uma ótima combinação. Trata-se de um thriller de ação futurista e ao mesmo tempo um drama com centro muito emocional, com personagens de muitas camadas, todos complexos. Vi o filme na semana passada e ainda estou processando. Me parece fascinante como se uniram esses gêneros de forma tão elegante.

Como você vê o futuro da humanidade? No filme é distópico e complicado.
Não sei, espero que a humanidade recupere esse sentido de, repito a palavra, humano. A tecnologia ganhou muito poder em nossas vidas, muito controle e o filme fala disso. Espero que tomemos as rédeas outra vez e recuperemos esses valores e essa empatia necessários como seres humanos. Esperemos que não seja tóxico e tão sombrio como “Blade Runner” e não nos coloquemos como uma espécie em perigo.

Fonte

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“Eu queria mais”, Ana fala sobre sua vida em Cuba em entrevista à The Hollywood Reporter
postado por Ana de Armas Brasil
08.10.17

Ana concedeu uma entrevista e realizou um ensaio fotográfico para à The Hollywood Reporter. Veja:

Blade Runner 2049, a sequencia do icônico filme de 1982, tem sido um projeto extremamente secreto desde o início. Na verdade, quando Ana de Armas fez seu teste para o papel de Joi, a atriz cubana não recebeu o roteiro do filme, mas sim uma cena do filme Ex-Machina de 2014. E duas semanas antes da estreia da Blade Runner em 6 de outubro, Armas ainda não revelará muito sobre sua personagem: “Ela é qualquer coisa que você deseja que ela seja”.

O que sabemos é que Joi é o interesse amoroso do oficial K (Ryan Gosling) no filme, dirigido pelo diretor de ‘A Chegada’, Denis Villeneuve (e produzido por Ridley Scott). É também o primeiro papel importante de Armas, seguido por ‘Knock Knock’ com Keanu Reeves, o drama de boxe ‘Hands of Stone’ e ‘War Dogs’ de Todd Phillips. “Os sets eram incríveis. Você poderia caminhar às 6 da manhã, e nós realmente moramos em Blade Runner”, diz ela sobre o projeto que custou mais de $150 milhões, que foi gravado durante cinco meses em Budapeste. “Denis estava determinado a fazê-lo parecer o mais real possível. Ele queria que os atores se concentrassem nos olhos uns dos outros, e não nas bolas de tênis”.

Criado em Havana, de Armas estudou na Escola Nacional de Teatro de Cuba antes de se mudar aos 18 anos para a Espanha, onde estrelou várias séries de TV. Ela fala inglês com confiança agora, mas ela não aprendeu até que ela mudou para L.A. em 2014: “Eu não gosto de ficar presa, como se eu não fosse a lugar nenhum. Eu queria mais.”

Ela visita Havana quando pode (seus pais ainda vivem lá) e espera retornar com mais frequência, mesmo quando sua carreira em Hollywood florescer (em breve no thriller de ação Three Seconds com Rosamund Pike). “Eu quero estar lá mais porque há muito acontecendo, e Cuba está mudando”, diz ela. “São minhas raízes. É a minha casa”.

Fonte | Tradução – Ana de Armas Brasil

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Photoshoots > 2017 > The Hollywood Reporter

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