Categoria: Entrevistas

Entrevista na íntegra de Ana de Armas para o Fantástico

Hoje foi exibido no Fantástico uma entrevista com Ana de Armas durante a promoção de “Blade Runner 2049”. Clique na imagem para assistir a entrevista na íntegra:

VÍDEO: Entrevista para o site TeleShow

O site TeleShow liberou a entrevista de Ana na press junket de “Blade Runner 2049”, assista:

Em breve atualizaremos o post com o vídeo legendado!

“Los Angeles é uma cidade surrealista e superficial”, Ana fala sobre sua carreira mais em entrevista à Mujer Hoy

Confiram os scans, photoshoot e entrevista completa de Ana de Armas para a revista Mujer Hoy:

É o único rosto feminino no elenco do cartel de Blade Runner 2049. Uma imagem que fala mais que mil palavras sobre o que poderia ser sua nova posição em Hollywood: entre Ryan Gosling e Harrison Ford. Ambiciosa, disciplinada, sensível e rigorosa, os traços físicos e personalidade dessa atriz hispano-cubana a converte em uma pessoa única de sua espécie. Uma interprete sem medo dos riscos, que está a ponto de comprar mais uma etapa de sua carreira com esse filme.

Nada da planta do Hotel Arts lembra a asfixiante e tenebrosa atmosfera de Blade Runner. Do outro lado da janela de vidro, é o Horizon transparente: o porto Olímpico, o Mediterrâneo, o céu azul. Tudo brilha, mas também, lembra muito o século XX. Como um poster de Barcelona em 1992. O ano de Cobi. O ano em que esse hotel foi inaugurado. O ano do luxo que sonhamos (e que se tornou realidade).

O primeiro Blade Runner estreou em 1982 e foi um fracasso de bilheteria por causa de E.T., mas os anos o converteram um em fenômeno oculto. A história dos robôs – idênticos aos humanos – angustiados por sua data de validade em um hipotético 2019, mas nós já chegamos em 2017 e os carros não voam e nem os androides ficaram imortais. Continuamos sendo os mais preparados e angustiados da Terra. Um breve alívio.

No saguão 42, a imprensa internacional foi convocada para a apresentação das três apostas da Sony para essa temporada: Jumanji 2, o novo Homem-Aranha e Blade Runner 2049. Três sequências que evidenciam o medo da indústria por lançar no mercado um produto de uma marca já conhecida. Os roteiristas não ficam sem novas idéias (até mesmo para a tv) e Hollywood confia no Terror como as famílias confiam no domingo para sobreviver. Porém, Blade Runner 2049 chega aos cinemas em 6 de outubro buscando outro tipo de público: aquele que traz consigo o prestígio de cinéfilo, a ficção científica filosófica, a nostalgia e mais uma vez, a distopia apocalíptica que esse gênero (tão próprio na era Trump) nos avisa que o novo futuro pode se tornar um pesadelo.

Nós sabemos muito pouco sobre Blade Runner 20149. Nós sabemos que o protagonista dessa nova história também é um blade runner (um caçador de replicantes) chamado K e interpretado por Ryan Gosling; no filme também aparece Harrison Ford (em sua ano de repescagem: pilotou o Halcón Milenario e acaba de anunciar que também voltará com Indiana Jones). Harrison Ford encarnará o novo solitário e sentimental Rick Deckard, seu velho personagem, que fica 30 anos desaparecido e a pessoa que K tem que encontrar, porque, por algum motivo, é a chave para a sobrevivência da humanidade.

O vilão do filme, o criador de replicantes, é Jared Leto (um papel que o genial diretor Denis Villeneuve, queria para David Bowie); e também sabemos que Joi, a personagem interpretada pela atriz cubana-espanhola, é o interesse amoroso do protagonista. Explicamos quem: Ana de Armas. “Joi é muito completa, muito forte, passional é muito real. Desde sempre foi muito importante na vida de K. É sua amiga, sua amante, seu apoio e quem o anima a fazer o que ele tem que fazer, isso você sabe é o resto eu não posso falar”. [Risos] Por que essa insistência em dizer que Joi é real? Ela é uma replicante?, Pergunto-lhe. “Você sabe que eu não posso responder, mas eu adoraria”. Aos seus 29 anos, Ana de Armas faz parte de um filme que, mesmo decepcionando, será parte da história do cinema. Aliás, é a primeira mulher que aparece no elenco (feito por Robin Wright) e a única a promover o filme.

Uma cubana em Hollywood

Como você fez isso? São fatos, claro, conte uma versão resumida: “Fiz três audições em poucos dias. Meus agentes conseguiram me colocar lá, depois de muita insistência. Tive química com Ryan. Eles gostaram”. É isso que ela conta durante a mesa redonda com vários jornalistas estrangeiros no saguão 44, com seu vestido Altuzarra rosa, seu rosto angelical, cabelo californiano e seu inglês quase sem sotaque. Sempre repetia com mais insistência a frase “você sabe”. Então, assim que ela sai da sala, um jornalista britânico diz com certa exasperação: “Meu Deus, quantas vezes essa menina é capaz de dizer ‘Você sabe’?”. E alguns riam achando graça. Flutua no ar um certo descontentamento. Eles a estão subestimando, mas porque? Por ser jovem, por ser cubana, por ser sincera, por ser mulher ou por ser muito bonita?

Ana de Armas tem 29 anos, está apenas há três anos em Los Angeles e já conseguiu ser eleita pela revista Variety como uma das 10 atrizes jovens em ascensão. Aliás, ela tem agentes muito bons, compartilha a mesma estilista com Meryl Streep y Lupita Nyong’oMichaela Erlanger – e está nas festas com os elencos que importam. Outros pontos ao seu favor? Ela já está longe de seu país desde os 18 anos, por isso não carrega lealdades incomodas (nada de namorado, nada de família e nem representantes), conserva a disciplina da escola cubana onde se formou, e tem uns tacos que se encaixam no paradigma de beleza atual: européia e latina, ao mesmo tempo, etnicamente ambígua, com seus olhos enormes de cores dourados, que nos lembra proporções de mangas japoneses. No entanto, sua história pessoal é interessante, ela é a única atriz nascida em Cuba de Castro que chegou a trabalhar em Hollywood. Agora só o que falta… É tomar as decisões adequadas. Ela é consciente. Não quer dar um passo em falso.

Após a intensa gravação em Budapeste (os cinco meses de Blade Runner 2049, em cenários reais construídos para o filme, sem cenas com croma) leva um tempo para deixar o impasse que a deixa nervosa. “Rejeitar as propostas que chegam para mim tem sido as decisões mais difíceis de minha vida. Tenho medo de responder: “Não, não estou trabalhando em nada agora mesmo” quando me perguntam sobre meus projetos. Ainda não encontrei um material que me convença, eu não quero comprometer minha carreira por causa das expectativas de outras pessoas”. Isso foi dito em julho, quando fizemos a entrevista, mas sem algum dias que publicamos as primeiras fotos da atriz na gravação do suspense sueco ‘Three Seconds’, onde compartilha protagonismo com Rosamund Pike (Garota Exemplar).

“Hollywood é um mercado competitivo e selvagem. E, Los Angeles, é uma cidade surrealista e superficial, onde todo mundo busca a mesma coisa e se relacionam buscando algo que possa dar certo. Às vezes é cansativo e já tive momentos em que pensei: “O que eu tenho que as demais não têm?”, Ou ,”Como uma americana faria esse papel?”. Porém, eu aprendi a não me julgar. E tenho me dado conta de que meu ponto forte é, sinceramente, que não existe outra atriz e nem outra pessoa como eu. Que a minha versão é apenas mim. Que tenho que procurar seguindo sendo autêntica e não ter medo de oferecer a minha própria versão do personagem.”

Às vezes, suas colegas espanholas lhe pedem concelhos para cruzar o rio, mas ela diz, que nunca passa de um plano. “O que eu digo é: faça o que queres fazer, faça isso. Porque outro país virá, outra cultura virá, outro amor virá… Mas nada disso acontecerá se não se mover”.

Permissão para cometer erros

É uma mulher de ação, “Agradeço aos meus pais, que, sem saberem, me deram grandes conselhos, me ensinaram a não pedir permissão e nem esperar a aprovação de nada, nem sequer as deles. Sempre confiaram no meu sentido comum e me deixaram tomar minhas próprias decisões. Me deram espaço para errar e poder escolher sem precisar de opiniões. Por isso que confio em mim mesma e na minha intuição”.

Durante sua infância, viveu o rigoroso Período Especial (a crise econômica profunda e de abastecimento que Cuba sofreu por causa do colapso da União Soviética): “Tínhamos luz. Comíamos ovo frito, arroz e, de vez em quando, galinhas”. Ela reconhece que sua família não tinha uma situação ruim, como já havia dito. “Meu pai já trabalhou em tudo o que você pode imaginar, desde vice-prefeito de uma cidade, a gerente de banco, passando por professor, diretor de escola… E minha mãe sempre se dedicou aos recursos humanos. São pessoas muito preparadas e muito cultas, mas pouco falantes. O que eles querem dizer, eles demonstram com os olhos”.

Ana tem um irmão fotógrafo que também está vivendo em Los Angeles e acaba de se mudar para Nova Iorque. “Eu vou sentir falta dele, mas ali é onde estão os melhores de sua profissão e tenho que deixá-lo crescer”. Ama seus pais, mas quando vai para La Habana prefere, fica na casa de uma amiga que teve um bebê. “Sou sua madrinha”. Afinal, ela passou toda vida decidindo onde quer estar.

Quando tinha 14 anos, se apresentou aos testes da Escola Nacional de Teatro e praticamente desde então, tem uma vida independente: “Minha formação foi muito rigorosa. Depois de um teste, eles auditaram cerca de 600 crianças de toda Cuba, nós só tínhamos 12 anos e era inevitável levar a sério. A educação era grátis, mas se não fosse aprovado em um semestre, eles te expulsavam. Ensaiávamos sozinhos, assim que desde os 14 anos aprendemos o que significa ser ator: ter respeito, ser pontual, o que é trabalho em equipe, fazer seu próprio cenário, porque todos nós tínhamos que fazer nossas casas a construindo com madeiras, pregos e martelos. Aprendi com Lorca a fazer uma cadeira. Aquela escola me ensinou ser quem eu sou como pessoa e como profissional”.

Jogar o jogo

Aos 16 anos, protagonizou seu primeiro filme, ‘Una Rosa de Francia’, de Manuel Gutiérrez Aragón; com 18 anos, veio Espanha e em uma semana conseguiu um papel protagonista em uma das séries adolescentes mais importantes do final dos anos 2000, ‘El internado’, que foi um fenômeno de fãs. Durante a sessão de fotos para Mujer Hoy – maquiada, vestida de Loewe, transformada, imponente, mas sem perder a áurea de sua fragilidade –, lhe pergunto o quanto pesa a beleza na carreira de uma atriz. “Ultimamente, muito. Porque parece que tudo se resume sobre o quão bonita você é, o quão bela sai em uma foto, o quão bela está no Instagram. Tudo é aparência…”.

“Quando fazia teatro, o trabalho era tão artesanal é tão cru, que isso era o de menos. Desde cedo, a professora sempre insistia: “Quantos feia, melhor. Chore até sair pelo nariz, porque um personagem tem três dimensões e você tem que saber todas as caras possíveis”. Não tenho medo de tomar cuidado, mas, curiosamente, durante esses anos nos Estados Unidos, duas ou três filmes acabaram me recusando porque eu era bonita demais para o papel. Isso me doeu muto, porque eram projetos incríveis que eu queria trabalhar. Às vezes parece que ser bonita serve apenas se você quer fazer uma princesa da Disney, mas se você quer outros tipos de papéis, não”. Eu insisto de que beleza abre portas. “Eu não digo que ser bonita não abre portas, mas sim que às vezes algumas não se abrem”.

Em Havana, sua escola de teatro montou “La Casa de Bernarda Alba”, ela era, claro, Adela, com vestido verde e paixões desbocadas; quando um grupo de atores profissionais fizeram uma oficina com Tomaz Pandur em Madrid para trabalhar em Romeo e Julieta, Ana interpretou a protagonista. E é possível que a atriz não queira julgar as princesas, mas seu rosto encarna a doçura de heroínas românticas. É difícil contradizer seu próprio rosto.

A última prova

Em Madrid, na intimidade de um sofá, me conta que a morta repentina de seu maestro, o diretor esloveno Tomaz Pandur, aos 53 anos, foi golpe duro para ela: “Vou te contar algo que ninguém sabe. Que loucura. [começa a se emocionar], Me emocionou. Meu último teste para Blade Runner foi no dia em que Pandur morreu. Eu tinha a audição às 1 da tarde e uma hora antes me ligaram da Espanha para me dizerem que “Pandur morreu”. Eu passei a ficar muito triste e pensei: “Inferno, agora não poderia me concentrar”.

“Quando cheguei, estavam Ryan, Denis e a diretora do elenco. Nunca havia ficado tão nervosa para uma prova, e Denis [Villeneuve] disse: “Venha, vamos começar. Ação”. Mas eu disse: “Me dá um segundo?”. E fui para o canto. Cerrei os olhos e dediquei a audição a Pandur. A verdade é que ele e eu nos conhecíamos muito. Tivemos um amor de diretor e atriz maravilhoso. Ele me ensinou a não perder o frescor, a buscá-lo, o que é muito difícil. Porque, apesar de seus filmes serem ótimos, ele sempre queria que fizéssemos algo simples”. Graças a essa audição, conseguiu o papel. É a mesma cena que aparece no trailer, onde diz a K: “Sempre soube que você era especial”. Na audição, a atriz não sabia de nada sobre o passado de seu personagem e nem de sua identidade. Sempre foi apenas Joi.

Faz anos, desde que disse a Vanity Fair que sempre se apaixonava nos filmes. Eu pergunto se ela superou, e antes de responder ela ri. Ri muito. “Com o tempo, você entende que o que acontece no set não é real. Quando eu era jovenzinha, me apaixonava por todos, mas agora não tenho mais 16 anos. Agora eu sei que é um trabalho, que dura cerca de três a cinco meses no máximo e quando terminei, você volta para o seu mundo real é para os afetos de sempre. Agora posso viver com uma intensidade controlada, mas obviamente trabalhamos com emoção sem te deixar levar…”

Afinal, quem não amaria Ryan Gosling?, pergunto “Claro, quem não amaria Ryan Gosling? [Risos]. Ele é um presente de homem. No último Oscar, quando Emma Stone começou falar sobre Ryan durante seu discurso de agradecimento, eu não parava de pensar: “Concordo plenamente com você, Emma. Por que eu e você não nos reunimos para falar sobre Ryan?”. Ele é um cavaleiro, um homem de família e tem um senso de humor incrível. Durante os cinco meses de gravação, não importava a hora, nem se estávamos cansados, nem trabalhar seis dias ao invés de cinco. Não teve um único dia de gravação que nós não riamos juntos”. Ele cantava como em La la land? “Não, mas nós dançamos juntos”.

Fonte | Tradução – Yasmim

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Ana é capa do mês de agosto da revista “Woman Madame Figaro”

Eba! Ana de Armas é o destaque do mês de agosto da revista espanhola “Woman Madame Figaro”. Confira os scans, bastidores e a entrevista completa traduzida:

ANA DE ARMAS
Estrela da ficção

30 é seu número da sorte. Coincidentemente, depois de mais de três décadas do primeiro “Blade Runner”, a atriz dá vida ao personagem mais intenso e complicado de sua carreira na tão aguardada sequência. Ainda não a conhece? Prepare-se para 6 de outubro…

Ana chega feliz e descontraída à antiga estação no Norte de Madrid… E isso que um motorista a deixou há muitos metros de distância da entrada. Carinhosa, se lembra do nosso último encontro e nos recebe com um grande abraço, e confessa que está encantada com sua semana na Espanha, ficando com seus amigos todos os dias. Não esperávamos menos… Dá gosto vê-la assim: tão madura, tão alegre, tão disposta… E tão linda! Qualquer um diria que ela está apaixonada. Devem ser os trinta, sim, porque está exuberante: “É um número que não entra na minha cabeça (risos), mas ao mesmo tempo tenho que reconhecer que passarei por ele durante o melhor momento de minha vida como mulher, sou perfeitamente o que eu quero, gosto de mim fisicamente, estou em paz, me sinto livre, não peço permissão e nem espero aprovação… Os 30 serão uma época super bonita, estou segura. Se não existissem os números, seria perfeito”. Ana de Armas está mais que preparada para a avalanche a espera – a partir de 6 de outubro – se tornará, graças a “Blade Runner 2049”, a tão esperada sequência do mito, uma estrela mundial.

Faz somente 4 anos que você se empenhou no seu sonho americano. Não te deixa atordoada?
Não (risos). Pouco a pouco vou trabalhando com artistas muito importantes, me envolvendo em projetos ambiciosos e em personagens mais complicados. Se fica pesado? Estou muito orgulhosa de me ver onde cheguei, pois eu sacrifiquei muitas coisas em minha vida pessoal: não estou com minha família, que vive em Cuba, não vejo amigos de lá e isso é duríssimo. No momento, isso compensa. Sempre deixei claro que essa é a minha paixão e que é onde eu quero me dedicar.

Agora você se sente mais segura, até mesmo em frente às câmeras?
Tudo continua sendo um desafio: encarar uma indústria e uma sociedade que não tem nada a ver contigo… Atuar em uma língua diferente. Faz três anos, desde quando me mudei para os Estados Unidos. Não falava nada de inglês. Nada. E mesmo assim meus agentes me enviaram para audições. Mesmo quando me rejeitavam, isso me servia para praticar… Sempre me dava medo… Agora eu começo gravar um filme nas próximas semanas – “Three Seconds”, com Clive Owen e Rosamund Pike – e não paro de estudar.

Você não ficou paralisada no primeiro dia de gravação?
Em “Blade Runner 2049” estava aterrorizada. O diretor me disse: ‘Ana, você está arregalando muito os olhos, está fora de controle!’ E isso acontecia porque quando não era minha fala eu ficava assistindo Ryan Gosling atuar como se fosse uma fã enlouquecida (risos). Eu estava tão nervosa… Não sei porque, mas meus olhos estavam quase saindo da órbita. Foi gracioso.

A sorte de ter bons companheiros nos permite dar conta de que somos de carne e osso. Tivemos um ambiente muito colaborador, um diretor com uma grande sensibilidade e aberto a provar coisas… Dessa forma nos sentimos seguros, podemos errar, voltar e tentar novamente… Com essa liberdade, esse tempo e essa dedicação, gravamos o filme em cinco meses!

Das grandes figuras com quem você já trabalhou, quem você escolheria?
Keanus Reeves (seu parceiro no suspense Knock Knock), ele é uma pessoa maravilhosa, um ser humano muito bom. Bom, e tem Ryan Gosling… os dois estão competindo.

Estes cinco meses de gravação, que foram tão duros, tão intensos e tão obscuros dentro do universo de “Blade Runner”, foi minha salvação. Porque o protagonista do filme supõe que todo mundo o segue durante a gravação: tem que ter esse espírito de equipe, de saber estar de bom humor, ter energia, pontualidade e ser profissional. Isso é o que te transforma em um líder, e ele (Ryan) é tudo isso.

Penélope Cruz e Paz Vega voltaram para a Espanha. Los Angeles é tão difícil assim?
É tudo muito grande e artificial. É difícil encontrar boas pessoas e gente que você pode confiar, formar um grupo onde você se sinta protegido. Vou embora um dia, com certeza. É uma cidade para trabalho… é muito desgastante.

E Hollywood?
Você tem que trabalhar muito duro. As pessoas pensam que tudo é questão de sorte, mas não imaginam que por trás de tudo isso existe muito trabalho, esforço, sacrifício, paciência, dias ruins, medo. Muitas vezes você sente como se não fosse o suficiente: você não é bonita o suficiente ou alta ou loira ou morena… Ou que o seu sotaque não é bom o suficiente. Essa tem sido uma luta que me mantem sã: não fingir ser alguém que não sou. Espero que meu trabalho falar por si e mude suas mentes. Nenhum dos seis personagens que eu fiz em Hollywood são latinas. Eu aprendi a defender a minha autenticidade, quem eu sou.

Olha, no outro dia eu fui para um evento de gala do American Film Institute, que homenageou Diane Keaton, e foi tão inspirador… Todo mundo estava comemorando como ela é talentosa como atriz, diretora, escritora, fotógrafa, mas o que me marcou é que, apesar de ser uma das atrizes mais importantes da história, continuaram ressaltando o quão original ela é. Ela é ela e nada mais. Eu gostaria de ser assim um dia… lá estou eu.

E nos momentos ruins, você nunca pensa: “E se eu não tivesse ido?”
Sim… Eu penso e eu não gosto. Sei que podemos ser felizes de mil formas, isso depende de você, é uma atitude que afeta a sua vida. Sei que se eu não tivesse saído de Cuba, eu estaria vivendo com a minha família, com a minha melhor amiga, com o meu afilhado, talvez eu até teria uma família porque estou morrendo de vontade de ter filhos… Mas me faltaria algo, criativamente falando. Mas no final, temos que realçar os momentos bons, porque fiz tanto para tê-los e tenho que estar agradecida, tenho tanto… Os momentos ruins são temporários; estou onde estou porque eu quero, foi minha escolha.

Você se presume frágil, mas valente, ingênua, mas decidida: como você se vê?
Valente, sim. Meu mantra vital é: Não peço e nem preciso da aprovação de ninguém. Eu sou muito intuitiva, e acho que isso que nos faz sobreviver.

Se você pudesse gravar e regravar/repetir cada cena com uma pessoa de “Blade Runner”, com quem seria?
Com Denis Villeneuve, o diretor. É uma pessoa maravilhosa. Da gosto de ver o quão humilde ele é, como ele fala e te olha, é um gênio. Ele não tem medo de mostrar que é vulnerável à dúvidas e que pode se equivocar. Espero poder repetir isso um dia.

Você está em busca de um relacionamento?
Eu não procuro um colega, eu quero um homem que me ame e é louco por mim, mas eu aprendi que, embora deve haver paixão e amor, precisamos ser uma equipe. Não pode haver ciúme, competitividade, desconfiança, porque a vida já é complicada demais e meu trabalho também, eu sei. Passar cinco meses longe de casa é difícil, mas eu quero uma pessoa que entenda isso e é difícil de encontrar.

Fonte | Tradução – Yasmim & Equipe Ana de Armas Brasil

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Scans > 2017 > Woman Madame Figaro

Screencaps > Photoshoots > Woman Madame Figaro (2017)

Ana de Armas fala sobre “Blade Runner 2049”, Cuba e muito mais em entrevista ao El Periódico

Leia a entrevista de Ana de Armas ao site espanhol El Periódico:

Ana de Armas (La Habana, Cuba, 1988) amadrinhou esta sexta o Alàbriga Hotel & Home, na praia de Sant Pol, em Sant Feliu de Guixols. Seis depois de alcançar a fama na série ‘El internado’ (Antena 3), a atriz, recém-separada de seu marido, o também ator Marc Clotet, foi para Hollywood testar a sorte, e agora, enquanto vê seu sonho americano se cumprindo, já protagonizou um total de seis filmes em três anos. O último é a esperada sequência do clássico dos anos 80 de Ridley Scott, ‘Blade Runner 2049’, que nesta ocasião será dirigida pelo canadense Denis Villeneuve, e que terá sua estreia em 4 de Outubro. Trabalhou junto a Harrison Ford, Ryan Gosling e Jared Leto.

Aos 14 anos estudou interpretação na Escola Nacional de Teatro de Cuba. Quais lembranças tem?
Foi uma época bonita. Descobri e me apaixonei pela profissão. Aprendi o que era trabalhar em equipe e a respeitar o teatro e a arte em geral.

Como foi sua infância em Cuba?
Me sentia muito livre. Tenho pais que confiam em mim e que não são nem um pouco super protetores nem possessivos. Sempre me deixaram escolher e isso me deu a tranquilidade de não decepcioná-los nem de me sentir julgada. Tive poucas coisas, minha família é muito humilde, mas fui muito feliz.

Viaja muito a Cuba?
Sempre que posso. Nunca é suficiente

O que resta daquela adolescente que alcançou o estrelato interpretando a Carolina em ‘El internado’ (Antena 3)?
Creio que não perdi a esperança. Em cada trabalho que começo, continuo nervosa e sinto as mesmas borboletas no estômago.

O que foi que levou você a fazer as malas e cruzar o oceano?
O mesmo que me fez deixar Cuba. A vontade de crescer e de encontrar projetos ambiciosos, no bom sentido da palavra.

Como foi sua chegada aos EUA?
Foi difícil. É um país difícil de digerir. Eu não falava inglês quando cheguei, fui completamente sozinha. É um processo duro, sobretudo em Los Angeles, que não é uma cidade como Nova Iorque que não para, com contato físico. Los Angeles está ilhada, mas, bem, é uma cidade que tem que dar tempo para entendê-la e gostar dela.

Mas valeu a pena. Foram três anos muito produtivos com seis filmes: ‘Knock Knock’ (2015), ‘Exposed’ (2016), ‘Hands of Stone’ (2016), ‘War Dogs’ (2016), ‘Overdrive’ (2017) e ‘Blade Runner 2049’ (2017).
Sim, a verdade é que não posso me queixar. Fiz seis filmes e agora começarei a filmar o sétimo, ‘Tres segundos’, dirigida por Andrea di Stefano. Em julho e agosto estarei filmando em Londres e Nova Iorque, e em setembro começarei a tour mundial de ‘Blade Runner’.

Você trabalhou com Robert de Niro em ‘Hands of stone’, a amizade continua?
Há muito carinho e respeito, nos damos muito bem. É uma pessoa normal, próxima, mas às vezes tímido e reservado.

E com Keanu Reeves?
Somos grandes amigos. Fizemos dois filmes juntos, mas, como não para, cada dia está em um país diferente. Tampouco nos vemos. Keanu é uma pessoa maravilhosa.

O que passou pela sua cabeça ao ser escolhida para ‘Blade Runner 2049’?
Apesar de tudo é difícil acreditar que filmei ‘Blade Runner’. É emocionante pelo o que significa fazer parte da história de um filme tão icônico, a continuação depois de 30 anos, e com um diretor como Denis Villeneuve e atores como Harrison Ford e Ryan Gosling. É incrível. Consegui o papel depois de três audições.

Como foi trabalhar junto ao seu ídolo de infância, Harrison Ford?
Era minha referência desde muito pequena, via todos os seus filmes. Foi surreal estar no set com ele.

E como foi trabalhar junto a Ryan Gosling e o resto do elenco, como Jared Leto, Robin Wright, Mackenzie Davis, Lennie James, Dave Bautista…?
Foi extraordinário trabalhar com Ryan, é muito bom companheiro. Tinhamos uma equipe incrível. Todo mundo estava muito entregue a este filme. Todos trabalhamos muito duro por cinco meses.

Fale de seu personagem em ‘Blade Runner’.
Não posso falar muito do filme. Meu personagem vai ser uma grande surpresa. É uma mulher forte, muito emocional e muito importante na vida do oficial K, o personagem de Ryan Gosling. É sua amante, sua amiga e a que o anima todos os dias quando sai de casa para trabalhar. É muito forte.

O que acha de algumas revistas que a consideram a sucessora de Penélope Cruz?
É um elogio muito grande. Penélope é uma atriz brilhante que fez trabalhos espetaculares. É muito talentosa. Se eu fosse como ela, estaria muito feliz. E que me comparem a ela me faz feliz.

Planeja voltar à Espanha?
Se eu conseguir um papel interessante, voltaria sem pensar, mas no momento não há planos para ir viver em lugar algum. Não gosto de planejar, porque depois nada sai como tem que sair.

Onde está a chave do seu sucesso?
Muita perseverança e sacrifício. Tento ser fiel a mim mesma e às minhas qualidade. Conhecer o melhor e o pior de mim, e defendê-lo. Estando em um mercado como o de Hollywood, onde há tanto talento, não posso me comparar com ninguém. Não posso fingir ser quem não sou. Aprendi a ser eu mesma, esse é meu caráter, meu sotaque, minha maneira de ver as coisas, as defendo e me seguro.

Fonte | Tradução – Larissa F.

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“Meus companheiros de ‘El Internado’ cresceram muito”, Ana fala sobre sua carreira em nova entrevista

Durante sua passagem pela Espanha, Ana concedeu uma entrevista ao site Diez Minutos. Leia o bate-papo traduzido:

Mesmo que seus companheiros de El Internado seguem a definindo como “a mesma de sempre”, a vida de Ana de Armas deu um giro radical desde que ela terminou a série de Antena/Canal 3. Morando em Los Angeles, a atriz acaba de filmar Blade Runner 2049, esperada sequência, e está pronta para embarcar em “Three Seconds”, junto com Clive Owen. Falamos com ela durante a inauguração do Alàbriga Hotel & Home Suites de Sant Feliu de Guíxols.

Como se sente sendo a madrinha de um lugar idílico?
Não conhecia muito o lugar e me lembrou muito de Cannes, tenho um sentimento de conhecer muito bem aqui. Hoje me banhei pela primeira vez em uma praia depois de um ano! Imagina minha alegria!

Muitas recordações de seu início ao voltar para a Espanha?
Sim, os lugares que fazem a gente. Foi na Espanha onde vivi muitos anos e minha carreira cresceu de repente e de uma maneira tão importante.

Elena Furiase disse que, mesmo que mais madura, segue sendo a mesma Anita de sempre. Como você evoluiu?
Por sorte, crescemos, mudamos e aprendemos com a vida, acredito que no fundo continuo sendo a mesma.

Que coisas te ajudaram a manter os pés na terra?
A família de sangue e os amigos. Eles são os únicos que me mantém em um bom lugar, tanto mentalmente quanto espiritualmente. São tuas raízes, as pessoas que te fazem te manter-se na terra.

Você é a única que teve mais êxito, diante de seus companheiros
Aparentemente eu tive um crescimento maior, mas acredito que isso é algo muito pessoal, é simplesmente outro tipo de carreira, de vida, mas acredito que eles cresceram muito como pessoas. Não se pode comparar, cada um elege seu caminho! Ter mais ou viajar mais não te faz mais feliz, te faz feliz fazer o que você quer. Eles estão fazendo o que querem fazer e estão muito bem. Muito felizes.

Como foi trabalhar com Ryan Gosling? Você foi uma das mulheres mais invejadas…
Serei quando o filme sair. Ele é um companheiro maravilhoso, muito inteligente e fez o trabalho tornar-se muito fácil.

Quando te ofereceram o papel em Blade Runner, você chorou de alegria?
Quem não choraria? Todos nós choramos. Quem não iria se emocionar quando te oferecem algo assim, participar de um dos filmes mais importante da história do cinema.

Como você se preparou para seu papel?
É tudo muito secreto, mas é muito importante na vida de Kay, o personagem de Ryan, é sua companheira que o anima todos os dias para que ele persiga seu sonho. Ela é muito valente, emocional e tem muita força.

Você terá mais ofertas de trabalho depois desse papel.
Sim, trabalho não me esta faltando. Agora, em uma semana, começo gravar Três Segundos com atores como o Clive Owen.

A nível profissional você está em um momento doce, e a nível pessoal?
Me sinto muito bem, estou onde quero estar como mulher, me sinto muito segura é muito cômoda. Eu não sinto falta de nada, me sinto muito forte e bem colocada mentalmente. Tudo está indo bem.

Você gostaria de ser mãe?
Sim, claro. Em algum momento, acredito que a longo prazo. Estou em um momento muito doce de minha carreira e com muito o que fazer. Estou conhecendo muita gente, com muitos novos projetos e aproveitando ao máximo. Ainda tenho tempo para ter filhos.

Você gosta da vida na Espanha?
Sim muito. As pessoas, a energia… Se vive muito bem por aqui.

Você planeja voltar?
No momento não, eu quero ficar em Los Angeles, mas sempre voltarei tanto para a Espanha quanto para a Cuba.

Como é viver em Los Angeles?
É bom, tem de tudo, não posso me queixar. Tenho sido acolhida muito bem.

Em qual lugar você se sente mais enraizada?
Em Cuba, sempre. É a minha casa, os primeiros muitos anos de minha vida.

Fonte | Tradução – Yasmim

Elena Furiase fala sobre seu encontro com Ana em nova entrevista

Elena Furiase, co-star de Ana na série “El Internado”, falou sobre o reencontro com a atriz semana passada. Leia:

Você esteve com Ana de Armas, e parece que as pessoas do instagram ficaram muito animadas com este reencontro.
Ana veio porque esta promovendo seu novo filme, passou dez dias aqui, na verdade, ainda está aqui e vamos nos encontrar antes dela voltar pra casa. Nós sempre mantivemos contato por whatsapp e Fernando Tielve também, que é um amigo próximo das duas. Somos boas amigas, passamos por muita coisa juntas e Ana, que depois de fazer seu sexto filme em Los Angeles, continua sendo a mesma de sempre e gosta de estar com seus amigos.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

VÍDEO LEGENDADO: Entrevista na premiere do jogo “Destiny 2”

VÍDEO LEGENDADO: Entrevista na premiere do jogo “Destiny 2”

Legendamos uma breve entrevista de Ana no lançamento do jogo “Destiny 2”, assista:

“Chorei muito quando recebi a noticia”, Ana fala sobre Blade Runner 2049 e mais em entrevista à People

“Chorei muito quando recebi a noticia”, Ana fala sobre Blade Runner 2049 e mais em entrevista à People

Ana de Armas concedeu uma entrevista para o site espanhol People en Espanol, leia tudo traduzido abaixo:

A atriz Ana de Armas continua dando passos gigantescos para se tornar um dos ícones latinos na indústria cinematográfica. Em breve veremos ela dividir cenas com duas lendas de Hollywood, os atores Ryan Gosling e Harrison Ford, com quem protagonizou o filme de ficção científica Blade Runner 2049.

“É uma loucura, parece surreal fazer parte de um projeto como este”, revelou a cubana de 29 anos à People en Espanol em uma entrevista. “Chorei muito quando recebi a notícia, fiquei muito animada e nervosa”, disse de Armas sobre a oportunidade de participar do filme que será lançado em outubro deste ano.

Apesar de sua agenda de trabalho lotada, a estrela também encontra tempo para compartilhar seus passatempos favoritos com seus fãs. Recentemente, Ana foi uma das convidadas especiais no lançamento do jogo ‘Destiny 2’.

“Ver o resultado final e ser uma das primeiras pessoas que jogaram é emocionante. Aqueles que são fãs do jogo vão ficar loucos”, acrescentou.

Claro, a atriz de War Dogs (2016) também partilhou sua emoção ao ver os desenvolvimentos de jogos que jogava quando era apenas uma criança.

“Eu cresci com Super Mario e Tetris, agora a tecnologia evoluiu muito. A experiência que você tem é muito diferente. O design visual do jogo, a vibração que você sente no comando e o som é muito mais realista, é uma experiência totalmente diferente”, disse ela.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

“Muitas coisas em Cuba continuam escondidas e há muita censura”, Ana fala sobre sua carreira, vida pessoal e mais em entrevista à Yo Dona

“Muitas coisas em Cuba continuam escondidas e há muita censura”, Ana fala sobre sua carreira, vida pessoal e mais em entrevista à Yo Dona

Traduzimos uma antiga entrevista para a revista Yo Dona, leia o bate-papo completo:

Tem uma beleza notável, indiscutível. Ana de Armas (La Habana, Cuba, 1988) é tão bonita que acaba sendo impossível não se sentir um pouco perturbado. Não só isso, Ana tem um olhar claro e decidido, de uma mulher que da a impressão de que sempre soube o que queria e está disposta a conseguir. A mesma energia que a fez se mudar aos 18 anos de sua terra natal, Cuba, para enfrentar uma desconhecida Madrid e triunfar, e que a levou dois anos atrás até Los Angeles, onde gravou a nova comédia do diretor do sucesso de bilheteria ‘Se Beber Não Case’.

Há cubanos e cubanos, e há cubanas como Ana, uma mulher séria e consciente que gosta de fazer as coisas bem e as coisas não funcionam bem para ela por sorte. Porque ela não é mulher de confusão, mas sim de estudo, trabalho e esforço, e sua história também é uma história com muito glamour, melhor dizendo, de uma imigrante valente que sabe que é ela que tem que se esforçar para triunfar e se adaptar. A sua estrela já era grande e que vai crescer mais quando estrear ‘Exposed’, um thriller com Keanu Reeves, e a sequência de ‘Blade Runner’, superprodução que se atreve a recriar o universo de um dos filmes mais emblemáticos da história do cinema, no qual ela compartilha a tela com Jared Leto, Ryan Gosling e até mesmo Harrison Ford.

Acompanha de Elvis, seu inseparável cachorro maltês, vai para a Espanha, o país que foi sua casa durante oito ano e no qual duas séries, ‘El internado’ e ‘Hispania’, e o filme ‘Mentiras y gordas’ (2009) a fizeram uma celebridade supersônica, em uma visita relâmpago para promover ‘War Dogs’, no qual Ana contracena com estrelas como Jonah Hill. Lembra que estava em um supermercado quando deram a notícia que havia sido escolhida, e se pôs a gritar de alegria. No filme, inspirado em uma história real, interpreta a namorada do protagonista, um jovem que, por causa de uma série de perigos incríveis, acaba vendendo armas às tropas do Iraque e enganando o governo dos Estados Unidos.

YD: Seu nome filme, ‘War Dogs’, trata um tema tão atual como o contrabando. Você acredita que os Estados Unidos vão superar seus problemas com a violência?
ADA: É um problema que se arrasta há muitos anos e segue igual. Tem que se falar sobre, mas muita gente não quer porque é um negócio. Esta é uma história real e o mais terrível é que passou e continua passando. O governo dos Estados Unidos tem gente vendendo armas no Iraque e acredito que é bom que a gente saiba. Muitas coisas são descobertas e ficamos horrorizados.

YD: A mulher que interpreta é ingênua ou prefere não saber de nada?
ADA: Quando está há três anos com uma pessoa, pense se não há confiança e me diga. Ela está apaixonada por ele, têm um projeto de vida em comum e está esperando um filho. O mais grave em uma relação é que tenha mentira, porque o essencial é essa confiança mútua. Não creio que seja uma ingênua, penso que ela representa a maturidade, a maternidade, o lar. É a mais sã de todo o filme.

YD: De qualquer maneira a impressão que ele traz é que se meteu em uma grande confusão e não sabe como sair.
ADA: É um homem que se encontra em uma situação desesperada. Seu negócio de lençóis não funciona. O de massagista é um horror. Vive de uma maneira muito humilde e é logico que se sente frustrado, o dinheiro é fundamental. Mas o relacionamento vai bem. Ela precisa dele e está apaixonada. Além disso, aos 22 você pensa que tem tudo sob controle, mas na realidade tem muito que aprender. Não o justifico, é um idiota, mas mesmo numa situação ruim tenta fazer o melhor possível.

YD: Como se consegue um papel numa superprodução como esta?
ADA: É um longo processo de ‘castings’ com muitas audições. Meu nível de inglês não era o mesmo que agora e eu imaginava que atrizes muito boas também estavam sendo considerada, assim era muito fácil se sentir insegura. Você se pergunta se está fazendo o que querem, mas segue em frente. Neste tipo de filme tem muita gente que opina sobre seu papel e creio que o que me fez consegui-lo foi que Todd (Phillips, o diretor) viu essa figura materna em mim.

YD: Sente muita pressão em Hollywood?
ADA: Não é meu país, não é meu idioma, não é minha cultura. Tem muita competência e todos os atores que estão trabalhando nesse nível tem um grande talento. Sente esse peso querendo ou não. Me lembro que, quando me chamaram para dar o papel, estava em um supermercado com uma amiga e comecei a gritar e as pessoas ao meu redor me parabenizaram. Foi muito emocionante, porque era meu primeiro filme de estúdio. Senti que de verdade estava dando um passo, já que os filmes anteriores (‘Hands of Stone’ e ‘Knock Knock’) haviam sido independentes.

YD: Está na crista da onda. Como conseguiu?
ADA: Foi um processo gradual, pois comecei desde cedo, quando ninguém me conhecia. Pouco a pouco tem que se deixar ver: em oficinas, em reuniões e até mesmo bares. É muito difícil que diretores tão famosos como Todd Phillips se lembrem de você. No lugar onde filmamos, na Warner, cada estúdio tem uma placa onde se coloca os filmes que fizeram ali. Gravamos no mesmo estúdio que ‘Casablanca’ e isso tem uma força espetacular. Você se sente parte de uma história muito grande.

YD: Por que foi para Los Angeles?
ADA: Sempre tive a inquietude de fazer mais coisas e fico dois anos e me mudo. Não é que eu me canse, mas sentia que na Espanha os papeis que chegavam para mim não eram interessantes e que estavam fazendo muito poucos filmes. Jamais havia pensado nos Estados Unidos. Sou uma dessas poucas cubanas sem familiares no país e surgiu porque uma agência de representação muito potente se propôs a trabalhar comigo. Eu exijo das pessoas a minha volta e gosto também de exigir de mim. Se eles confiavam em mim, minha primeira obrigação era trabalhar em mim, melhorando o inglês.

YD: Como foi o choque com a cidade?
ADA: Cada vez me sinto mais integrada mesmo que no começo tenha sido muito difícil. Em Nova York vivi cinco meses em seguida fiz amigos, mas na Califórnia é muito mais complicado. As culturas tem que se dar tempo para se conhecer, enriquecer e se misturas. Você não pode chegar a um lugar e esperar que tudo funcione para você de repente. As cidades crescem em você à medida que vai vivendo elas e é você que tem que fazer o primeiro esforço para se adaptar.

YD: Os americanos são muito diferentes?
ADA: Muito. Os espanhóis tem essa coisa muito bruta, espontânea e fresca com a qual eu me identifico mais. Eles são muito perfeccionistas e mais quadrados, mesmo que quando ficam loucos, ficam loucos. Pouco a pouco vou entendendo suas reações, compreendo porque tem esse jeito ou postura, é uma questão cultural que tem a ver com sua história.

YD: O que foi mais difícil?
ADA: Há momentos complicados, mas nunca deve esquecer que, em primeiro lugar, ir foi sua decisão. Há atores que seguem falando inglês com muito sotaque e dizem se os querem bem, e se não, também. Eu não desejo colocar limites em mim mesma porque se não fala como uma americana talvez tenha sorte e há um personagem que se encaixa em você, mas assim vai perder muitas oportunidades. Foi questão de ir à escola, trabalhar com meu coach e aprender e aprender. Quando me diziam que faltava algo nos castings não ficava mal, mas sim como um estímulo para me motivar mais.

YD: Sente falta de Madrid?
ADA: Sim, muita. Sinto falta de Fer, Niko, Nydia, Elena…, tento manter contato todo tempo, para mim é muito importante.

YD: Como lida com a distância de seus pais?
ADA: É o mais difícil. Falamos todos os dias sendo por e-mail, Skype ou mensagens. O que mais me mantém centrada em Los Angeles, porque é uma cidade que torna fácil esquecer-se das coisas que são importantes de verdade na vida. Não vou a Cuba tanto como gostaria, mas esse contato emocional é fundamental.

YD: Cuba melhorou depois da visita de Obama?
ADA: É muito triste o que está acontecendo e estou muito preocupada. Não há trabalho, não há comida, não há dinheiro, não há sequer eletricidade. E segue havendo muitas coisas escondidas e há muita censura. Quando observa essas aberturas e essas mudanças vê que não estão levando na direção adequada para ajudar as pessoas.

YD: Alguém está no seu coração?
ADA: Só te direi que estou muito, muito feliz.

Fonte | Tradução – Larissa F.

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