Seja bem-vindo ao Ana de Armas Brasil, sua primeira, maior e melhor fonte brasileira sobre a atriz Ana de Armas. Aqui você encontrará informações sobre seus projetos, campanhas e muito mais, além de entrevistas traduzidas e uma galeria repleta de fotos. Navegue no menu acima e divirta-se com todo o nosso conteúdo. Esperamos que goste e volte sempre!

Arquivo de 'Entrevistas'



Ana de Armas em: sua rotina de beleza, rituais de cuidados com a pele e porque ela ama uma boa transformação.
postado por Carol

Ana de Armas tem o brilho de alguém com grandes filmes em desenvolvimento (No Time to Die, o último da série de James Bond estrelado por Daniel Craig e Deep Water, um thriller no qual ela estrela ao lado de Ben Affleck, ambos estão previstos para lançar em Novembro), um novo cachorrinho (seu nome é Salsa e, diz de Armas, que ela é uma “grande carinhosa”), e prateleiras do banheiro cheias de produtos da La Mer.

A atriz está colaborando com a marca de cuidados com a pele em celebração à nova versão aprimorada de o concentrado, um soro favorito dos fãs com uma proteção antioxidante para ajudar à suavizar e fortalecer as barreiras da pele. É a primeira parceria de beleza de De Armas e – visto que ela “sempre” viaja com um conjunto completo de produtos da La Mer – uma adequada.

Nós falamos com a atriz sobre cuidados com a pele como um auto-cuidado, se transformando em Marilyn Monroe para um filme que está para ser lançado e como ela está encontrando paz em meio à pandemia.

ALLURE: Qual é a sua de memória de beleza mais recente?

DE ARMAS: Ah meu Deus, eu lembro de usar esfoliantes caseiros e máscaras com minha mãe – nós inventamos usando açúcar e óleos. Eu deveria ter 9 ou 10 anos na época. Crescendo em Cuba, eu sempre estive dentro e fora da praia. Então eu tinha muito sol no meu rosto e as sardas apareciam.

Mas como uma adolescente, você não pensa muito sobre isso. Eu não tinha muitos produtos para aplicar também, porque em Cuba não é algo que normalmente se tem. Minha consciência sobre cuidar da minha pele e protegê-la aconteceu à medida que fui envelhecendo.

ALLURE: Como é a sua rotina de beleza hoje?

DE ARMAS: Eu aprendi à aproveitar o tempo [passava aplicando meus produtos] e desacelerar um pouco. Não era a minha prioridade. E parecia que eu passava muito tempo no banheiro! Mas agora, eu me certifico de lavar o rosto depois de acordar. Eu coloco todos os meus soros e protetor solar pela manhã.

E então à noite, se eu tiver colocado maquiagem naquele dia, eu tiro a maquiagem. Eu lavo o meu rosto de novo e coloco todos os soros mais o creme pros olhos… a coisa toda! Eu me tornei muito protetora com meus pequenos cremes. Então, de repente, eu me encontro comprando para todo mundo para que não toquem nos meus!

ALLURE: Você faz algo diferente quando está filmando ou tem uma sessão de fotos?

DE ARMAS: Eu tenho uma pele muito sensível então [pode ser] muito reativa à toda maquiagem que eu tenho que colocar todos os dias quando estou fotografando. No dia anterior, eu tento não fazer um tratamento facial ou uma esfoliação ou nenhuma loucura. Eu apenas deixo estar e faço minha rotina habitual. Eu tento não pensar sobre isso porque eu juro por Deus, se eu me estressar demais, eu fico espinha. Nunca falha.

ALLURE: Você fez parceria com La Mer. Você já se sentiu tentada à usar o concentrado por todo o seu corpo? Eu sentiria!

DE ARMAS: Quero dizer, eu não uso em todos os lugares – eu quero economizar cada gota! Eu sou uma grande fã dos produtos há um tempo depois que um maquiador amigo meu me deu um pouco de creme. Quanto mais você usa o concentrado, mais você sente [diferença na sua pele]. Eu trago comigo quando eu viajo, em todos climas e ambientes diferentes. Minha pele está menos reativa.

ALLURE: Você passou por uma grande transformação de cabelo e maquiagem para interpretar Marilyn Monroe em Blonde [que será lançado no próximo ano]. Como foi se ver como Marilyn pela primeira vez?

DE ARMAS: Eu chorei. Foi uma grande coisa pra mim. Foi um papel muito importante pra mim, um grande desafio, algo que eu estava me preparando há muito tempo – e finalmente sentar em uma cadeira e colocar uma peruca e maquiagem… foi muito especial. Eu me transformei completamente. Uma das coisas mais bonitas sobre o meu trabalho, eu acho que é se ver se transformando em outra pessoa.

ALLURE: Você já foi loira na vida real?

DE ARMAS: Eu fui – [mas] não loira como Marilyn. Em alguns pontos, ela era completamente platinada. Mas no começo, ela era mais uma loira dourada. [Para o filme] eu tive por volta de cinco perucas com comprimento e cores diferentes. Nós tivemos que fazer maquiagem para envelhecer porque isso durou muitos anos de sua vida.

ALLURE: Além da sua rotina de cuidados com a pele, de que outra forma você tem praticandoo o auto-cuidado durante a pandemia?

DE ARMAS: Claro que é impossível ir à um spa. Então você faz tudo o que pode para se sentir bem consigo mesmo, como tomar banhos quentes ou escutar música. Eu recentemente construí uma sala de meditação – é um espaço lindo para mim mesma e eu posso ir para lá [relaxar] ou ler. É uma sensação muito boa.

Fonte | Tradução: Equipe Ana de Armas Brasil

Ana de Armas concede entrevista à revista InStyle
postado por Ana de Armas Brasil

Sempre trabalhando! Ana de Armas foi anunciada como uma das novas parceiras da marca de produtos de beleza La Mer, e para promover sua parceria com a mesma, a atriz concedeu uma entrevista ao site da revista InStyle. Leia a matéria completa e confiram as primeiras imagens promocionais:

Se você já experimentou um produto La Mer antes, você entende o hype. Mas se ainda não, deixe a pele radiante de Ana de Armas falar tudo.

“Tenho a pele muito sensível, por isso é muito bom ter encontrado uma linha que realmente funciona para mim e acalma minha pele, ao mesmo tempo em que atua no antienvelhecimento e na hidratação”, ela compartilha com exclusividade com a InStyle.

Embora a atriz nascida em Cuba, que estrelará No Time to Die, possa ser a mais nova parceira da marca, ela se declara uma fã de longa data.

De Armas foi apresentada à linha há vários anos por uma amiga maquiadora que sempre mantinha os produtos em seu kit, e ela está viciada desde então. “Eu sou muito protetora com meus cremes, não quero que ninguém toque nisso”, ela brinca. “Eu vou saber se alguém colocar o dedo nisso!”

Entre o creme hidratante favorito da marca e adições mais recentes como o bálsamo de óleo corporal de renovação, La Mer tem uma variedade de produtos para escolher. No entanto, há um produto em particular no qual de Armas confia enquanto está em quarentena.

“De manhã lavo meu rosto e aplico o concentrado”, conta ela. “Estou usando há um bom tempo. Posso sentir, minha pele está realmente diferente – é gostosa e realmente radiante.”

A magia do último lançamento da La Mer está na fórmula do soro leve, que contém uma mistura brilhante do Miracle Broth, que ajuda a acalmar a vermelhidão e a sensibilidade, junto com o concentrado de chá de limão para deixar a pele mais brilhante. Todos juntos, os ingredientes atuam em cada tipo de pele para combater a secura, linhas finas e rugas, opacidade e tom e textura irregulares.

Fórmula à parte, a estrela acrescenta que o novo produto também lhe proporcionou uma boa economia de tempo, tanto pela manhã quanto à noite, pois pode funcionar como creme. “Você não precisa adicionar um hidratante por cima”, diz ela. “É realmente hidratante por si só.”

Com grande parte de Hollywood ainda seguindo as diretrizes de distanciamento social, de Armas compartilha que a aplicação regular de maquiagem não faz mais parte de sua rotina de beleza. Mas com La Mer para manter seu rosto radiante, ela não parece se importar com o tempo sem maquiagem. “É realmente bom começar a ver sua pele”, diz ela.

Fonte | Tradução: Equipe Ana de Armas Brasil

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CAMPANHAS > LA MER > IMAGENS PROMOCIONAIS

Pela primeira vez, Ana de Armas é capa da revista Vogue
postado por Ana de Armas Brasil

Basta um olhar no cardápio para que Ana de Armas (Havana, Cuba, 1988) decida. “Presunto Serrano. Com pão e tomate, por favor”, exclama com prazer a ideia de voltar a comer um dos seus pratos favoritos, pela primeira vez nos últimos seis meses. A garçonete sorri para ela, cúmplice, simpatizando com seu desejo, e retorna às cozinhas do Hotel Villa Magna de Madri, que servirá como a casa improvisada da atriz cubana para os próximos três dias. “Fui para a cama às cinco da manhã, diretamente do avião, e acordei. Queriam trazer café da manhã, mas é isto que o meu corpo está pedindo”, confessa, esfregando as mãos juntas. A primeira parada que a traz a Madrid este ano não é como ela gostaria. Em questão de horas terá ido com uma equipe de cem pessoas para o campo de Toledo, onde registará a campanha primavera do El Corte Inglés que deixará o seu rosto nas marquises de metade do país. “É muito engraçado porque há dez anos atrás o El Corte Inglés era basicamente o meu passatempo preferido, passava horas lá mesmo que não fosse comprar nada. É muito surreal ser quem dará rosto a essa campanha”, murmura.

É surpreendente ouvir falar de surrealismo vindo da jovem hispano-cubana, que aos 31 anos tem um currículo com o qual qualquer atriz de sua geração sonharia. Basta apenas olhar sua vida profissional nos últimos meses que você verá o status que ela está acumulando. Morando em Los Angeles desde 2017, há poucas noites que ela dormiu em casa, com honrosas exceções, como os Globos de Ouro em janeiro, onde ela foi indicada por Knives Out (Rian Johnson) ou o dia que ela passou com a equipe da Vogue Espanha, posando em sua primeira capa para esta revista.

Na verdade, como ela assume, a sua única casa nos últimos meses tem sido uma mala e o seu cão Elvis, um cachorro maltês que a tem acompanhado onde quer que ela esteja nos últimos dez anos. “Numa viagem que fiz a Londres, tive que o deixar em Cuba por causa da quarentena. Quando voltei para New Orleans, perdi minha mala e estava em uma cidade estranha, sem nenhuma das duas coisas que me lembram um pouco de ter um lar. Demorei quatro dias para recuperá-la (a mala), mas quando ela chegou, já tinha decidido que teria que repensar a minha vida”, confessa. Alguns podem pensar que a história soa um pouco dramática, mas a jornada não tem sido esparsa: após terminar as filmagens de um drama biográfico sobre Sergio Vieira de Mello, um funcionário das Nações Unidas morto no Iraque em 2003, ele se envolveu na Wasp Network em Cuba, junto com Penélope Cruz e Edgar Ramírez. Mais tarde, ela viajou para Nova Orleans para a adaptação do romance Deep Water, de Patricia Highsmith, com Ben Affleck; e, antes de se confirmar como Marilyn Monroe, de Andrew Dominik, em Blonde, inspirada no romance de Joyce Carol Oates, ela terminou em Londres sua incursão como a primeira garota Bond em No Time to Die, a quinta e última participação de Daniel Craig como agente 007. “No início, estava ansiosa por viver todas as semanas num canto do mundo, mas não vou mentir: é hora de regular”, diz, colocando uma fatia de presunto na boca.

“É precisamente por causa de coisas assim que Ana é uma brilhante atriz”, exclama Ben Affleck do outro lado do Atlântico. Em Deep Water, o ator californiano interpreta um marido que permite que sua esposa tenha casos extraconjugais para evitar o divórcio, até que ele acaba sendo o principal suspeito no assassinato de um de seus amantes. “A primeira vez que lemos juntos as cenas do filme, ficou bem claro para mim que eu ia fazer algo excepcional com um papel muito complexo. O seu personagem é a força motriz por detrás da história e exigiu um movimento entre tragédia e ironia ou entre realismo e a comédia mais absurda. Ela não só sabe fazer isso fluentemente, como também consegue surpreender em todas as jogadas. O seu talento é infinito”, admite ele. Affleck é o último nome de uma horda de estrelas de Hollywood a elogiar seu talento depois de trabalhar com ela, de Ryan Gosling a Keanu Reeves e Denis Villeneuve, que a dirigiu em Blade Runner 2049. São nomes com os quais ela admite nunca ter sonhado quando decidiu morar em Madrid em 2007, ano em que alcançou o estrelato graças a El Internado, o fenômeno da Antena 3 que atingiu um público de quase cinco milhões de pessoas nas suas sete temporadas. “Depois de uma infância em Cuba que foi o oposto de tudo isso, os primeiros anos em Madrid foram um impacto com o qual não sei se soube lidar muito bem. Eu tinha acabado de fazer 18 anos e não conhecia ninguém aqui, mas tive a sorte de meus colegas de trabalho se tornarem minha família”, lembra-se de atores como Elena Furiase e Martiño Rivas, com quem fez uma amizade que ainda hoje existe, e que ela ainda luta para conciliar com o sucesso que está vivenciando. “Quando a série começou a ter sucesso, não podíamos sequer andar pelas ruas. Elena, acostumada a ser famosa a vida inteira, me pegou pela mão e soube contornar uma pergunta desconfortável ou um fotógrafo me seguindo melhor do que eu. E a mãe dela, Lolita, também era uma mãe para mim. Nos dias em que eu estava doente, chorando e com saudades dos meus pais em Cuba, nós três deitávamos na cama e riamos. Acho que ainda devo muito a eles serem tão bons para mim.’’

Um formato que tantos colegas de trabalho usam para fazer um discurso decorado e discutido com seus agentes, é incomum que isso seja difícil para ela. “Tenho dificuldade em fazer divulgação”, ela interrompe quando percebe a sinceridade de suas respostas. “A verdade é que eu não sei ser de outra forma”, diz ela, voltando às raízes da sua infância. Ana Celia de Armas Caso nasceu há 31 anos em Havana, embora, por razões de trabalho do seu pai, Ramón, a família se tenha mudado para a pequena cidade de Santa Cruz del Norte pouco depois do seu nascimento. “Meu pai trabalhou na Assembleia Popular e minha mãe em recursos humanos no Ministério da Educação, mas eles eram muito presentes. Esses foram os anos mais felizes da minha vida, acho que é por isso que volto para Havana sempre que as coisas ficam um pouco feias”, diz ela. Longe dos tapetes vermelhos ou voos privados que agora insere na sua rotina, até aos 14 anos foi de casa para a praia descalça e a sua maior preocupação era conseguir imitar a parte de Emma Bunton quando se reunia com suas amigas para serem as Spice Girls. “Elas foram uma das poucas coisas que chegaram a Cuba da cultura popular que estava surgindo no Ocidente. Embora eu só tenha começado a entender a letra há apenas dois anos”, ela confessa em tom de brincadeira. Essa falta de recursos formou uma obsessão por inventar personagens e memorizar diálogos de novelas, quando encontraram esperança para seu futuro, aos 14 anos, seus pais lhe contaram sobre a Escola Nacional de Teatro. Depois de meses brigando com seu tutor por pensar em outras carreiras, ela se matriculou em atuação. “Não tinha a certeza se era a coisa certa a fazer, mas não podia ter feito mais nada.”

Pelo que vimos ao longo dos últimos anos, a sua decisão foi sábia. De Armas foi com sua mãe na Escola Nacional de Teatro no dia em que as audições foram realizadas e foi selecionada entre mais de 500 crianças, depois de uma espera de dez horas. Ela passou quatro anos matriculada e, em seu segundo ano de carreira, em 2006, o diretor cantábrico Manuel Gutiérrez Aragón a contratou para sua estreia profissional em ‘Una rosa de Francia’, ao lado de Jorge Perugorría. “Jorge se lembrou de mim, meses depois de conhecer ele em um aniversário. A escola foi muito rigorosa e eu tive que sair desse curso para filmar o filme, embora eles me tenham deixado voltar para terminar o curso. Eu já estava começando a descobrir que havia mais no mundo do que eu havia acreditado até então.”

A história de como ela chegou a Madrid com apenas 300 euros no bolso é uma das muitas lendas que a imprensa tem alimentado, assim como o fato de a sua personagem em Yesterday, de Danny Boyle, ter sido deletada depois de o público que a viu no teste a ter preferido como a namorada do protagonista, que foi interpretada por Lily James. Rumores à parte, os pesos cubanos que ela trouxe com ela para a Espanha mal foram suficientes para um almoço, e ela teve que sobreviver no sofá de um amigo por vários meses. “Além de Una rosa de Francia, só tinha feito dois outros filmes, Madrigal e El edén perdido. Peguei o pouco que tinha e vim para Madrid com aquele dinheiro, mas não calculei bem o quanto valia minhas poupanças aqui”, diz ela, rindo. “Uns poucos sofás de caridade foram a minha salvação.” Outro resgate mais claro e eficaz foi El Internado, transmitido entre 2007 e 2010, graças ao qual o seu rosto se tornou tão reconhecível e que fez com que o público se apaixonasse pela ficção, e lhe garantiu um lugar na pequena tela em sua terra natal, mas também fez muitos acreditarem que tinham direito de falar de suas mudanças na aparência física ou sua vida amorosa (ela foi casada com o ator Marc Clotet entre 2011 e 2013). “No início, foi engraçado me sentir importante, porque o seu ego se acostuma a esse tipo de atenção, mas depois entendi que isso era decepcionante. Comecei a ter dificuldades e, quando tomei a decisão de fugir para Nova York por alguns meses, meu agente na época me chamou para aceitar um papel na série Hispania. Eles me falaram que seria o trabalho da minha vida e eu voltei a Madrid para filmar, mas fiquei muito desapontada. Me senti culpada por aceitar, pensando que foi um revés na minha carreira. Então percebi que El Internado tinha influenciado muito a forma como eu era visto pelos diretores de cinema, e a única maneira de mudar isso era mudando radicalmente.” Seria uma mudança para o cinema, em 2014, como protagonista do drama adolescente de David Menkes, Por un puñado de Besos, que já tinha a dirigido em Mentiras y gordas (2009). “Eu estava tão desesperada por diretores e produtores que finalmente me vissem, que decidi pintar meu cabelo de rosa para o papel, mas mal recebi nenhuma oferta até um ano depois, quando fiz Hands of Stone com Jonathan Jakubowicz. Eu senti que tinha desaparecido completamente para a indústria neste país.’’

Parece engraçado que, seis anos depois, sua filmografia não fica abaixo de cinco filmes por ano e sua indicação para os Globos de Ouro foi comemorada na Espanha como feriado nacional, apesar de Awkwafina ter ganhado o prêmio. “A única maneira de ter as oportunidades que eu queria era parar de esperar, e sair e ir buscá-las eu mesma”, ela explica. Em quatro meses, ela passou de não saber nada em inglês para soar bilíngue, conseguir um apartamento decente em Los Angeles e assinar seu contrato para o Knock, Knock (Eli Roth, 2015), sacudindo a fama que havia alcançado na Espanha. “Não foi a primeira decisão desse tipo que tive de tomar, mas foi muito mais difícil do que eu esperava. Agora não tomo nada como garantido, vou lutar todos os dias para me aproximar mais do meu sonho.”

Conversar com esta mulher de olhar ar verde-oliva e franqueza sem palavrões é um antídoto refrescante para a parafernália que normalmente envolve qualquer ator que tenha penetrado no Olimpo de Hollywood. Após várias mudanças de data, hora e cidade para esta entrevista, foi ela quem insistiu em uma jantar para conversar sem cronômetros e sem linhas vermelhas no que diz respeito aos tópicos. “É uma das coisas que aprendi durante este tempo: para ser honesta, não me decepcionar e ouvir apenas aqueles que têm opiniões sobre como deve ser o meu futuro”, ela fala. Você pode sentir em suas palavras uma certa atitude defensiva, que ela reconhece ao assumir que vive em uma cidade onde até a garçonete em um café sonha em acabar nos outdoors ao lado do lendário hotel Chateau Marmont. “Tenho lutado para sair do estereótipo de uma Latina dando meu máximo, mas o cinema está cheio de clichês e você não pode baixar a guarda. O que não significa que eu não faça uma cubana, como em “No Time to Die”. E que a minha personagem, Marta Cabrera, seja bonita, elegante, e anda de salto alto. Essa é a fantasia do mundo do James Bond. Mas, graças ao roteiro de Cary Fukunaga e aos diálogos de Phoebe Waller-Bridge, meu personagem não está lá para complementar a história do Bond”, ela explica, correndo o risco de que o conceito da garota Bond se torne obsoleto no século 21.

Com Marilyn Monroe, uma lenda que ela encarnará no final deste ano, os conflitos internos foram semelhantes. “O diretor, Andrew Dominik, estava tentando adaptar a ‘Blonde’ de Joyce Carol Oates há dez anos. Ele tinha misturado várias atrizes, mas, por alguma razão, o projeto nunca chegou a ir para frente. Quando ele viu Knock, Knock, ele pegou o meu contato e me enviou o script. Logo depois disso fiz o processo de audição, e algumas semanas depois me disseram que era para mim”, lembra-se ela. Por enquanto, ela só viu sua peruca parecer oxigenada em alguns locais em Los Angeles, mas Ana promete que o papel de Norma Jean Baker já mudou sua vida. “A primeira coisa que eu pensei quando li o texto foi que era um filme de terror, uma história sombria e muito triste que não condizia com o que eu sabia sobre ela. É por isso que eu acho que será um filme difícil de ser aceito, e que será violento ver o que tinha acontecido até a sua morte. Depois disso, passei um ano trabalhando no sotaque dela, vendo sua filmografia uma e outra vez e, não vou mentir para você, acabei ficando obcecada por ela.” Quando ela voltou a New Orleans para terminar de filmar Deep Water, o próprio Ben Affleck a viu depois do primeiro take e disse: “Você foi uma atriz, e eu acabei de fazer uma cena com alguém completamente diferente. É uma pessoa diferente, e isso é quase um milagre para um ator.”

Essa sensação é, juntamente com comer o que quer que ela goste ou estar realmente entediada, uma das coisas que afasta seus anseios do típico sonho americano. “Quero ler um livro, terminar de mobiliar a casa que comprei recentemente em Cuba e fugir por duas semanas para algum lugar perdido. Não tenho um único dia de folga no calendário durante os próximos meses, e receio que isso me queime e me faça cansar. Na verdade, já que estou falando com você, vou bloquear uma pausa em breve”, diz ela, agarrando seu celular para anotar o propósito com firmeza. No calor da batalha para chegar ao topo de Hollywood, até o guerreiro mais feroz precisa embainhar sua espada para lembrar que sua maior luta é ela mesma.

Fonte | Tradução: Fernanda – Equipe Ana de Armas Brasil

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Ana de Armas é capa da revista The Hollywood Reporter
postado por Ana de Armas Brasil

Prestigiando sua estilista, Ana foi capa da nova edição da revista The Hollywood Reporter – onde posou ao lado da mesma em uma matéria exclusiva sobre moda entre famosos. Assista o vídeo de uma breve brincadeira de perguntas e respostas que as duas participaram, seguindo das imagens do ensaio inédito:

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Ana de Armas é capa da revista “Porter”
postado por Ana de Armas Brasil

Sucesso! Ana de Armas é capa da nova edição da revista “Porter”. Confiram o ensaio e a entrevista:

De Bond Girl imperfeita para a maravilhosa loira do momento, ANA DE ARMAS está fazendo sua marca em Hollywood com sua determinação e energia – sem mencionar talento. CHRISTINE LENNON passa tempo com a nativa de Havana, falando sobre dever de casa, trabalho duro e a alegria inesperada de se jogar no desconhecido.

Ana de Armas se encontra em um cenário familiar enquanto filmava Sem Tempo Para Morrer, a 25ª obra da franquia James Bond. A atriz cubana viajou até o Pinewood Studios, fora de Londres, que foi transformado em uma réplica quase idêntica ao centro de Havana para o filme.

“Estava completamente congelante, então não me fazia sentir em casa,” de Armas ri, lembrando do set cavernoso. “Mas fiquei impressionada com o quão bonito e realista era. E trabalhar com Daniel [Craig] novamente foi muito bom.”

Sua personagem, a misteriosa agente da CIA, Paloma, está determinada para ser uma nova marca de mulher Bond, descrita como “imperfeita” e “complicada”, que também é cubana. Ela se reúne com Craig – fazendo seu quinto e último trabalho como Bond – que estrelaram juntos em Entre Facas e Segredos, produção de sucesso do ano passado.

De Armas brilhou no filme originalmente escrito por Agatha Christie, mesmo em meio a um conjunto de nomes conhecidos de Hollywood. “Foi incrível,” ela diz sobre a experiência, vestindo um roupão branco e peludo em seu ensaio fotográfico da PORTER enquanto a equipe esperava o sol de Los Angeles emergir detrás das nuvens. Ser nominada ao Globo de Ouro pelo papel foi “surreal”.

“Foi bem inesperado para mim, e obviamente eu estava orgulhosa e honrada. Eu estava realmente nervosa e meio que desejando que eu não ganhasse, para que eu não tivesse que subir no palco. Primeiramente eu pensei ‘O que eu vou fazer lá sozinha com todas essas pessoas?’” ela diz. “Com certeza, eu conhecia Rian [Johnson, o escritor e diretor do filme] e os atores na minha mesa. E aí eu comecei a olhar em volta e eu vi Robert de Niro, com quem eu fiz um filme, e Todd Phillips, com quem eu também fiz um filme. Eu só nunca tinha estado nesse tipo de ambiente com eles. Me fez relaxar um pouco saber que eu não estava sozinha num lugar assustador”.

Entre Facas e Segredos se tornou um sucesso nas bilheterias no final de 2019, e colocou o rosto da atriz em telas o suficiente para garantir que as pessoas não fossem o esquecer. “Tem algo sobre a Ana na tela que instantaneamente ganha a empatia da audiência. Talvez isso tenha algo a ver com seu genuíno bom coração e sua conduta na vida,” diz Johnson, que a escalou como Marta, a cuidadora no centro do filme. “Com Ana, o que você vê é o que você recebe. Ela é muito confiante e confortável como pessoa. Sem brincadeiras, sem drama. Apenas uma mulher legal que é muito boa em seu trabalho.”

Apesar de seu nervosismo no Globo de Ouro, de Armas, agora com 31 anos, não parece ser o tipo que se intimida facilmente. Ela se mudou de Cuba para a Espanha, se tornando uma estrela da televisão com 18 anos, e depois para Los Angeles. Ela apareceu do nada e bateu na porta de Hollywood. Eles responderam, e vem sido um turbilhão de emoções desde então. Esse ano, ela vai adicionar mais cinco filmes ao seu currículo, incluindo sua participação em Bond e sua protagonização na produção da Netflix inspirada em Marilyn Monroe, Blonde.

No tempo em que de Armas era uma adolescente, ela estava estudando na National Theater School, em Havana, e já tinha trabalhado em três filmes locais, mas nunca tinha ficado longe de casa. A renda média em Havana é equivalente a aproximadamente U$30,00 por mês, e vistos de viagem podem ser difíceis de se conseguir, o que faz sair do país um tipo de desafio.

Quando ela descreve sua infância em Cuba, a atriz é cuidadosa em não sugerir que ela foi privada. Reciclar roupas era uma necessidade econômica naquele tempo (ela vestia as roupas usadas de seu irmão durante muitos anos – “a antiga calça do uniforme da escola dele era cortada para parecer shorts”), mas ela diz que isso a ajudou a manter uma perspectiva saudável quando se trata de moda e consumismo. Diz que gosta de se vestir para eventos, mas não passa muito tempo pensando nisso.

“De manhã, eu acordo muito cedo para ir ao set. Eu vejo as lindas botas ou os tênis quando estou decidindo o que vestir, e eu sempre escolho os tênis,” ela diz.

Crescendo em um prédio, ela era cercada de música. “Cubanos não sabem o que são limites muito bem,” ela ri. Eles iriam “ouvir as músicas e festas uns dos outros você querendo ou não”. Entretenimento era limitado a 20 minutos de desenho animado no sábado e matinê de filmes no domingo.

“De algumas maneiras, só fazia ser mais especial,” ela recorda. “Havia um curto tempo para assistir algo. Você sabia que tinha que fazer seu dever de casa e ajudar a limpar a casa a tempo de assistir o filme do meio-dia. Quando você finalmente ficava em frente à televisão, você não queria ser incomodado.”

De Armas tem orgulho da sua herança cubana, mas decidiu que precisava deixar seu país para ir atrás de atuar. “Eu sempre soube o que esperar. Eu sabia as limitações do país, em termos de produção,” diz Ana, “Eu tive que ir.”

Sua mãe, quem trabalhou nos recursos humanos e é aposentada, tinha um passaporte espanhol, e seu pai, também aposentado, estudou na Rússia. Se mudar para a Europa era obviamente o próximo passo. “Então antes mesmo de eu fazer 18 anos, eu disse aos meus pais o que ia acontecer. Eles têm me apoiado tanto, eu fui sortuda. Mas era eu indo até o desconhecido. E eu estava tipo ‘Isso é o que eu vou fazer da minha vida.’ Eu me coloquei no lugar deles e percebo agora o que eles estavam pensando, e o quão assustador deve ter sido.”

Ela chegou na Espanha com aproximadamente U$200,00 em seu bolso e foi escalada para seu primeiro papel dentro de algumas semanas. Sim, seus olhares são inegavelmente impressionantes, e ela possui uma presença que vai além da tela, mas foi seu esforço e talento que impulsionaram sua carreira. Ela trabalhou com alguns diretores do momento: Denis Villeneuve a escalou como a “perfeita” namorada holográfica em Blade Runner 2049 e a deu o papel ao lado de Ben Affleck no primeiro longa metragem de Adrian Lyne em 18 anos, Deep Water, o qual ela está filmando em Nova Orleans.

Com um cronograma agitado, de Armas tem uma companhia que a mantém aterrada: seu cachorro maltês branco, Elvis. Mas ela está considerando onde ela vai ficar quando tiver tempo de desfazer sua mala. Recentemente solteira – ela terminou com seu namorado artista cubano, Alejandro Pineiro Bello no último ano – ela talvez se mude para Nova York para estar mais perto de seu irmão, que mora no Brooklyn. Durante seu raro tempo de descanso no set, ela faz ligações de vídeo com seus amigos de Madrid e lê – mais devagar do que ela gostaria – em inglês. Porém você não vai ouvi-la reclamar da velocidade frenética de seu cronograma. “Quando eu estava morando na Espanha, o trabalho estava se movendo em um ritmo muito lento que eu não estou pessoalmente e artisticamente confortável. Eu fico muito ansiosa e sinto que estou perdendo tempo.”

Enquanto o primeiro filme em inglês de Ana em 2015 – estrelando ao lado de Keanu Reeves em Bata Antes de Entrar, um suspense erótico por Eli Roth – não foi exatamente um clássico, foi o suficiente para a atriz passar uma boa impressão. Na verdade, ela foi chamada para Blonde depois do diretor Andrew Dominik a ver no filme.

“Ela roubou o filme,” eles disseram via um e-mail co-escrito. “Ela é extremamente talentosa. Ela é versátil, esforçada, profissional, linda e amada por todos. Ela tem todos os quesitos de uma estrela global.”

De qualquer forma, de Armas se encaixa no perfil da “próxima grande novidade”. Contudo, sua pesquisa sobre Marilyn Monroe para a tão esperada obra Blonde a tornou profundamente consciente do impacto emocional que esse tipo de atenção pode trazer. “Eu li tudo que pude sobre Marilyn,” diz ela. “Não era apenas sobre transformar fisicamente para o papel, era sobre entender sua vida emocional, o quão inteligente ela era e o quão frágil.”

No fim de 2020, quando todos os seus cinco projetos tiverem estreado nas telas, grandes e pequenas, o destino de de Armas como um nome conhecido pode estar selado. E aqueles que já trabalharam com a atriz, parecem pensar exatamente que assim será.

“Estrelato é um lançamento tão estranho dos dados, e também não necessariamente algo que você desejaria a alguém que você considera um amigo,” Johnson diz. “Mas estou confiante de que Ana tem algo especial. Ela é uma atriz incrível que está fazendo escolhas ousadas nas telas e em sua carreira. Eu mal posso esperar para ver o que ela vai fazer em seguida.”

Fonte | Tradução: Maria – Equipe Ana de Armas Brasil

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