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Arquivo de 'Entrevistas'



Ana fala sobre o movimento #MeToo, sua vida em Cuba e mais em entrevista à GQ México
postado por Ana de Armas Brasil
27.03.18

DEUSA! Ana de Armas é a capa do mês de abril da GQ México, e além de um ensaio maravilhoso, a atriz concedeu uma entrevista para a revista. Leia e confiram as fotos:

Atravessar o Paseo del Prado e a Avenida del Puerto é um dos pontos-chave de Havana. Quando chego lá, o tempo praticamente pára. Em frente, o icônico Capitólio, que se ergue entre edifícios antigos para se estabelecer como o coração da capital cubana.

À esquerda, a baía, com suas dezenas de cruzeiros que chegam todos os dias carregados de turistas ávidos por rum, tabaco e festa. Atrás, o mar, a vários quilômetros de distância, se funde com as águas da Flórida. E à direita, o famoso Malecón, lotado todas as tardes por moradores e visitantes, que chegam a este ponto para admirar o pôr do sol enquanto os sons emanam de um bar, uma casa ou qualquer carro que passa da Havana Velha ao bairro do Vedado. Visto desta forma, as razões pelas quais Ana de Armas considera essa parte como seu lugar favorito em sua cidade natal são bem compreendidas. “Meu lugar favorito em Cuba é Havana, e meu canto favorito da capital é o Malecón”, ela me conta entre risadas e com uma óbvia nostalgia em sua voz. O anseio está aumentando quando pergunto como foi crescer na ilha. “Eu tive uma infância muito divertida, espontânea, real e livre; mas também muito alerta do que estava acontecendo ao meu redor. Quando criança, você está ciente das situações políticas e sociais que ocorrem no país e no resto do mundo”, ela diz. “Cuba ainda é minha casa. Não importa quantos anos eu esteja fora, o quão ocupada estou, o pouco que consigo me comunicar com minha família ou amigos sempre será minha casa.”

O que você mais sente falta, além da família?
A comida (risos).

Ropa Vieja e Moros y cristianos? [Pratos típicos de Cuba]
Exatamente (risos). Devo confessar que às vezes preparo feijão preto, mas sinto falta do tempero e todo o ritual em torno da cozinha. Você vai para a casa de um amigo, joga dominó, enquanto prepara a comida, bebe uma cerveja e coloca alguns discos de salsa para animar a noite.

Nascida em 30 de abril de 1988, Ana diz que foi justamente todo o contexto em que sua infância foi passada que desencadeou seu amor pelo cinema e, mais tarde, seu desejo de se dedicar à atuação.

“Desde que eu era criança, participei de projetos de vizinhança, fizemos canto e dança. Aos 13 anos, comecei a contar aos meus pais que queria ser atriz. Assistimos a muitos filmes em casa. Lembro-me de ver cenas e depois correr para o espelho para repeti-las.”

Que filmes você reinterpretou? Alguém em particular marcou você?
Eu lembro de atuar muitas sequências do Titanic (risos). Especialmente aquele em que Jack está morrendo e ela não pode gritar porque sua voz está sufocada pelo frio. ‘Jack, Jack’… Sim, repeti isso várias vezes. Que vergonha! (e ela solta uma risada).

Não se preocupe, todos nós refizemos cenas de Titanic em algum momento de nossas vidas…
Sim, não é verdade?! Então não vou mais sentir vergonha.

Assim que alcançou a maioridade, Ana decidiu recolher todas as suas economias e comprar uma passagem para a Espanha, com um objetivo em mente: realizar seu sonho. Nos primeiros anos houve um estágio complicado para a garota cubana, cheia de desafios. No entanto, sua primeira oportunidade não demorou a chegar. Una rosa de Francia (2006), de Manuel Gutiérrez Aragón, foi seu primeiro filme, seguido de alguns projetos para a televisão. Ela foi Carolina Leal Solís, seu papel na bem-sucedida série El internado (2007), que lhe valeu reconhecimento público e popularização além das fronteiras do mediterrâneo. Ao contrário da longa provação que muitos atores tiveram que lutar para conseguir um lugar em Hollywood, de repente e inesperadamente, Ana já estava pronta para conquista-los quando foi contratada por Eli Roth para interpretar uma das duas mulheres sexy que se tornaram o pior pesadelo de Keanu Reeves no filme Knock Knock.

Na carreira de ator, quanto do sucesso é devido à sorte e quanto ao talento?
Eu acho que há sorte na vida. Todos nós temos mais e outros menos. Mas você também tem que cooperar um pouco (risos). Se você realmente quer algo, você deve persegui-lo e ser pró-ativo para chegar lá. Você tem que trabalhar duro e fazer um esforço. Como dizemos em Cuba, as coisas não caem do mato.

Após esta entrada triunfal no cinema, as portas se abriram para a cubana. Exposed (2016), Hands Of Stone (2016), War Dogs (2016) e Overdrive (2017), foram seus projetos seguintes, em alguns destes, teve a oportunidade de trabalhar com atores como Edgar Ramírez, Mira Sorvino, Scott Eastwood e o magnífico Robert De Niro. O começo dessa ótima caminhada veio com a megaprodução de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, continuação de um dos filmes mais icônicos da década de 80.

Na sequência, Ana interpretou Joi, o interesse romântico (e guia espiritual) de K, o personagem de Ryan Gosling. “Todos os envolvidos na produção estavam nervosos porque queríamos estar à altura do primeiro filme. Para mim foi tudo um reto, desde a audição para dar a vida a um papel tão completo fisicamente. Alias, foi a primeira vez em que me envolvi em uma gravação tão extensa. As gravações duraram cinco meses e exigiram de mim um grande trabalho emocional e psicológico. Sabia que era um filme muito grande e isso sempre nos deixa com medo”.

Em algum momento você se sentiu intimidada por estas grandes estrelas de Hollywood com quem você já trabalhou?
Sim. Foram momentos curtos, até mesmo minutos. É algo inevitável, porque trabalhar com essa grandes ícones tem sido um sonho que se tornou realidade. Tem sido sorte de contracenar com pessoas que são mais artistas do que ego e isso me ajudou muito, porque nos instantes de insegurança tenho que ficar mais focada em meu trabalho. Isso me faz sentir igual a eles e isso ajuda.

Com um exército de milhões de seguidores no Instagram e Twitter (Ana_d_Armas) nas costas, este ano a cubana traz embaixo do braço um novo projeto. Trata-se do longa metragem “Three Seconds”, que está nas ordens de Andréa Dia Stefano (Escobar: El paraíso perdido, 2014), e onde compartilhará cartaz com Joel Kinnaman e Rosamund Pike. No filme, ela estará no papel de Sofía, uma mulher forte e poderosa, uma mãe de família que sempre protege seus filhos sem se importar com as consequências.

“Com Joel tenho uma parceria poderosa. Uma espécie de Bonnie e Clyde, juntos até que a morte os separe”, revela. E já que falamos de mulheres valentes, De Armas está convencida de que é necessário que as atrizes sigam criando a voz e que Hollywood abram as portas necessárias para terem mais representação feminina em grandes filmes, pois “como atriz, chega um momento em que quer crescer e fazer outras coisas, contas histórias diferentes. Ainda tem muito a se fazer, é um tema que ainda está em estado de letargia”.

Qual é sua postura em relação ao movimento #MeToo? Você apoia as mulheres que estão falando para denunciarem os abusos?
Eu estou com as mulheres que têm falado e também com aquelas que ainda não falaram. Como mulher, defendo o direito de contar ou não algo tão íntimo e horrível. Alias, nem todas reagimos da mesma maneira, cada uma reage de uma forma. Nem todas vamos à manifestações, nem todas temos a capacidade de tornamos líderes de um movimento; mas temos outros modos de fazer este trabalho social, começando pela educação e pela família.

Fonte | Tradução – Equipe ADABR e Yasmim

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“Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes”, Ana fala sobre novos trabalhos em entrevista
postado por Ana de Armas Brasil
22.11.17

Leiam a entrevista de Ana para as revistas Gotham, Michigan Avenue e LA Confidential:

Ana de Armas tem orgulho de sua habilidade de entrar no núcleo emocional de um personagem, mas admite que as coisas ficam um pouco complicadas quando seu personagem é composto de zeros e zeros.

É o caso da obra-prima de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, em que Armas interpreta Joi, um holograma que serve fielmente (pense na Siri com um corpo e a devoção do secretário de Mike Hammer, Velda) o personagem de Ryan Gosling, K. E, embora artificial, Joi também é de muitas maneiras o coração da história, o que trouxe sérios desafios de atuação para Armas, como quando seu personagem sofre falhas tecnológicas.

Pegue a cena em que o veículo voador de K falha em um aterro do tamanho de uma cidade, e Joi em pânico cintila e congela enquanto o sistema operacional cai. “Isso tudo não foi feito no computador – Denis me fez mover assim!”, Lembra Armas com tristeza, descrevendo como Villeneuve fez ela interpretar as tremidas e tilts da falha de sistema da Joi no meio do set cheio de lixo espalhado, vestindo uma roupa minuscula no meio de um dia frio de novembro, enquanto Gosling, que estava inconsciente, a observava durante o erro.

“Eu disse a Ryan: ‘Você não tem permissão para me olhar! Você desmaiou, então fique assim!”, ela ri. Ela convocou movimentos “robotizados e frios” enquanto ainda estava imigrando para o momento de terror de Joi, sem saber se K sobreviveu ao acidente. “É assustador porque você não sabe como será. Pode parecer ótimo ou pode ser embaraçoso.” Em última análise, sua atuação combinada com truques resultou em uma das sequências mais tensas e assustadoras do filme.

A vida emocional surpreendentemente rica do personagem estava no script, mas os detalhes visuais da natureza de Joi ainda não tinham sido desenvolvidos. “Quando eu li o roteiro, minha intuição me dizia que ela era muito emotiva e muito real, mas estava tão confusa”, diz ela. “Denis sempre estava pedindo essa vulnerabilidade, mas mesmo quando conversamos com a equipe de efeitos visuais, ninguém sabia como ela iria parecer. Foi como um processo cego para mim… Normalmente falo movendo minhas mãos e sou muito expressiva com meu rosto – algo cubano, eu acho. Este tinha que ser tudo emocional dentro, mas pouco fisicamente.”

Outros enigmas técnicos únicos surgiram: o físico holográfico de Joi permite que ela troque de roupa em um piscar de olhos. “Eu tive que ser escaneada novamente e novamente [em roupas diferentes]”, diz Armas com uma risada. “Todos pararam durante duas horas para poder mudar minhas roupas e maquiagem, e depois voltar e dizer mais uma linha e depois voltar e mudar de novo. Foi realmente um desafio.”

Esses elementos, somados ao fato de ser uma sequencia para  Blade Runner – um dos filmes mais reverenciados e fluentes do cinema – estrelado por Gosling e o ícone Harrison Ford, e dirigido pelo pensativo cineasta atrás de Arrival, veio com muita expectativa, o que tornou o trabalho tanto aterrorizante quanto emocionante.

“Eu acho que você apenas se joga nesses tipos de momentos quando você tem um diretor como Denis que você sabe que ele estará olhando para cada detalhe”, De Armas diz. “Ele pensou que eu era a pessoa certa, mas então você ainda tem cinco meses à sua frente. Você ainda tem que se entregar. Eu queria devolver a confiança que ele teve em mim, e essa foi a parte assustadora. Você não quer ser a única no filme [que passe pelo comentário] “O filme é bom, mas ela…’, mas eu sabia que se eu estivesse esquecendo algo, no final ele iria me corrigir.”

De Armas, 29, atuou durante toda sua vida, desde seu início no seu país nativo, Cuba. “Eu assistia filme no sofá de minha casa. Se eu via uma cena interpretada por uma mulher ou um homem — Não importava — e eu gostasse, eu corria para o espelho e a repetia”. Quando a família mudou-se para Havana, aos 12 anos de idade, Armas descobriu o National Theater School Of Cuba e convenceu seus pais a deixarem fazer uma audição. Ela foi aceita.

Então, o sonho de tornar-se uma atriz tornou-se real para ela. “Eu sabia que era isso que eu queria fazer”, ela lembra. Durante a escola, ela conseguiu papéis em inúmeras produções espanholas gravadas em Cuba. Após se formar, com um pé na frente da porta e com 200 euros na carteira, ela mudou-se para a Espanha aos 18 anos. “Eu tinha as malas e um passaporte espanhol”, agradece seus avós espanhóis e continua, “então eu comprei um bilhete e disse para a minha mãe: ‘Quando meu dinheiro acabar, eu volto'”.

Praticamente imediatamente após sua chegada, ela conheceu o predominante diretor de elenco espanhol que a colocou imediatamente em um papel para a série de suspense em um ambiente escolar, El internado. “A série me ajudou muito. Foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira”, ela diz sobre seu primeiro gosto da fama, fortuna e material de qualidade. “Pelo fato de eu estar usando um uniforme de escola por três anos, foi difícil “sair” dele. Eu não conseguia papéis porque eles me viam como a estudante da série anterior”.

Um novo começou em Hollywood apareceu. “Mas eu não sabia falar em inglês”, diz de Armas. Ela se jogou no aprendizado do novo idioma, que aprendeu logo. “Era como se fosse um super poder, e eu estava aprendendo como utilizá-lo”, ela admite. “Eu poderia dizer como foi difícil no início para Penélope Cruz, sentir e agir em inglês necessita de uma parte diferente do seu cérebro. Eu sempre pensei, ‘Eu tenho que ser boa nisso. Eu quero ser capaz de sentir e não pensar no que eu estou falando”.

Após um avanço em seu aprendizado, de Armas instruiu seus agentes nos EUA a enviarem para audições, independente de quão forte era seu sotaque. “Eu não queria ir em uma audição para ‘Maria’ e ‘Joana’ — nada desse tipo”, ela diz. “Eu queria uma audição para o mesmo papel que qualquer outro estaria auditando.” Depois de alguns solavancos na estrada, ela encontrou seu caminho. “Eu sabia emocionalmente sobre o que se tratava a cena, então meus sentimentos estavam no lugar certo, mesmo que minha boca estivesse em qualquer outro lugar. Eu acho que eu fiz os diretores Eli Roth e Todd Phillips [que a escalar em para os filmes Knock Knock e Wars Dogs] mudarem de ideia.

“Eu acho que esses três anos e meio de trabalho, sendo novamente anônimo e ter essa liberdade de andar na rua – não ter muitas pessoas prestando atenção no que estou fazendo – foi um bom período de desintoxicação”, diz sobre os benefícios e lado ruim da fama. Mas com críticas positivas sobre seu papel em Blade Runner 2049, ela admite: “Talvez eu tenha que começar a me acostumar novamente… ou talvez não. Talvez nada aconteça!”

Mas “nada” não está no plano de Armas. “Eu quero fazer tudo e além. Eu quero criar um impacto”, ela se entusiasma. “Até agora, sempre fui a esposa ou a namorada do ator principal… Aprendi muito com isso, e aceitei porque queria realmente fazer parte, mas há mais que isso”, explica. “Há grandes papéis femininos que não estão apenas ali ou criando a situação para que o homem seja o herói. Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes. Nós passamos por tanto… precisamos ver isso na tela. Essas partes femininas não são muitas, mas estão lá fora, e tenho que encontrar algumas. Eu quero essa chance.”

Fonte | Tradução – Yasmim e Equipe Ana de Armas Brasil

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VÍDEO LEGENDADO: Federico Devito entrevista o elenco de “Blade Runner 2049”
postado por Ana de Armas Brasil
18.10.17

O blogueiro brasileiro Federico Devito teve a oportunidade de entrevistar o elenco de “Blade Runner 2049”, assista:

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Entrevista ao site La Vanguardia
postado por Ana de Armas Brasil
16.10.17

Leia a entrevista de Ana para o site espanhol La Vanguardia:

Que relação tem com o Blade Runner original?
Vi o filme quando era criança, eu tinha nove ou dez anos. Ainda vivia em Cuba e não entendia nada. Já maior de idade vi novamente. Quando soube que faria parte da continuação de um filme tão icônico, não conseguia acreditar. Estava muito entusiasmada, mas tudo acabou sendo bem inesperado, porque não sabia o caminho nem qual era o personagem. Mantiveram um segredo absoluto desde o início, assim o maior atrativo para mim eram as pessoas com quem ia trabalhar e ser parte da história do cinema. Muitos diretores e produtores notaram meu sotaque, mas para Denis era uma qualidade que trazia algo especial ao papel.

Alguma vez imaginou que trabalharia com Harrison Ford?
Claro que não. Em Cuba cresce pensando que o tem é tudo o que precisa e deve estar satisfeito com isso. Mas eu sempre fui muito curiosa e por que não dizer? ambiciosa, e me questionava o que mais podia fazer. E logo me perguntava que artistas iria conhecer e com quem teria a oportunidade de trabalhar. Mas nunca sonhei com Harrison Ford porque me parecia totalmente impossível.

Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Ele soube sobre mim quando foi visitar Ryan Gosling, que fazia uma cena em que havia um cartaz gigantesco de Joi nua. Mas quando o conheci pessoalmente eu estava vestida. E foi algo muito normal. É um ator incrível, que presenciei em filmes desde que era pequena e foi bastante surreal. Em momentos me sentia um pouco intimidada porque temos essa ideia de que não podemos nos aproximar de nossos ídolos, mas Harrison foi muito amável comigo, muito cálido e divertido. Tem um senso de humor muito especial e não para de fazer piadas.

Foi muito complicado conseguir o papel?
Foi um processo de três partes. Levou uma semana, mas eu a vivi como se fosse um mês. A primeira audição não foi com o roteiro do filme, tive que ler uma cena de Ex machina, o que foi bem confuso porque não sabia nada do papel e Joi é muito diferente de Ava em Ex machina. Por sorte a diretora de casting, Francine Maisler, me explicou algumas coisas e creio que me saí bem. Na segunda audição fiz duas cenas do filme, mas segui sem ter nenhuma informação sobre quem era ela ou que relação teria com Ryan. Não senti que questionaram minha capacidade de atuar, vi em Denis um diretor que utiliza um processo muito criativo para encontrar a pessoa correta para fazer o papel.

Foi difícil trabalhar com Villeneuve?
Denis é um diretor muito grato. Nunca aconteceu de aí terminar uma filmagem o diretor vir me dizer: “muito obrigado por tudo o que fez”. Vindo dele foi um grande cumprimento. E aconteceu algo parecido na audição, quando ninguém sabia se iam me dar o papel ou não. Por isso mesmo sem essa resposta fui para casa sentindo que já havia trabalhado com Denis.

O que acredita que te ajudou a conseguir o papel?
Acredito que ele procurava uma mulher real. Pela forma que vejo as coisas, pelas experiências que tive na vida, tenho um olhar muito diferente e sou muito mais discada e aberta às emoções. Joi foi desenhada para satisfazer as pessoas de uma maneira muito concreta mas essas não são as necessidades que K tem. Ele a usa de um modo muito diferente, em um sentido emocional. Ela tinha que ser a namorada que um homem quer encontrar quando volta para casa, que te espera no sofá, que sabe como conversar, sabe o que pensa antes que diga e que sabe o que sente.

Foi feito algum pedido especial?
Na terceira audição Denis pediu para ficar sozinho comigo. Fechou a porta e me disse que havia duas coisas que precisava me dizer antes de avançar o processo. Me explicou que havia cenas em que teria que ficar nua, que devia estar disposta a tirar a roupa. E logo me disse também que ia precisar que cortasse o cabelo, que escurecesse e fizesse uma franja. Sempre tivemos uma relação muito íntima, na qual não houve dramas nem problemas. Eu disse para ele que se me contratasse ia ser a última pessoa com quem teria que se preocupar.

Notou alguma mudança da indústria com você depois desse último filme?
Não, eles têm que assisti-lo. As pessoas têm muita curiosidade por Blade Runner 2049 e às vezes sinto que é como se só tivesse feito isso e minha carreira na Espanha e em Cuba não tiveram muita visibilidade aqui. Desde que me mudei para Los Angeles há três anos e meio sinto que tive que começar do zero e me apresentar aos produtores e diretores como se jamais tivesse atuado.

Quando foi a última vez que esteve em Cuba?
Mês passado. Vou quando posso. Há anos em que só pisos ir uma vez porque estou trabalhando. Esse ano já fui quatro vezes. Em alguns âmbitos Cuba mudou muito, em outros, nada. Mas há coisas acontecendo, particularmente com a juventude e quero ser parte disso. Estou perdendo muitas coisas da minha família e de meus amigos e não quero que continue passando. Gostaria de voltar e viver ali.

Se foi antes de que fossem restabelecidas as relações diplomáticas com os EUA. O que mudou com essa abertura?
Não muito. Creio que esta ideia de que houve uma abertura não é muito apropriada porque não é certa. Voos direitos entre Cuba e os Estados Unidos não significam que as coisas mudaram. Para os cubanos tudo segue igual, particularmente para a claras reanalisada. O governo é o mesmo. As pessoas seguem sem ter informação e sem acesso à internet, para não saberem o que se passa no mundo. Mas é certo que quando me fui com 18 anos, lá se sabia muito pouco sobre o resto do mundo e agora há lugares onde os jovens conectam-se à internet, sabem o que é Instagram e podem ler notícias e ver revistas. O resto segue igual a quando eu estava ali.

Como conseguiu ir pra Espanha?
Meus avós maternos eram espanhóis e eu tinha o passaporte. Quando cresci, não tínhamos nenhum parente ou amigo em Miami. Espanha era minha única opção e para ali fui com 18 anos. Era a única maneira se sair de Cuba. Por sorte tudo saiu muito bem para mim e não parei de trabalhar nos 8 anos que passei na Espanha. Mas acabei indo embora pela mesma razão que sai de Cuba. Queria algo mais. Me interessava estar em um lugar onde teria mais oportunidades. Espanha estava em plena crise e os filmes que estavam sendo feitos ali mão me motivavam. Por isso fui para Hollywood.

Quais filmes e séries de televisão a inspiraram na decisão de ser atriz?
Para ser sincera, em nenhum momento disse de forma consciente que queria ser atriz e também não havia uma atriz que queria imitar. Mas me interessava o meio. Se estava vendo um filme na televisão e via uma cena que gostava, não me importava que fosse homem ou mulher, corria até o espelho e imitava. E logo voltava só sofá para continuar vendo o filme. Eu venho de uma família muito humilde. Não tínhamos aparelho de vídeo ou de DVD, mas um vizinho tinha. Uma vez estava vendo um filme, creio que era Matilda, e quando voltei para casa repeti todo o filme para meu irmão que não havia visto. Sempre estava imitando as cenas mais emotivas dos filmes que gostava.

Fonte | Tradução – Larisssa F.

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[ATUALIZADO] Ana no “The Late Late Show”
postado por Ana de Armas Brasil
15.10.17

Na última quinta-feira, 05, Ana gravou sua primeira participação em um talk show americano, o “The Late Late Show”. Assista o bate-papo completo:

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Entrevistas > 2017 > The Late Late Show

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WHO WHAT WEAR: 4 atrizes revelações que todo fã de cinema precisa conhecer
postado por Ana de Armas Brasil
14.10.17

Ana concedeu uma breve entrevista para o site Who What Wear, leia:

QUEM: Ana de Armas

O QUE: Ana não é um novo rosto na indústria cinematográfica, mas seu papel como Joi em Blade Runner 2049 à levou a outro nível. Enquanto os detalhes sobre sua personagem permaneceram em segredo, sabemos que ela interpreta o par romântico de K. (Ryan Gosling). Alguns podem chamar isso de sorte (honestamente, difícil de refutar isso), mas o novo estrelato e prestígio de Ana reflete anos de trabalho duro – mais de 10 – para a atriz cubana cujo currículo é impressionante … e crescendo.

O que mais me excitou no papel de Joi foi… “que ela, como mulher, deveria ser e agir de uma certa maneira, mas ela era mais do que isso.”

Surpreendentemente, a única coisa que tenho em comum com Joi é… “Eu sacrificaria tudo por amor.”

Para me preparar para um papel tão importante como este, eu… “tive muitas conversas com Denis Villeneuve e compartilhamos muitas ideias. Claro, o primeiro Blade Runner foi uma grande inspiração para todos nós… mas estamos criando nosso próprio filme agora, com um diretor muito diferente e novos personagens, então foram longas conversas e gravando cenas com ele e Ryan entendendo o nível emocional dos personagens.”

A menos que você estivesse no set de Blade Runner 2049, talvez você não saiba que nosso fotógrafo, Steve, era o mesmo fotógrafo do primeiro filme. Então, durante as domadas, eu costumava conversar com ele, e ele me contava histórias sobre os atores e como era trabalhar com Ridley [Scott].”

A melhor lição que já aprendi com um(a) estilista é… “às vezes você tem que correr riscos. Eu sempre pensei que a moda era algo para ajudar a mostrar quem você é e reforçar sua personalidade. Pode ser uma força. Então, é importante que, quando você tem um estilista, eles realmente conhecem você e você que se sinta confortável com o que está vestindo. Mas você também deve ouvir e tentar coisas novas. Estou trabalhando nisso.”

O que mais gosto do estilo no meu país natal é… “não havia realmente uma sensação de moda em Cuba. Agora é diferente: as pessoas têm mais acesso ao Instagram e revistas. Quando eu estava crescendo, nada disso era permitido. Era bem hippie, artesanal e meio libertador… você realmente não tinha que pensar demais. Sempre reciclei a roupa do meu irmão. Eu usava coisas de menino misturadas com saias hippies e chinelos. Sempre.”

As três peças de outono que estão atualmente no meu carrinho de compras são… “Eu adoraria um desses casacos da Stella McCartney em azul escuro. Tem aquela vibração mais masculina – eu amo isso!

Gostaria de algumas calças de couro, com zíperes e coisas aqui nos joelhos.

Eu adoraria uma dessas pequenas bolsas Chloé.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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“Foi um bom exercício para o meu ego”, Ana fala sobre sua mudança para os Estados Unidos em entrevista à W Magazine
postado por Ana de Armas Brasil
12.10.17

Em 2017, muitos públicos ficaram animados para sequências. Mas quando a sequência é lançada há quase quatro décadas depois da original, isso acaba se tornando um clássico culto, bem, isso é interessante para se falar sobre.

Um grande caso é Blade Runner 2019, que estreia nessa sexta-feira, 35 anos depois do primeiro filme ser lançado. E possivelmente ninguém está mais animado do que Ana de Armas, a atriz cubana de 29 anos de idade, que interpreta a protagonista feminina do filme. “É mágico o que você vê na tela”, ela diz. “É futurístico, um suspense com ação, mas então, na outra mão, você tem o personagem do [diretor] Denis Villeneuve. A intimidade desses personagens é uma bonita combinação e é relevante para o filme. É realmente especial”.

No filme, Ana interpreta Joi, o par romântico do agente K, interpretado por Ryan Gosling, uma parte completa que funciona como o coração do filme – e a atriz admite que originalmente não estava no projeto. “No início, tudo o que eu ouvi [de meus empresários] foi: ‘Tem uma audição, nós vamos encaixá-la e você a fará agora’. Então ‘encaixá-la’ significa que eu não estava na lista”, ela diz com uma risada. “Mas eu estou grata que eles me encaixaram”.

A atriz não é estranha para a arte de bons encaixes. Crescendo em Havana, de Armas descobriu sua paixão por atuação muito jovem e rapidamente desencadeou sua carreira para essa área. “Não teve um dia específico ou algum ator inspirador. Nada assim. Mas eu lembro que eu assistiria a filmes e se tivesse uma cena que eu gostasse, eu corria do sofá para um espelho e repetia as falas diversas vezes. Eu ficava muito emocional.”, Ela relembra. “Quando eu tinha 12 anos, eu fiquei sabendo sobre a Escola Nacional de Teatro e disse para meus pais: ‘Isso é o que eu quero fazer”, e assim foi”.

Depois de se formar na Escola Nacional de Teatro de Cuba, de Armas ficou em Cuba durante alguns anos, atuando em filmes locais, antes de decidir se mudar para Madrid em busca de perseguir sua carreira artística. “Eu sentia que eu queria mais”, ela disse. “Eu sempre fui muito ambiciosa, e eu sempre soube que eu queria algo a mais. Cuba foi um bom início, mas eu sabia que eu não desenvolveria uma carreira real e eu queria ficar perto de cineastas que eu gostaria de trabalhar. Eu me mudei para Madrid com 200 euros na minha carteira e desesperada para saber o que iria acontecer. Claro, eu não sabia que 200 euros eram nada, porque eem Cuba, 200 euros era muito e foi o dinheiro que eu guardei dos meus filmes.”

Nas primeiras semanas, de Armas conseguiu um papel em uma nova série d tv chamada ‘El Internado’, que foi um grande sucesso, a tornando um nome conhecido na Espanha. Mas, mais uma vez, ela sentia que precisava de mais. “Era muito excitante, mas eu cheguei ao ponto em que pensei: ‘Eu quero mais que isso”, ela disse. “Eu queria algo desafiador”.

De Armas foi escalada em seu primeiro filme de Hollywood, o drama esportivo ‘Hands of Stone’, em 2016 e oficialmente se mudou para Los Angeles, mesmo não conhecendo nenhuma pessoa – e nem inglês. “Eu fui para aulas durante três ou quatro meses, eu não conseguia fazer nada”, ela disse. “Foi um bom exercício para o meu ego depois de oito anos na Espanha com uma ótima carreira. Quando você se muda para os Estados Unidos, qualquer coisa que você já tenha feito, não conta. Foi refrescante, para ser honesta. Quando você faz uma série de TV, sua vida realmente muda e todo mundo te conhece e sabe para onde você vai. Vir para cá [EUA] e ficar em uma sala de aula, onde todo mundo está aprendendo a usar passado simples foi ótimo. Eu ficava com meu caderno fazendo anotações e lições de casa”.

Depois de meses intensos e aulas integrais, Ana sentiu-se pronta para ir à audições – com nenhuma estipulação. “Eu disse [para minha equipe]: ‘Eu não quero audição para Maria ou Joana. Eu quero auditar para qualquer coisa que esteja fazendo audições’. Eu não queria qualquer papel. Eu me considero uma atriz. É estranho quando as pessoas dizem: ‘Você é uma atriz cubana’ ou ‘Você é uma atriz espanhola’. Eles colocam uma coisa em frente do que você é, mas eu sou somente uma atriz. Eu verei o que eu posso fazer, mas não me coloque em um lugar que você não sabe ainda. Não opine meu trabalho se você ainda não o viu. Eu apenas queria uma chance. Eu queria saber que eu estava correndo atrás dos mesmos objetivos que outras atrizes que eu amo e admiro corriam. Todo mundo merece a oportunidade de brigar por aquilo que almejam.”

Com Blade Runner 2049, Armas atuou apenas ao lado de Gosling, Harrison Ford e Jared Leto, depois de severas audições com o diretor Villeneuve. “Eu fiquei muito confortável com Denis”, ela disse. ” Ele é muito doce, uma ótima pessoa. Ele ama os atores porque ele entende o quão difícil é ser um ator. Com todos os meus nervos. Eu nunca semi que meu talento ou capacidade de performance fosse uma questão. Ele [diretor] estava procurando a pessoa certa para o trabalho.”

A audição dela com Gosling, no entanto, foi outra história. “Eu estava ficando louca, tipo, sério? A última coisa que eu preciso é conhecer Ryan Gosling hoje”, ela lembra. “Mas ele foi tão legal. Nos demos muito bem no set. Algumas falas nós nem conseguíamos terminar porque estávamos rindo”.

O elenco gravou o filme em Budapeste, em cinco meses, que acarretou em Ana treinando treinos físicos.”Não foi um papel físico, mas eu sabia que nos teríamos cinco meses cheios de intensidade, cenas emocionais, e eu queria me sentir forte, saudável e ter uma disciplina e rotina”, ela diz. “Isso foi algo mais pessoal do que algo que o personagem realmente necessitaria”.

Com o papel, Ana de Armas traz uma enorme ligação de humanidade e emoção para o filme. “Denis queria que ela [Joi] fosse muito real, muito emocional e muito vulnerável”, ela disse. “Nós queremos que o público esqueça o óbvio. Devido a isso, você tem que ver todas as coisas que te faz humano, como paixão e amor”.

Quanto ao filme em si, cujo o enredo foi mantido em segredo até a grande estréia na sexta-feira? Aqui está o que você precisa saber: é visualmente lindo, completamente imersivo e fez Ana de Armas chorar. “Eu tive que tirar 25 minutos depois que eu o assisti, com uma caixa de Kleenex, apenas absorvendo.”

Fonte | Tradução – Yasmim

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Photoshoots > 2017 > W Magazine

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VÍDEO LEGENDADO: Ana de Armas decide o que está ‘dentro’ e ‘fora’
postado por Ana de Armas Brasil
11.10.17

Durante os bastidores de seu ensaio fotográfico para a revista W, Ana de Armas revelou o que estará dentro e fora de nosso mundo em 2049. Assista:

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Screencaps > Entrevistas > W Magazine (2017)

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VÍDEO LEGENDADO: Entrevista para o site PapelPop
postado por Ana de Armas Brasil
11.10.17

Assistam a entrevista do elenco de “Blade Runner 2049” para o portal brasileiro PapelPop:

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Ana revela o nome de sua personagem em “Three Seconds” em entrevista à Wonderland
postado por Ana de Armas Brasil
10.10.17

Ana de Armas revelou alguns detalhes sobre seu novo projeto em entrevista à revista Wonderland. Leia:

“Eu estou tentando encontrar uma maneira de dizer algo sem revelar nada!” A atriz Ana de Armas está tentando não soltar nenhum spoiler sobre o tão aguardado Blade Runner 2049. Armas interpreta Joi, uma recém-chegada no universo dos humanos e androides na nova Los Angeles.

Ela pode ser perdoada por ser cautelosa. Blade Runner é uma peça cultural, preservada pela Biblioteca do Congresso dos EUA como uma parte fundamental do patrimônio cinematográfico dos Estados Unidos, elogiado como um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. Há uma enorme expectativa sobre o que esperar de sua sequência.

Faça uma rápida pesquisa no Google sobre 2049 e você encontrará inúmeras tentativas de jornalistas e fãs tentando quebrar o trailer em quadro por quadro, todos buscando por detalhes. Mas — contratos de discrição e uma fanbase lunática querendo respostas de lado — a cubana Armas continua a conversar por uma meia hora sobre o filme. Ela promete “a mesma atmosfera tóxica” do original e que ela interpreta “uma personagem muito complexa […] podemos conversar sobre Joi por dias”. Há muita especulação sobre Joi ser humana, uma replicante, ou nenhum dos dois. Quem quer que seja, Armas diz que ela compartilha cenas com o Agente K de Ryan Gosling, que está à procura do icônico Rick Deckard (Harrison Ford).

Armas passou cinco meses em Budapeste fazendo o filme com os dois atores, e qualquer pessoa que deseja uma surpresa sobre o que é sair com esses homens ficará desapontada. Em relação ao Sr. Gosling: aparentemente, os memes “hey girl” são verdadeiros, tudo é verdade. Ele realmente é o namorado canadense dos sonhos. “Ele é tão, tão bom de estar por perto”, ela jorra. “Ele é um ser humano incrível e um trabalhador esforçado e tão profissional, e ao mesmo tempo ele é tão descontraído, divertido e inteligente. Sério.” Outro não-spoiler: Harrison Ford é “a pessoa mais legal do mundo”. “Um senso de humor incrível”, ela se entusiasma, “também é o primeiro no set e o último a sair, pronto para qualquer coisa. Foi realmente algo inspirador.”

A atriz também parece pronta para qualquer coisa; tem o costume de pular em cabeça em ‘novos mundos’. Nascida em Havana, estudou na Escola Nacional de Teatro de Cuba antes de deixar o país alguns meses antes da graduação, para se mudar para a Espanha. Quatro anos atrás, ela abandonou a carreira de sucesso que ela fez para si mesma na TV espanhola para tentar uma nova vida em Hollywood. Ela não falava uma palavra de inglês. “Sim, quando me mudei para os EUA comecei a trabalhar nisso”, ela ri. Ela tornou-se fluente de forma rápida. “Como dizem os cubanos, quando seu arroz e feijão dependem disso, seu cérebro vai para o modo de sobrevivência”.

E de qualquer forma, ela diz: “Eu gosto de desafios em geral. Algumas pessoas ficam aborrecidas ao ter que aprender um sotaque ou uma linguagem, mas eu encarrei como se estivesse ganhando um novo superpoder.” Os papéis de língua inglesa começaram a aparecer, e ela está instalada em LA agora. Não que ela não sinta falta de casa. “Para ser honesto, Cuba está sempre no meu coração. Este ano voltei quatro vezes já, porque eu tenho a minha família lá e meus amigos e sinto sua falta terrivelmente. Todo dia.”

Depois de Blade, ela poderá ser vista em Three Seconds ao lado de Rosamund Pike e Clive Owen. Ainda está fresco em sua mente – ela acabou de gravar alguns dias antes da entrevista – e ela diz que sua personagem Sophia, é um papel forte. “Sophia ela é uma mulher muito forte. Ela é dona de uma empresa, mãe e esposa, e é uma daquelas personagens onde suas ações falam mais alto que suas palavras.”

Você não mergulha nesses tipos de papeis sem algum plano, mas para quem se pergunta o que ela fará em seguida, Armas diz que não está tentando engenhar sua carreira de atriz em qualquer direção particular. É por causa de suas raízes cubanas, diz ela. “Eu não gosto de ter expectativas sobre qualquer coisa. Onde nasci e cresci, estou habituada a viver dia a dia e deixar que a vida me surpreenda. Acho que gosto de improvisar, você sabe? Eu não sou uma pessoa que faz muito planos para o futuro, eu simplesmente não. Porque a vida sempre prova que você está errado. “

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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