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Archive from 'Entrevistas'



11.23

‘Knives Out’ autentica Ana de Armas como uma estrela, bem na hora de 007 e Marilyn Monroe.

Três dias desde que começou filmagem para seu próximo filme em Nova Orleans, Ana de Armas estava em outro voo de volta a Los Angeles. É a típica montanha russa de sua carreira desde o último ano, ela se encontra de volta à cidade para a premiere de “Knives Out”, o mistério de assassinato com um elenco com estrelas concretizadas – e ela rouba a cena mesmo com um super elenco liderado por Daniel Craig, seu colega no próximo 007, “No Time to Die”.

O ritmo de ascensão da carreira de De Armas tem sido imparável; depois da estreia de “Knives Out” em 27 de novembro, ela tem pelo menos cinco filmes para estrear em 2020, incluindo o aventuroso 007 e uma biopic de Marilyn Monroe na Netflix. Então enquanto De Armas toma um café e o vento bate pelo balcão ensolarado em Beverly Hills, ela tomou um momento para recuperar a respiração e considerar o que seria trabalhar tanto sem parar.

“Eu não estou reclamando, porque demorou muito tempo para eu chegar aqui, e eu estou vivendo o meu sonho,” disse De Armas, vestindo uma delicada corrente dourada com um blazer preto. No andar abaixo, uma estátua de Monroe recebe os visitantes, a saia de seu icônico vestido branco preso em um vento imaginário.

“Isso é exatamente o que eu quero ser e o que quero fazer — mas Deus, eu estou cansada. Eu sinto que repito muito isso… mas eu estou cansada.” De Armas sorria ao pensar em descansar mesmo por um momento depois de tudo que ela fez pra chegar a esse ponto em sua vida, no mundo, em sua carreira. “Eu acho que 2020 vai ser o ano pra eu dormir um pouco mais.”

Dormir pode esperar; para De Armas, a hora é agora. Ela já roubou corações como uma I.A chamada Joi em “Blade Runner 2049” , mas a atriz cubana que se tornou uma estrela-espanhola está preparada para sua real quebra no estrelato com “Knives Out,” escrita e dirigida pelo diretor de “Star Wars: The Last Jedi” a mente brilhante de Rian Johnson.

Em adição de Craig, a fila de talentos inclui Jamie Lee Curtis, Chris Evans, Christopher Plummer, Toni Collette, Michael Shannon, Don Johnson e Lakeith Stanfield.

Porém quando os créditos de “Knives Out” rolam você fica se perguntando: Quem é ela?

De Armas, 31, interpreta Marta, a cuidadora do lendário autor de mistério Harlan Thrombey (Plummer), o qual a família é muito ocupada contando os zeros de suas contas bancárias para reconhecer seus próprios privilégios. Depois da morte repentina e terrível de Harlan, Marta mergulha num tanque de tubarões dos familiares famintos por herança, enquanto dois detetives locais e o investigador particular chamado Benoit Blanc (Craig) investigam por ai, suspeitando de assassinato.

É um papel marco de carreira que dá a De Armas o maior holofote dos Estados Unidos até o momento.

Vindo da pequena cidade litorânea de Santa Cruz do Norte fora de Havana, De Armas foi picada pelo inseto da atuação quando criança. Ela se mudou para Espanha com 18 e rapidamente virou uma estrela de TV. Três anos atrás, ela deu seu segundo salto de fé quando se mudou para Los Angeles, focando em se infiltrar em Hollywood.

Não foi a transição mais fácil na história de showbiz. Quando chegou em LA, De Armas tinha experiência e cachê internacional, mas ela não falava Inglês. Isso não a parou de ter reuniões, incluindo uma com a produtora de 007 Barbara Broccoli (a recompensa chegou anos depois quando o diretor Cary Fukunaga estava elencando um novo tipo de Bond Girl para “No Time To Die”).

Longe de casa e nova em Hollywood, De Armas mergulhou em meses de intenso estudo da língua. Ela conseguiu uma sucessão de papéis com personagens que falavam inglês: Em “Knock Knock” de Eli Roth com Keanu Reeves, o drama “Hands of Stone” com Édgar Ramirez e Robert De Niro e “War Dogs” com Miles Teller. Mas foi a comovente humanidade que ela deu à I.A. em “Blade Runner 2049” que colocou De Armas no radar de muitos cineastas — incluindo Johnson.

O diretor de “Brick” e “Looper” estava seguindo seu próprio salto na franquia “Star Wars” com uma comédia íntima de crime com um “quê” social e político. Agora que “Knives Out” estava sendo feito — e rapidamente, graças à uma abertura no planejamento ético de Craig para Bond — ele precisava na âncora emocional certa para segurar tudo junto.

De Armas estava na Tailândia terminando de gravar a biopic “Sergio” da Netflix, sobre o diplomata Sergio Vieira de Mello, quando recebeu a ligação para colocá-la em fita para o papel. O nome não dizia muito, e francamente, não a impressionou — “Enfermeira. Latina. Bonita,” ela lembra — mas ela insistiu em ler o script, como sempre faz, não importa o tamanho do filme.

Quando ela leu, ela ficou surpresa ao descobrir que Marta não apenas tinha muitas camadas como também era o centro da história. A personagem de classe trabalhadora, especificamente escrita como Latina, se segura contra um clã de falsos amigos de classe alta. Ela não é apenas uma janela periférica ou um esteriótipo ou dispensável.

“Normalmente, quando você é Latina, o que é destacado não é necessariamente as qualidades mais positivas,” De Armas disse. “Esses personagens, eles não existem.”

Johnson queria conhecer ela para ver se ela era a atriz certa para carregar o coração do suspense investigativo, então De Armas voou para Boston para ler pro papel. Ela foi elencada e teve cinco dias para parar em casa em L.A. para pegar seu cachorro, Elvis, antes de começar a gravar.

Johnson viu em De Armas uma qualidade semelhante a Audrey Hepburn. “Você imediatamente está do lado dela quando ela está na câmera,” ele disse. “Isso, combinado com a sua força própria e o fato que eu sabia que ela interpretaria Marta como uma lutadora era muito importante, considerando que ela é uma pessoa de bom coração no centro disso tudo. A primeira coisa que ela disse para mim foi, ‘Essa garota tem que lutar.’ E aquilo realmente me fez pensar, ‘Ana consegue fazer isso.'”

A vertiginosa época foi um problema, mas o calibre de seus colegas de elenco foi ainda mais desafiador. De Armas disse. Uma cena crucial que acerta o ritmo do filme e planta informações essenciais levou três dias para filmar — apenas ela e o ganhador do Oscar Plummer, trazendo o mais importante momento no filme a vida em um pequeno estúdio cheio de livros.

Ela recentemente redescobriu um diário que ela mantinha com ela na época de início de gravações, no outono. “Dizia, ‘Eu estou a poucos dias de começar esse filme e eu não me sinto preparada,'” De Armas se lembra. “Eu não tinha ideia do quê que a Marta seria; apenas aconteceu. Eu senti medo. Eu senti que ela foi jogada nessa situação e tinha que lidar com isso e navegar da melhor maneira que ela pudesse. Então eu pensei, ‘Talvez o que estou sentido seja exatamente o que eu deveria estar sentindo.'”

Pela segunda semana de gravações, ela tinha entendido Marta completamente. “Esse papel me deu tantas coisas pra fazer,” ela disse. “Eu estava tão nervosa sobre o tom. Eu estava nervosa sobre a comédia. Eu nunca pensei que eu era engraçada.” Ela parou e riu, como se realmente ela nunca tivesse pensado nisso antes de “Knives Out,” onde Marta despista um grupo heterogêneo de familiares furiosos e passivo-agressivos quase beirando a odiáveis. “Eu acho que sou engraçada!”

“Ela pode fazer tudo, e já era hora das pessoas sentarem e reconhecerem isso” — Daniel Craig

Craig, que se descreve como o “ator menos cômico que você vai poder conhecer,” dá De Armas ainda mais crédito depois de trabalhar dois filmes com ela um atrás do outro.

“Ela apenas é uma atriz muito boa — não há mais o que dizer,” disse Craig, a quem o observador Blanc recruta a sobrecarregada Marta para ajudar em sua investigação mesmo a mantendo na lista de suspeitos em “Knives Out.” (A natureza do relacionamento de Bond com Palome de De Armas em “No Time to Die” continua em segredo, mas você pode esperar uma dinâmica muito diferente no suspense espião.)

“Ela tem a espinha. Ela pode fazer tudo. E era hora das pessoas se sentarem e perceberem,” ele disse, “A performance que ela dá é simplesmente memorável, e no meio de todo o caos das cenas e de tudo que está acontecendo no filme, ela tem essa consistência — e ela é muito engraçada por causa disso. Mas ela é o coração e alma do filme, e isso é uma conquista real. As cenas com ela e Christopher Plummer são de partir o coração. Eles são lindos. E ter isso durante o filme é apenas um testamento de suas habilidades como atriz.”

Embaixo da pompa e suspensórios, Craig já estava treinando e se preparando para Bond quando “Knives Out” estava em gravação. Mas De Armas não tinha ideia de que se juntaria a ele até mais tarde, quando ela recebeu uma ligação surpresa de Fukunaga, quem ela conheceu anteriormente num projeto que nunca se materializou.

“Ele disse, ‘Parte do filme toma lugar em Cuba. Esse papel não existe, mas eu estou pensando em escrever algo para você. Você quer fazer?'” ela disse. Além de ser oferecida um papel feito à mão para Bond, a criadora vencedora do Emmy por “Fleabag” Phoebe Waller-Bridge ia escrever seus diálogos, o que a levou aos céus de animada. “Eu estava tipo, ‘Aaaaaah! Mas é claro.’ E então eu estava tipo, ‘Espera — Eu gostaria de ler primeiro.'”

Eles mandaram pra ela as cenas e ela se rendeu. As Bond Girl dos anos passados numa pareceram identificáveis para ela, disse De Armas. Paloma, porém, pareceu real.

“Eu não diria que ela é normal, porque quando ela precisa fazer seu trabalho, ela o faz,” ela disse. “Mas [ela] tem defeitos. Ela diz o que sente, ela é nervosa, ela tem medo. É humano. Quando eu li, eu estava tipo, ‘Oh espere — Eu posso ser uma Bond Girl. Eu sou isso. Eu sou uma bagunça.’ Por isso pareceu tão atrativo, além do que ela faz na história, que é outro passo para dar às mulheres lugares mais poderosos e fortes em filmes.”

Johnson, por sua vez, não pode esperar para ver suas duas estrelas de “Knives Out” juntos de novo no filme de Bond em abril. “Eu vou ficar emocionado,” ele disse. “Eu vou ser aquela pessoa na plateia na noite de estreia gritando, ‘Marta, acaba com ele!'”

De Armas tem muitos projetos para lançar em 2020, os quais ela já pede desculpa. “Me desculpe, vocês vão ficar entediados comigo!” ela brinca. Eles incluem “Sergio”, “Wasp Network”, que ela gravou com o diretor Olivier Assayas em sua terra natal Cuba, e atualmente está filmando “Deep Water”, que marca como o primeiro filme do cineasta “atração fatal” Adrian Lyne em 18 anos e a coloca ao lado de Ben Affleck como um casal que se envolve num perigoso jogo, adaptado do romance de Patricia Highsmith.

Ela admite que algumas vezes ela carrega suas personagens com ela depois de filmar, e dado a velocidade que os papéis tem caído em suas graças só no ano passado, tem um que ela não teve tempo nem espaço de largar ainda. Todo lugar que De Armas vai em LA, ela sente Marilyn.

O plano original era para treinar e filmar Bond, então voltar para LA. para deixar sua mente e corpo relaxar para interpretar Marilyn Monroe no drama de Andrew Dominik para a Netflix “Blonde”, adaptando o romance histórico de Joyce Carol Oates. Mas depois que as gravações do blockbuster espião foram adiadas devido a Craig ter sofrido uma lesão, De Armas mergulhou em “Blonde” primeiro, interpretando o ícone hollywoodiano num shoot de intensos três meses.

“Foi meio louco, por causa que a corporalidade das duas personagens são tão diferentes – e suas crenças,” ela disse. “Eu nunca fui tão intensa num trabalho e pesquisa e preparação como fiz com Marilyn. Eu nunca fiz — ou irei fazer — nada parecido de novo.”

Depois de terminar “Blonde” às 2 da manhã numa sexta, ela estava de volta a Londres no set de “No Time to Die” na outra segunda. “Então eu vou ser uma Bond Girl com um corpo de Marilyn Monroe,” ela ri.

Ela pensou na estátua de Marilyn no andar a baixo, congelada no tempo, como muitos gostariam de lembrar do ícone. Ela pensou nela mesma em seus primeiros anos em Hollywood. Depois de aprender Inglês, a parte mais difícil chegou quando a toxicidade persistente da indústria e obsessões com imagem chegaram, colocando sementes de insegurança quando ela ia atrás de papéis, antes de bons amigos a lembrarem de ser confiante de si mesma.

Crescendo em Cuba sem videogames ou fitas VHS ou bonecas Barbie, ela se lembra de brincar na rua com os filhos dos vizinhos e usar sua imaginação. Quando ela conseguia assistir a filmes e TV, não era com as estrelas de filmes americanos que a inspiraram.

“Os atores que eu admirava e que me fizeram querer ser atriz eram cubanos, porque aquelas eram as pessoas que estavam contando a minha história,” ela disse, nomeando alguns: Daisy Granados, Luis Alberto García, Isabel Santos. “Eu nunca pensei que eu seria Marilyn Monroe, ou uma Bond Girl, ou qualquer uma dessas oportunidades que me foram oferecidas. Ou — na verdade não oferecidas,” ela corrigiu. “Eu as conquistei.”

Logo, ela volta a Nova Orleans para continuar as filmagens de “Deep Water”, o qual personagens são “tão distantes do que eu consideraria racional ou aceitável num relacionamento.” Então, ela decide, ela irá terminar com LA Por agora.

Seus planos são de dividir tempo em Havana, próximo a sua família, e dar uma chance a Nova Iorque. “Por um tempinho — só pra tentar,” ela sorri. “Eu não sei por quanto tempo, mas eu sinto que está na hora de ir para lá.”

E se no futuro ela não encontrar projetos interessantes com diretores interessantes para a manter ocupada e seu espírito alimentado, ela planeja os escrevê-los ela mesma. “Eu acho que irei precisar de umas aulas de roteirização primeiro,” ela disse, “mas eu tenho sim ideias.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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PHOTOSHOOTS > 2019 > LA TIMES

11.22

Ana de Armas está atrapalhada com um pacote de açúcar e falando sobre sua agenda alucinante em uma tarde em Los Angeles, quando seus já enormes olhos amendoados se arregalam ainda mais.

“Eu tenho abacate no meu rosto?” Ela pergunta um pouco nervosa. A atriz de 31 anos nascida em Cuba vem se sentindo um pouco cansada ultimamente. “Tem sido difícil encontrar tempo para comer, e muito menos me olhar no espelho.”

De Armas deixou o set em Nova Orleans da adaptação de Deep Water, de Adrian Lyne e Patricia Highsmith, na noite anterior para assistir à estréia de Knives Out, de Rian Johnson, que estreia no Thanksgiving. Foi uma breve pausa; Após alguns dias de entrevistas, De Armas voou de volta para continuar gravando.

E tem sido assim há alguns anos. Ela filmou não apenas “Knives Out”, mas o próximo James Bond, “No Time To Die”, o filme de Marilyn Monroe, “Blonde” (ela interpreta ninguém menos que a própria Norma Jeane), e um filme sobre o falecido diplomata das Nações Unidas, Sergio Vieira de Mello.

Na verdade, ela estava ansiosa por uma folga quando “Knives Out” apareceu no final da filmagem cansativa de três meses de “Sergio” na Tailândia. E a descrição que ela recebeu não era exatamente atraente.

“Recebi este e-mail dizendo: ‘Enfermeira, latina, bonita e essa é a cena'”, lembrou. “E eu fiquei tipo ‘Você está brincando comigo? Não sei do que se trata. Essa pequena descrição não diz nada para mim, não fala comigo.”

De Armas sabia que Johnson havia escrito e dirigia o filme e que uma grande estrela, Daniel Craig, estava confirmado no elenco. Ela também é super-protetora com sua carreira e precisava saber mais antes mesmo de concordar em fazer o teste. Embora ela fale naturalmente com sotaque, ela trabalhou duro para provar que é capaz de interpretar personagens fora de sua etnia e incentiva sua equipe a mandá-la para audições para tudo.

Essa determinação e falta de vontade de se estabelecer a levaram aonde ela está: à beira do estrelato. Depois de frequentar a escola de teatro em Havana, ela se mudou para Madri com $300 (economizados) para tentar algo maior. Era uma quantia que ela supôs que a ajudaria a sobreviver por alguns meses (talvez em Cuba), mas ela rapidamente descobriu o contrário. Ainda assim, De Armas encontrou um caminho e começou a conseguir papéis na televisão e no cinema. Depois de 8 anos lá, ela estava pronta para seguir em frente e experimentar Hollywood, mesmo sabendo pouco inglês.

Ela queria ter era um agente e gerente, e conseguiu graças ao seu co-star de “Hands of Stone”, Edgar Ramirez, que a apresentou à sua equipe. Quando ela chegou a Los Angeles, onde ela e um amigo alugaram um quarto de solteiro e dividiram uma cama, De Armas se matriculou em aulas de inglês, mas também disse aos agentes que não queria esperar. Ela queria começar a fazer audições.

“Estava claro que o motivo de eu estar aqui não era me formar em inglês”, disse ela. “Eu os forcei a me enviar para audições e reuniões, mesmo que eu não conseguisse entender metade das coisas.”

Parada do lado de fora da agência da CAA, a produtora Colleen Camp a viu e começou a tirar fotos e gritar sobre como ela tinha que conhecer Eli Roth imediatamente. Eles estavam escalando para o thriller “Knock Knock” com Keanu Reeves, mas De Armas estava literalmente a caminho do aeroporto. Ela conseguiu encontrar Roth, com suas malas na mão e ainda pegar o voo. Eles fecharam o acordo no dia seguinte.

“Meu agente disse: ‘Preciso levá-lo para almoçar com mais frequência'”, disse de Armas, rindo. Ainda um pouco insegura com o inglês, ela passou pela sessão pronunciando suas falas foneticamente.

“Knock Knock” abriu as portas para outras oportunidades. Ela conseguiu um papel em “War Dogs” de Todd Phillips e, em seguida, “Blade Runner 2049” como o par romântico de Ryan Gosling. Esse foi um dos motivos pelo qual Andrew Dominik pensou nela para interpretar Marilyn Monroe.

De Armas sabe que é exigente com sua equipe. Ela teve que lutar pelo acesso ao roteiro bem guardado de “Knives Out”, mas depois que ela leu, percebeu que precisava fazê-lo. Ela voou da Tailândia para Boston para fazer o teste de Johnson, que havia lançado uma grande rede para o papel de Marta.

“A primeira coisa que fiz foi pesquisar Ana no Google, e, claro, todas essas fotos loucas e glamorosas dela apareceram e pareciam exatamente o oposto do que eu imaginava para o personagem. Mas então eu a conheci e sabia que ela era a pessoa certa”, disse Johnson. “Ela tem aqueles olhos de Audrey Hepburn e você fica instantaneamente do lado dela quando os vê pela câmera.”

De Armas voou de volta para Los Angeles, pegou seu cachorro e algumas roupas de inverno e, dentro de cinco dias, estava na Nova Inglaterra filmando “Knives Out” e se sentindo um pouco intimidada como foco do filme ao lado de todas as mega-estrelas.

Na primeira cena em que uma enfermeira imigrante pediu indagações sobre a misteriosa morte do rico patriarca que ela cuidava, ela percebeu que estava tremendo. Curtis, que desde então se tornou amiga e mentora de De Armas, chegou a ela entre as tomadas e a levou nos ombros.

“Ela chegou tão perto do meu rosto e disse: ‘Você tem os olhos mais expressivos que já vi. Você vai ficar bem'”, disse Armas. “Ela me deu aquele pequeno empurrão que eu precisava para relaxar.”

De Armas não sabia disso na época, mas ela estaria trabalhando novamente com Craig em uma grande franquia: James Bond. Mas mais uma vez, De Armas não ia apenas dizer sim porque era Bond. Ela precisava saber mais sobre sua personagem.

Phoebe Waller-Bridge, de Fleabag, escreveu suas cenas e De Armas ficou animada ao descobrir que Paloma não era a garota Bond “perfeita”, mas “bagunçada e meio louca”. “Eu pensei: ‘Acho que posso ser essa mulher'”, disse ela.

De Armas não tem um plano específico para o seu futuro no cinema, mas gosta de um desafio (estudou e trabalhou com um treinador de dialeto por um ano para se preparar para “Blonde”) e adora trabalhar com diretores interessantes, como Johnson, Dominik e Cary Fukunaga. Quanto a saber se tem algum tempo de inatividade na agenda, ela apenas ri. “2020 é o ano para as minhas férias”, declara ela.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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PHOTOSHOOTS > 2019 > THE ASSOCIATED PRESS

11.18

Ana de Armas e Lashana Lynch são os destaques da nova edição da revista The Hollywood Reporter, onde falaram sobre seus papeis em No Time to Die, novo filme da franquia 007. Confiram a matéria traduzida, fotos e vídeos abaixo:

Em Londres, com as atrizes de ‘No Time to Die’, parte da lista de talentos da nova geração da The Hollywood Reporter, elas se abrem ao trazer James Bond na era do #MeToo: “Há uma evolução.”

Quando Ana de Armas chegou pela primeira vez no Pinewood Studios de Londres para filmar No Time to Die, a 25ª instalação da franquia James Bond, ela estava um pouco deslumbrada — apesar de não estar quando apresentada ao protagonista Daniel Craig. Aconteceu quando ela estava indo a uma reunião com o diretor Cary Joji Fukunaga, que estava conversando com Phoebe Waller-Bridge, a criadora britânica de Fleabag e Killing Eve que foi contratada para trazer uma nova perspectiva feminina (e algum humor) para o roteiro do filme.

“Eu vi Phoebe, e eu apenas corei — eu fique vermelha como um tomate,” diz de Armas, 31. “Eu estava tipo, ‘Ai meu Deus, posso te abraçar? Eu quero ser sua amiga.'”

Nunca isso foi tão crítico para um filme Bond. Quando for lançado em 10 de abril, No Time to Die com orçamento de 250 milhões de dólares vai ser a primeira entrada da série num mundo de #MeToo e Time’s Up. E enquanto a franquia de $7 bilhões talvez seja pra sempre mais lembrada pelo agente mulherengo que carrega o nome da franquia, o diretor Fukunaga (True Detective, Beasts of No Nation) e produtora Barbara Broccoli trabalharam duro com Lynch e de Armas para criar um novo tipo de personagem feminino para Bond que são mais completamente realizadas que as “Bond girls” dos filmes anteriores.

“É bastante óbvio que há uma evolução no fato que Lashana é uma das personagens principais no filme e ‘veste as calças’ — literalmente. Eu uso o vestido. Ela ‘veste as calças’,” diz de Armas, encolhida em uma cadeira no lobby do Charlotte Street Hotel em Londres.

Ela e Lynch, conversando sobre suas trajetórias de carreira para a edição anual da Nova Geração do THR, estão ambas no meio do seu ano de revelação. Em adição a Bond, de Armas interpreta a protagonista em Knives Out de Rian Johnson (27 de novembro) e irá interpretar Marilyn Monroe em Blonde da Netflix, previsto para 2020.

Agora elas estão a uma semana de terminar as gravações que demoraram épicos seis meses de Bond, e ambas estão exaustas. De Armas coloca dois pacotes de açúcar em seu café. “Eu uso muito acúcar,” diz a atriz Cubana-Espanhola pedindo desculpas ao abrir outro pacote. “Eu geralmente coloco leite condensado nele — nós chamamos de café bon-bon.”

Bond girls tem uma história complicada. Por décadas, elas tiveram a reputação de ser um colírio para os olhos, serem seduzidas por Bond e então descartadas. Em Goldfinger de 1964, Pussy Galore (Honor Blackman) diz repetidamente que não está interessada, mas Bond a joga no chão e a beija; em From Russia With Love (1963), Bond tenta arrancar uma confissão de Tatiana Romanova (Daniela Bianchi); e em Diamonds Are Forever de 1971, Bond tira o top do bikini de Marie (Denise Perrier) e a estrangula com ele. Filmes recentes tem trago personagens femininas mais completamente realizadas à série, incluindo M de Judi Dench, Moneypenny de Naomie Harris e Madeleine Swann de Léa Seydoux, as duas últimas citadas retornando em No Time to Die. Ainda assim, ambas de Armas e Lynch pausaram antes de assinar contrato.

“[As mulheres] foram sexualizadas anteriormente, eram um esteriótipo, o tipo de mulher que sempre vai estar em perigo e esperando para ser resgatada por Bond,” diz de Armas.
De Armas nota que trabalhou duro para evitar ter papéis estereotipados. Depois de cursar na Escola de Teatro Nacional de Cuba, ela se mudou para Espanha com 18. “Literalmente duas semanas depois que me mudei, eu fui elencada como uma das protagonistas de uma nova série televisiva que se tornou tipo a série televisiva de mais sucesso pelos próximos três anos,” ela diz sobre El Internado, um drama que se passa num internato. Mas após alguns anos em Madrid, ela se sentiu ultrapassada — ela tinha 22 interpretando papéis de 16. Ela se mudou para Los Angeles, onde seu colega de trabalho em Hands of Stone, Édgar Ramírez a apresentou para seu agente.

O problema era, ela não falava Inglês. Ela se encontrou no CAA, sentada com “uma equipe inteira que eu realmente não conseguia me comunicar,” ela diz. Ela ainda conseguiu um grande filme de terror, Knock Knock com Keanu Reeves, sem falar a língua. “Eu aprendi foneticamente,” ela diz. “Eu não tinha certeza do que eu estava dizendo.” Ela rapidamente se matriculou em aulas de Inglês e, assim que conseguia falar algumas palavras, ligou para sua equipe com um mandato — ela não queria ir atrás de papéis específicos para Latinos: “Eu disse, ‘Eu não quero fazer audições para Maria, Juana e Lola e todas essas coisas. Eu quero fazer audições para as mesmas partes que todos estão fazendo audições.'”

Ela conseguiu papel em War Dogs com Miles Teller e Jonah Hill e Overdrive com Scott Eastwood. O papel em Blade Runner 2049 de 2017 como interesse amoroso de Ryan Gosling deveria ter sido sua revelação, mas o filme teve um desempenho abaixo do esperado. “Eu acho que fiquei em casa fazendo nada por quase um ano literalmente,” ela diz. O pagamento pelo menos permitiu que ela comprasse sua primeira ostentação, uma casa em Cuba, que ela ainda visita regularmente.

Quando os agentes falaram pra ela sobre um papel em Knives Out, uma comédia de mistério de Johnson, ela ficou desencorajada com a descrição “cuidadora, bonita e latina” e decidiu passar até de fazer a audição. “Eu fiquei tipo, ‘Latina de novo, sério? Não! Não vou fazer isso.'” Ela apenas concordou em fazer parte quando eles a enviaram o script e ela percebeu que o papel era o coração do filme, a bondosa cuidadora com segredos próprios que é levada no meio de um drama familiar. “Ela obviamente tem tremendas habilidades como atriz ,” diz Johnson, que a elencou, “mas aqueles olhos, cara, você apenas olha para aqueles olhos e imediatamente está do lado dela.” (O filme contém seu colega de elenco de Bond, Craig, como também Toni Collette, Chris Evans e Michael Shannon).

Foi a produtora de Bond, Broccoli, que revisou a franquia com seu meio-irmão Michael G. Wilson desde 1995, que pensou em de Armas para No Time to Die. As duas se conheceram cinco anos atrás, quando de Armas, ainda nova em L.A., foi levada à Soho House pela produtora de Knock Knock, Colleen Camp. Ela apresentou a atriz à Broccoli, que estava lá com Sam Mendes de Spectre. “Nós nos encontramos brevemente porque eu não conseguia dizer nada [em Inglês],” diz de Armas. “Mas eu acho que Barbara nunca esqueceu aquele encontro.” quando de Armas terminou a gravação de Knives Out, ela diz que recebeu uma ligação de Fukunaga, que disse a ela que partes do filme de Bond seriam gravadas em Cuba e “ele queria escrever algo para mim.”

Ser parte de uma das maiores franquias cinematográficas na história do cinema — e uma das mais discretas — trouxe desafios. Rumores vazaram, tanto verdadeiros como falsos (por exemplo, de Armas diz que rumores que foi contratado um coach de intimidade para suas cenas com Craig são falsos). Tudo que as atrizes falam sobre o filme viram manchetes — e elas não podem falar muito. No lobby do Charlotte Street Hotel, de Armas começa a falar sobre Paloma, e então fica nervosa. “Eu não sei quanto posso lhe contar sobre ela,” ela diz. Após cinco meses, apenas os nomes de suas personagens forma oficialmente confirmadas, apesar de quando pressionadas, ambas atrizes divulgam um pouco mais do que já era previamente conhecido.

“[Paloma] é uma personagem que é muito irresponsável,” diz de Armas. “Ela tem essa animação de alguém que está empolgada por estar em missão, mas ela brinca com essa ambiguidade — você realmente não sabe se ela é realmente treinada e a parceira preparada para Bond.” Claro, de Armas está correndo por ai de belos vestido e saltos altos (“Ninguém pode te treinar ou te preparar para aquilo,” ela diz), mas adiciona que “cérebro e aparência são iguais dessa vez. Ela é muito inteligente. Ela ajuda Bond a passar por certas coisas que ele não conseguiria sozinho.”

Por enquanto, ambas atrizes continuam ocupadas até elas irem para a tour mundial promocional na estreia do filme.

A biopic de Marilyn Monroe, Blonde, de De Armas, de Plan B e Netflix, ainda não tem data de estreia. “Não é o que eu acho que as pessoas acham ou já viram de Marilyn,” ela diz. “É um lado bem profundo, cru, escuro da mesma história que achamos que conhecemos — atrás dos sorrisos e do glamour.” Ela vai direto do set de Bond para Nova Orleans para filmar o suspense erótico da New Regency, Deep Water, com Ben Affleck. Ela diz, com um sorriso distorcido, “Então talvez eu durma ano que vem, algum dia.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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SCANS > 2019 > THE HOLLYWOOD REPORTER

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10.25

MARAVILHOSA! Ana de Armas será a capa da edição de novembro da C Magazine. Além do ensaio exclusivo, a atriz também concedeu uma entrevista à revista. Confira a matéria completa traduzida:

ANA DE ARMAS ESTÁ CONQUISTANDO HOLLYWOOD EM TEMPO RECORDE

Com o último episódio de 007 e a biopic de Marilyn Monroe da Netflix no horizonte, a estrela nascida em Havana está bem no seu caminho em se tornar um nome familiar.

“Eu nunca pensei que eu seria uma Bond Girl. Eu nunca pensei que que seria a Marilyn Monroe,” nos conta a atriz de 31 anos Ana De Armas. “Sequer pensar que eu iria trabalhar com alguma coisa pra início de conversa era forçar. Mas ao mesmo tempo, eu acho que meio que sabia [que poderia acontecer] porque é por isso que me mudei para L.A. Alguma coisa dentro de mim sabia que eu seria capaz de fazer.” A prova desse conceito não demorou muito para se manifestar. Há apenas 5 anos que de Armas se mudou para Hollywood de Madrid – na época, ela mal falava Inglês.

“Tudo sobre interpretar Marilyn Monroe foi empolgante e inspirador e aterrorizante” confessou De Armas.

Ela já teve performances significantes que ajudaram a impulsionar sua carreira como em War Dogs (2016) e Blade Runner 2049 (2017), mas no curto tempo, de Armas pairou ao estrelato. Primeiro em Knives Out que estreia do outono, um mistério de assassinato estrelando Daniel Craig, Chris Evans e Toni Collette, e dirigido por Rian Johnson de Star Wars: O Último Jedi. Ela logo será mandada para Nova Orleans para filmar o suspense erótico Deep Water de Adrian Lyne, baseado num romance por Patricia Highsmith, junto a Ben Affleck. Abril trará a estreia de No Time To Die, também conhecido como Bond 25, onde ela interpreta, sim, a nova Bond girl. Também em 2020, ela aparecerá como uma das estrelas mais icônicas da América na biopic da Netflix de Marilyn Monroe: Blonde. baseado no romance de Joyce Carol Oates.

De Armas cresceu em Havana. Seu pai, Ramon, trabalhava como professor e estudou filosofia na Rússia, e sua mãe, também nomeada Ana, trabalhou com recursos humanos; seu irmão, Javier, é fotógrafo. Quando adolescente, ela decidiu que queria ser atriz, e com 14 anos começou a estudar na Escola Nacional de Teatro de Cuba. Depois de estrelar em poucas produções Cubanas-Espanholas, ela deixou seu país natal com 18 anos para Madrid com apenas 200 euros. Ela foi quase imediatamente elencada para uma série televisiva, fez vários filmes espanhóis, e então, com 25, de Armas decidiu que era hora de arrumar as malas e partir para Los Angeles.

“Eu não estava ficando entediada, mas eu queria algo novo e diferente. Eu queria inspiração em outro lugar,” Ela diz. “Quando eu tenho isso em minha cabeça, não há nada que possa me parar. Mas eu nunca pensei que trabalharia tanto assim.”

Apesar de sua determinação, em seus primeiros dias na Califórnia, de Armas mal conseguia se comunicar com seus agentes e empresários, imaginem então ter conversas brilhantes e animadas com produtores de filme e diretores de elenco. “É claro, você consegue imaginar como aqueles eram,” de Armas se recorda secamente. Em certo momento, ela diz que o diretor de elenco falou para ela, “Bom, nos falamos de novo em alguns anos.” Tradução: Eles poderiam se conectar de novo quando ela falasse Inglês melhor. “E eu respondi, ‘Não, nos falaremos em dois meses.’ E ele começou a rir e disse, ‘Você está doida, você não consegue.’ Mas em dois meses eu já estava fazendo audições para ótimos filmes.”

“Eu estou boa quando estou trabalhando. É onde me sinto mais feliz”, disse Ana de Armas.

Isso é tudo que de Armas queria: “Nem sempre pegar os papéis, mas apenas poder estar na sala. É isso que me anima. Na verdade ter a oportunidade de estar na sala com diretores que eu realmente, realmente quero trabalhar. Eu estava dizendo coisas que eu nem sabia o que estava dizendo mas eu estava ali. Era isto. Sempre fui pontual, e estava na sala fazendo a audição.”

De Armas reconhece que os processos de audição são, pra colocar suavemente, “estranhos,” mas ela gosta. É uma conversa. “É um dia particular por dois minutos,” ela adiciona. “Eles não sabem o que está acontecendo na sua vida. Você talvez esteja triste ou feliz, doente ou com febre. Eu até já fiz uma audição com o meu cachorro na sala porque eu iria direto ao aeroporto. Mas eu apenas gosto de ir na sala para que eu possa ser uma pessoa.”

Talvez o molho secreto de de Armas não seja sua determinação, mas seu autêntico caráter depreciativo. “Eu não sou boa em entrevistas,” ela diz. “Eu não sou boa em mídias sociais.” (Na verdade, ela tem 1.5 milhões de seguidores no Instagram, mas quem está contando?) “Eu sou boa no set, sou boa quando estou trabalhando. É quando me sinto mais feliz, quando eu estudo e me preparo. O ramo de filmes e a indústria não são onde minhas forças estão.”

Estudo e preparação foram integrais para a produção de Blonde, que também contém Adrien Brody (como Arthur Miller) e Bobby Cannavale (como Joe DiMaggio). “Eu trabalhei no sotaque por um ano inteiro,” de Armas diz. “Eu tinha a responsabilidade de retratar ela e a vida dela do melhor jeito possível. Tudo sobre isso foi estressante, e tudo sobre isso foi animador e inspirador e aterrorizante.” Gravar cenas em Malibu com a peruca e maquiagem, a semelhança de de Armas com a estrela bombshell dos anos 50 que estrelou em Some Like it Hot é assombrosa, uma completa transformação para o papel e 180º de Blade Runner 2049.

Pulando das filmagens de Blonde para Bond foi “uma transição muito estranha,” ela adiciona. “É tão diferente… Eu nunca fiz um filme de ação, e eu devo ter subestimado o que esses tipos de filme são, mas eu devo dizer que estou muito impressionada,” de Armas diz. “Cara, é muito difícil. O treinamento, ser autêntica a esse tipo de filme, ao tom. Tudo demora tanto, toma a sua energia, quando você está esperando, tudo cai. E de repente você está no set e tem que começar a matar pessoas ou dar uma porrada nelas. E é com salto alto!”

Ajuda ter os diálogos escritos por Phoebe Waller-Bridge, que foi chamada para amplificar o filme. “Eu fui sortuda, todas as minhas cenas foram escritas por Phoebe” de Armas diz. “Meu diálogo e a energia da minha personagem realmente se concluem como Phoebe se conclui. A mulher que estou interpretando é diferente [das antigas Bond Girls]. Tem alguma animação nisso. É refrescante e animador.”

Sobre a visita ao Estúdio Pinewood perto de Londres numa tour com o diretor de Bond, Cary Fukunaga, de Armas diz, “Eu entrei no escritório e Cary estava tendo uma reunião com os roteiristas e Phoebe estava na reunião. Eu nunca corei tanto. Eu mal conseguia falar. Ru apenas fui ‘Ai meu Deus, Ai meu Deus, eu te amo, eu te amo, eu quero ser sua amiga!'” Elas ainda não são BFFs, porém. “Quem sabe um dia,” de Armas diz rindo.

Outro momento ‘me belisque!’ seria trabalhar com o famoso diretor espanhol Pedro Almodóvar, que ela ainda não conheceu. “Isso seria um sonho,” ela diz. “Ele é uma lenda. Ele é incrível. Agora eu sou uma Bond girl, mas eu adoraria ser uma Almodóvar girl. Eu faria uma audição pra ele com certeza.”

A realidade é, como a maioria das histórias de sucesso de Hollywood existentes, a sua ambição geralmente atrapalha em todo o resto. “Estou sentindo saudades dos meus amigos e minha família e minha casa, mas a vida continua, e eu quero ver que oportunidades estão por vir.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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04.26

Mais um projeto! Ana de Armas foi confirmada no elenco de “Bond 25”, o 25º filme de James Bond. Após ser anunciada no cast, a atriz compareceu no evento de anuncio do elenco do filme que aconteceu em Montego Bay, na Jamaica.


“Uma calorosa recepção à Ana De Armas que se junta ao #BOND25”

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PHOTOCALLS > 2019 > 25.04 | PHOTOCALL DE ‘BOND 25’ EM MONTEGO BAY, JAMAICA


(mais…)

Ana fala sobre o movimento #MeToo, sua vida em Cuba e mais em entrevista à GQ México
03.27

DEUSA! Ana de Armas é a capa do mês de abril da GQ México, e além de um ensaio maravilhoso, a atriz concedeu uma entrevista para a revista. Leia e confiram as fotos:

Atravessar o Paseo del Prado e a Avenida del Puerto é um dos pontos-chave de Havana. Quando chego lá, o tempo praticamente pára. Em frente, o icônico Capitólio, que se ergue entre edifícios antigos para se estabelecer como o coração da capital cubana.

À esquerda, a baía, com suas dezenas de cruzeiros que chegam todos os dias carregados de turistas ávidos por rum, tabaco e festa. Atrás, o mar, a vários quilômetros de distância, se funde com as águas da Flórida. E à direita, o famoso Malecón, lotado todas as tardes por moradores e visitantes, que chegam a este ponto para admirar o pôr do sol enquanto os sons emanam de um bar, uma casa ou qualquer carro que passa da Havana Velha ao bairro do Vedado. Visto desta forma, as razões pelas quais Ana de Armas considera essa parte como seu lugar favorito em sua cidade natal são bem compreendidas. “Meu lugar favorito em Cuba é Havana, e meu canto favorito da capital é o Malecón”, ela me conta entre risadas e com uma óbvia nostalgia em sua voz. O anseio está aumentando quando pergunto como foi crescer na ilha. “Eu tive uma infância muito divertida, espontânea, real e livre; mas também muito alerta do que estava acontecendo ao meu redor. Quando criança, você está ciente das situações políticas e sociais que ocorrem no país e no resto do mundo”, ela diz. “Cuba ainda é minha casa. Não importa quantos anos eu esteja fora, o quão ocupada estou, o pouco que consigo me comunicar com minha família ou amigos sempre será minha casa.”

O que você mais sente falta, além da família?
A comida (risos).

Ropa Vieja e Moros y cristianos? [Pratos típicos de Cuba]
Exatamente (risos). Devo confessar que às vezes preparo feijão preto, mas sinto falta do tempero e todo o ritual em torno da cozinha. Você vai para a casa de um amigo, joga dominó, enquanto prepara a comida, bebe uma cerveja e coloca alguns discos de salsa para animar a noite.

Nascida em 30 de abril de 1988, Ana diz que foi justamente todo o contexto em que sua infância foi passada que desencadeou seu amor pelo cinema e, mais tarde, seu desejo de se dedicar à atuação.

“Desde que eu era criança, participei de projetos de vizinhança, fizemos canto e dança. Aos 13 anos, comecei a contar aos meus pais que queria ser atriz. Assistimos a muitos filmes em casa. Lembro-me de ver cenas e depois correr para o espelho para repeti-las.”

Que filmes você reinterpretou? Alguém em particular marcou você?
Eu lembro de atuar muitas sequências do Titanic (risos). Especialmente aquele em que Jack está morrendo e ela não pode gritar porque sua voz está sufocada pelo frio. ‘Jack, Jack’… Sim, repeti isso várias vezes. Que vergonha! (e ela solta uma risada).

Não se preocupe, todos nós refizemos cenas de Titanic em algum momento de nossas vidas…
Sim, não é verdade?! Então não vou mais sentir vergonha.

Assim que alcançou a maioridade, Ana decidiu recolher todas as suas economias e comprar uma passagem para a Espanha, com um objetivo em mente: realizar seu sonho. Nos primeiros anos houve um estágio complicado para a garota cubana, cheia de desafios. No entanto, sua primeira oportunidade não demorou a chegar. Una rosa de Francia (2006), de Manuel Gutiérrez Aragón, foi seu primeiro filme, seguido de alguns projetos para a televisão. Ela foi Carolina Leal Solís, seu papel na bem-sucedida série El internado (2007), que lhe valeu reconhecimento público e popularização além das fronteiras do mediterrâneo. Ao contrário da longa provação que muitos atores tiveram que lutar para conseguir um lugar em Hollywood, de repente e inesperadamente, Ana já estava pronta para conquista-los quando foi contratada por Eli Roth para interpretar uma das duas mulheres sexy que se tornaram o pior pesadelo de Keanu Reeves no filme Knock Knock.

Na carreira de ator, quanto do sucesso é devido à sorte e quanto ao talento?
Eu acho que há sorte na vida. Todos nós temos mais e outros menos. Mas você também tem que cooperar um pouco (risos). Se você realmente quer algo, você deve persegui-lo e ser pró-ativo para chegar lá. Você tem que trabalhar duro e fazer um esforço. Como dizemos em Cuba, as coisas não caem do mato.

Após esta entrada triunfal no cinema, as portas se abriram para a cubana. Exposed (2016), Hands Of Stone (2016), War Dogs (2016) e Overdrive (2017), foram seus projetos seguintes, em alguns destes, teve a oportunidade de trabalhar com atores como Edgar Ramírez, Mira Sorvino, Scott Eastwood e o magnífico Robert De Niro. O começo dessa ótima caminhada veio com a megaprodução de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, continuação de um dos filmes mais icônicos da década de 80.

Na sequência, Ana interpretou Joi, o interesse romântico (e guia espiritual) de K, o personagem de Ryan Gosling. “Todos os envolvidos na produção estavam nervosos porque queríamos estar à altura do primeiro filme. Para mim foi tudo um reto, desde a audição para dar a vida a um papel tão completo fisicamente. Alias, foi a primeira vez em que me envolvi em uma gravação tão extensa. As gravações duraram cinco meses e exigiram de mim um grande trabalho emocional e psicológico. Sabia que era um filme muito grande e isso sempre nos deixa com medo”.

Em algum momento você se sentiu intimidada por estas grandes estrelas de Hollywood com quem você já trabalhou?
Sim. Foram momentos curtos, até mesmo minutos. É algo inevitável, porque trabalhar com essa grandes ícones tem sido um sonho que se tornou realidade. Tem sido sorte de contracenar com pessoas que são mais artistas do que ego e isso me ajudou muito, porque nos instantes de insegurança tenho que ficar mais focada em meu trabalho. Isso me faz sentir igual a eles e isso ajuda.

Com um exército de milhões de seguidores no Instagram e Twitter (Ana_d_Armas) nas costas, este ano a cubana traz embaixo do braço um novo projeto. Trata-se do longa metragem “Three Seconds”, que está nas ordens de Andréa Dia Stefano (Escobar: El paraíso perdido, 2014), e onde compartilhará cartaz com Joel Kinnaman e Rosamund Pike. No filme, ela estará no papel de Sofía, uma mulher forte e poderosa, uma mãe de família que sempre protege seus filhos sem se importar com as consequências.

“Com Joel tenho uma parceria poderosa. Uma espécie de Bonnie e Clyde, juntos até que a morte os separe”, revela. E já que falamos de mulheres valentes, De Armas está convencida de que é necessário que as atrizes sigam criando a voz e que Hollywood abram as portas necessárias para terem mais representação feminina em grandes filmes, pois “como atriz, chega um momento em que quer crescer e fazer outras coisas, contas histórias diferentes. Ainda tem muito a se fazer, é um tema que ainda está em estado de letargia”.

Qual é sua postura em relação ao movimento #MeToo? Você apoia as mulheres que estão falando para denunciarem os abusos?
Eu estou com as mulheres que têm falado e também com aquelas que ainda não falaram. Como mulher, defendo o direito de contar ou não algo tão íntimo e horrível. Alias, nem todas reagimos da mesma maneira, cada uma reage de uma forma. Nem todas vamos à manifestações, nem todas temos a capacidade de tornamos líderes de um movimento; mas temos outros modos de fazer este trabalho social, começando pela educação e pela família.

Fonte | Tradução – Equipe ADABR e Yasmim

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“Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes”, Ana fala sobre novos trabalhos em entrevista
11.22

Leiam a entrevista de Ana para as revistas Gotham, Michigan Avenue e LA Confidential:

Ana de Armas tem orgulho de sua habilidade de entrar no núcleo emocional de um personagem, mas admite que as coisas ficam um pouco complicadas quando seu personagem é composto de zeros e zeros.

É o caso da obra-prima de Denis Villeneuve, Blade Runner 2049, em que Armas interpreta Joi, um holograma que serve fielmente (pense na Siri com um corpo e a devoção do secretário de Mike Hammer, Velda) o personagem de Ryan Gosling, K. E, embora artificial, Joi também é de muitas maneiras o coração da história, o que trouxe sérios desafios de atuação para Armas, como quando seu personagem sofre falhas tecnológicas.

Pegue a cena em que o veículo voador de K falha em um aterro do tamanho de uma cidade, e Joi em pânico cintila e congela enquanto o sistema operacional cai. “Isso tudo não foi feito no computador – Denis me fez mover assim!”, Lembra Armas com tristeza, descrevendo como Villeneuve fez ela interpretar as tremidas e tilts da falha de sistema da Joi no meio do set cheio de lixo espalhado, vestindo uma roupa minuscula no meio de um dia frio de novembro, enquanto Gosling, que estava inconsciente, a observava durante o erro.

“Eu disse a Ryan: ‘Você não tem permissão para me olhar! Você desmaiou, então fique assim!”, ela ri. Ela convocou movimentos “robotizados e frios” enquanto ainda estava imigrando para o momento de terror de Joi, sem saber se K sobreviveu ao acidente. “É assustador porque você não sabe como será. Pode parecer ótimo ou pode ser embaraçoso.” Em última análise, sua atuação combinada com truques resultou em uma das sequências mais tensas e assustadoras do filme.

A vida emocional surpreendentemente rica do personagem estava no script, mas os detalhes visuais da natureza de Joi ainda não tinham sido desenvolvidos. “Quando eu li o roteiro, minha intuição me dizia que ela era muito emotiva e muito real, mas estava tão confusa”, diz ela. “Denis sempre estava pedindo essa vulnerabilidade, mas mesmo quando conversamos com a equipe de efeitos visuais, ninguém sabia como ela iria parecer. Foi como um processo cego para mim… Normalmente falo movendo minhas mãos e sou muito expressiva com meu rosto – algo cubano, eu acho. Este tinha que ser tudo emocional dentro, mas pouco fisicamente.”

Outros enigmas técnicos únicos surgiram: o físico holográfico de Joi permite que ela troque de roupa em um piscar de olhos. “Eu tive que ser escaneada novamente e novamente [em roupas diferentes]”, diz Armas com uma risada. “Todos pararam durante duas horas para poder mudar minhas roupas e maquiagem, e depois voltar e dizer mais uma linha e depois voltar e mudar de novo. Foi realmente um desafio.”

Esses elementos, somados ao fato de ser uma sequencia para  Blade Runner – um dos filmes mais reverenciados e fluentes do cinema – estrelado por Gosling e o ícone Harrison Ford, e dirigido pelo pensativo cineasta atrás de Arrival, veio com muita expectativa, o que tornou o trabalho tanto aterrorizante quanto emocionante.

“Eu acho que você apenas se joga nesses tipos de momentos quando você tem um diretor como Denis que você sabe que ele estará olhando para cada detalhe”, De Armas diz. “Ele pensou que eu era a pessoa certa, mas então você ainda tem cinco meses à sua frente. Você ainda tem que se entregar. Eu queria devolver a confiança que ele teve em mim, e essa foi a parte assustadora. Você não quer ser a única no filme [que passe pelo comentário] “O filme é bom, mas ela…’, mas eu sabia que se eu estivesse esquecendo algo, no final ele iria me corrigir.”

De Armas, 29, atuou durante toda sua vida, desde seu início no seu país nativo, Cuba. “Eu assistia filme no sofá de minha casa. Se eu via uma cena interpretada por uma mulher ou um homem — Não importava — e eu gostasse, eu corria para o espelho e a repetia”. Quando a família mudou-se para Havana, aos 12 anos de idade, Armas descobriu o National Theater School Of Cuba e convenceu seus pais a deixarem fazer uma audição. Ela foi aceita.

Então, o sonho de tornar-se uma atriz tornou-se real para ela. “Eu sabia que era isso que eu queria fazer”, ela lembra. Durante a escola, ela conseguiu papéis em inúmeras produções espanholas gravadas em Cuba. Após se formar, com um pé na frente da porta e com 200 euros na carteira, ela mudou-se para a Espanha aos 18 anos. “Eu tinha as malas e um passaporte espanhol”, agradece seus avós espanhóis e continua, “então eu comprei um bilhete e disse para a minha mãe: ‘Quando meu dinheiro acabar, eu volto'”.

Praticamente imediatamente após sua chegada, ela conheceu o predominante diretor de elenco espanhol que a colocou imediatamente em um papel para a série de suspense em um ambiente escolar, El internado. “A série me ajudou muito. Foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha carreira”, ela diz sobre seu primeiro gosto da fama, fortuna e material de qualidade. “Pelo fato de eu estar usando um uniforme de escola por três anos, foi difícil “sair” dele. Eu não conseguia papéis porque eles me viam como a estudante da série anterior”.

Um novo começou em Hollywood apareceu. “Mas eu não sabia falar em inglês”, diz de Armas. Ela se jogou no aprendizado do novo idioma, que aprendeu logo. “Era como se fosse um super poder, e eu estava aprendendo como utilizá-lo”, ela admite. “Eu poderia dizer como foi difícil no início para Penélope Cruz, sentir e agir em inglês necessita de uma parte diferente do seu cérebro. Eu sempre pensei, ‘Eu tenho que ser boa nisso. Eu quero ser capaz de sentir e não pensar no que eu estou falando”.

Após um avanço em seu aprendizado, de Armas instruiu seus agentes nos EUA a enviarem para audições, independente de quão forte era seu sotaque. “Eu não queria ir em uma audição para ‘Maria’ e ‘Joana’ — nada desse tipo”, ela diz. “Eu queria uma audição para o mesmo papel que qualquer outro estaria auditando.” Depois de alguns solavancos na estrada, ela encontrou seu caminho. “Eu sabia emocionalmente sobre o que se tratava a cena, então meus sentimentos estavam no lugar certo, mesmo que minha boca estivesse em qualquer outro lugar. Eu acho que eu fiz os diretores Eli Roth e Todd Phillips [que a escalar em para os filmes Knock Knock e Wars Dogs] mudarem de ideia.

“Eu acho que esses três anos e meio de trabalho, sendo novamente anônimo e ter essa liberdade de andar na rua – não ter muitas pessoas prestando atenção no que estou fazendo – foi um bom período de desintoxicação”, diz sobre os benefícios e lado ruim da fama. Mas com críticas positivas sobre seu papel em Blade Runner 2049, ela admite: “Talvez eu tenha que começar a me acostumar novamente… ou talvez não. Talvez nada aconteça!”

Mas “nada” não está no plano de Armas. “Eu quero fazer tudo e além. Eu quero criar um impacto”, ela se entusiasma. “Até agora, sempre fui a esposa ou a namorada do ator principal… Aprendi muito com isso, e aceitei porque queria realmente fazer parte, mas há mais que isso”, explica. “Há grandes papéis femininos que não deveriam estar ali apenas para criar uma situação para que o homem seja o herói. Quero mostrar como as mulheres são fortes e inteligentes. Nós passamos por tanto… precisamos ver isso na tela. Essas partes femininas não são muitas, mas estão lá fora, e tenho que encontrar algumas. Eu quero essa chance.”

Fonte | Tradução – Yasmim e Equipe Ana de Armas Brasil

VÍDEO LEGENDADO: Federico Devito entrevista o elenco de “Blade Runner 2049”
10.18

O blogueiro brasileiro Federico Devito teve a oportunidade de entrevistar o elenco de “Blade Runner 2049”, assista:

Entrevista ao site La Vanguardia
10.16

Leia a entrevista de Ana para o site espanhol La Vanguardia:

Que relação tem com o Blade Runner original?
Vi o filme quando era criança, eu tinha nove ou dez anos. Ainda vivia em Cuba e não entendia nada. Já maior de idade vi novamente. Quando soube que faria parte da continuação de um filme tão icônico, não conseguia acreditar. Estava muito entusiasmada, mas tudo acabou sendo bem inesperado, porque não sabia o caminho nem qual era o personagem. Mantiveram um segredo absoluto desde o início, assim o maior atrativo para mim eram as pessoas com quem ia trabalhar e ser parte da história do cinema. Muitos diretores e produtores notaram meu sotaque, mas para Denis era uma qualidade que trazia algo especial ao papel.

Alguma vez imaginou que trabalharia com Harrison Ford?
Claro que não. Em Cuba cresce pensando que o tem é tudo o que precisa e deve estar satisfeito com isso. Mas eu sempre fui muito curiosa e por que não dizer? ambiciosa, e me questionava o que mais podia fazer. E logo me perguntava que artistas iria conhecer e com quem teria a oportunidade de trabalhar. Mas nunca sonhei com Harrison Ford porque me parecia totalmente impossível.

Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Ele soube sobre mim quando foi visitar Ryan Gosling, que fazia uma cena em que havia um cartaz gigantesco de Joi nua. Mas quando o conheci pessoalmente eu estava vestida. E foi algo muito normal. É um ator incrível, que presenciei em filmes desde que era pequena e foi bastante surreal. Em momentos me sentia um pouco intimidada porque temos essa ideia de que não podemos nos aproximar de nossos ídolos, mas Harrison foi muito amável comigo, muito cálido e divertido. Tem um senso de humor muito especial e não para de fazer piadas.

Foi muito complicado conseguir o papel?
Foi um processo de três partes. Levou uma semana, mas eu a vivi como se fosse um mês. A primeira audição não foi com o roteiro do filme, tive que ler uma cena de Ex machina, o que foi bem confuso porque não sabia nada do papel e Joi é muito diferente de Ava em Ex machina. Por sorte a diretora de casting, Francine Maisler, me explicou algumas coisas e creio que me saí bem. Na segunda audição fiz duas cenas do filme, mas segui sem ter nenhuma informação sobre quem era ela ou que relação teria com Ryan. Não senti que questionaram minha capacidade de atuar, vi em Denis um diretor que utiliza um processo muito criativo para encontrar a pessoa correta para fazer o papel.

Foi difícil trabalhar com Villeneuve?
Denis é um diretor muito grato. Nunca aconteceu de aí terminar uma filmagem o diretor vir me dizer: “muito obrigado por tudo o que fez”. Vindo dele foi um grande cumprimento. E aconteceu algo parecido na audição, quando ninguém sabia se iam me dar o papel ou não. Por isso mesmo sem essa resposta fui para casa sentindo que já havia trabalhado com Denis.

O que acredita que te ajudou a conseguir o papel?
Acredito que ele procurava uma mulher real. Pela forma que vejo as coisas, pelas experiências que tive na vida, tenho um olhar muito diferente e sou muito mais discada e aberta às emoções. Joi foi desenhada para satisfazer as pessoas de uma maneira muito concreta mas essas não são as necessidades que K tem. Ele a usa de um modo muito diferente, em um sentido emocional. Ela tinha que ser a namorada que um homem quer encontrar quando volta para casa, que te espera no sofá, que sabe como conversar, sabe o que pensa antes que diga e que sabe o que sente.

Foi feito algum pedido especial?
Na terceira audição Denis pediu para ficar sozinho comigo. Fechou a porta e me disse que havia duas coisas que precisava me dizer antes de avançar o processo. Me explicou que havia cenas em que teria que ficar nua, que devia estar disposta a tirar a roupa. E logo me disse também que ia precisar que cortasse o cabelo, que escurecesse e fizesse uma franja. Sempre tivemos uma relação muito íntima, na qual não houve dramas nem problemas. Eu disse para ele que se me contratasse ia ser a última pessoa com quem teria que se preocupar.

Notou alguma mudança da indústria com você depois desse último filme?
Não, eles têm que assisti-lo. As pessoas têm muita curiosidade por Blade Runner 2049 e às vezes sinto que é como se só tivesse feito isso e minha carreira na Espanha e em Cuba não tiveram muita visibilidade aqui. Desde que me mudei para Los Angeles há três anos e meio sinto que tive que começar do zero e me apresentar aos produtores e diretores como se jamais tivesse atuado.

Quando foi a última vez que esteve em Cuba?
Mês passado. Vou quando posso. Há anos em que só pisos ir uma vez porque estou trabalhando. Esse ano já fui quatro vezes. Em alguns âmbitos Cuba mudou muito, em outros, nada. Mas há coisas acontecendo, particularmente com a juventude e quero ser parte disso. Estou perdendo muitas coisas da minha família e de meus amigos e não quero que continue passando. Gostaria de voltar e viver ali.

Se foi antes de que fossem restabelecidas as relações diplomáticas com os EUA. O que mudou com essa abertura?
Não muito. Creio que esta ideia de que houve uma abertura não é muito apropriada porque não é certa. Voos direitos entre Cuba e os Estados Unidos não significam que as coisas mudaram. Para os cubanos tudo segue igual, particularmente para a claras reanalisada. O governo é o mesmo. As pessoas seguem sem ter informação e sem acesso à internet, para não saberem o que se passa no mundo. Mas é certo que quando me fui com 18 anos, lá se sabia muito pouco sobre o resto do mundo e agora há lugares onde os jovens conectam-se à internet, sabem o que é Instagram e podem ler notícias e ver revistas. O resto segue igual a quando eu estava ali.

Como conseguiu ir pra Espanha?
Meus avós maternos eram espanhóis e eu tinha o passaporte. Quando cresci, não tínhamos nenhum parente ou amigo em Miami. Espanha era minha única opção e para ali fui com 18 anos. Era a única maneira se sair de Cuba. Por sorte tudo saiu muito bem para mim e não parei de trabalhar nos 8 anos que passei na Espanha. Mas acabei indo embora pela mesma razão que sai de Cuba. Queria algo mais. Me interessava estar em um lugar onde teria mais oportunidades. Espanha estava em plena crise e os filmes que estavam sendo feitos ali mão me motivavam. Por isso fui para Hollywood.

Quais filmes e séries de televisão a inspiraram na decisão de ser atriz?
Para ser sincera, em nenhum momento disse de forma consciente que queria ser atriz e também não havia uma atriz que queria imitar. Mas me interessava o meio. Se estava vendo um filme na televisão e via uma cena que gostava, não me importava que fosse homem ou mulher, corria até o espelho e imitava. E logo voltava só sofá para continuar vendo o filme. Eu venho de uma família muito humilde. Não tínhamos aparelho de vídeo ou de DVD, mas um vizinho tinha. Uma vez estava vendo um filme, creio que era Matilda, e quando voltei para casa repeti todo o filme para meu irmão que não havia visto. Sempre estava imitando as cenas mais emotivas dos filmes que gostava.

Fonte | Tradução – Larisssa F.

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10.15

Na última quinta-feira, 05, Ana gravou sua primeira participação em um talk show americano, o “The Late Late Show”. Assista o bate-papo completo:

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