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12.05

O primeiro pôster, imagem promocional e trailer de “007: No Time to Die” foram divulgados.

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FILMES > BOND 25 > PÔSTER

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FILMES > BOND 25 > STILLS

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FILMES > BOND 25 > SCREENCAPS – TRAILER

11.25

Adicionamos um pôster inédito de “Knives Out” na galeria, confira:

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FILMES > KNIVES OUT > PÔSTERS

11.24

No dia 14 de novembro, aconteceu a premiere mundial de “Knives Out” em Los Angeles, e, obviamente, Ana de Armas compareceu no grande evento. Confiram todas fotos e vídeos nessa postagem:

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PREMIERES > 2019 > 14.11 | PREMIERE DE ‘KNIVES OUT’ EM LOS ANGELES, CALIFÓRNIA

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PREMIERES > 2019 > 14.11 | PREMIERE DE ‘KNIVES OUT’ EM LOS ANGELES, CALIFÓRNIA – Q&A

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PREMIERES > 2019 > 14.11 | PREMIERE DE ‘KNIVES OUT’ EM LOS ANGELES, CALIFÓRNIA – AFTER PARTY


(mais…)

11.24

No último dia 15, Ana compareceu no photocall de “Knives Out” com o resto do elenco. Vejam fotos:

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PHOTOCALLS > 2019 > 15.11 | PHOTOCALL DE ‘KNIVES OUT’ EM BEVERLY HILLS, CALIFORNIA

11.24

Um dos membros da equipe do Ana de Armas Brasil teve a oportunidade de comparecer aos screenings de “Knives Out” que aconteceram nessa sexta-feira e sábado. E, obviamente, resolvemos publicar uma breve resenha (sem spoilers) sobre o filme.

Desde o anúncio do elenco e do primeiro trailer, Knives Out foi um dos novos projetos de Ana de Armas que mais me chamaram a atenção. Repleto de super-estrelas cheias de talento, era um longa que me fez criar grandes expectativas desde o início.

Como era de se esperar, com uma direção do grande Rian Johnson, desde as primeiras críticas o filme vem sendo muito aclamado, não só pelas performances dos atores, como também pelo roteiro em si – no momento ele tem a nota 96% no site Rotten Tomatoes.

Knives Out superou todas minhas expectativas! Não só com o elenco… que está IMPECÁVEL. O que falar sobre o sotaque de Daniel Craig?! E ver Chris Evans agir como se não gostasse de cachorros e sendo um verdadeiro pé no saco?! (Mesmo sendo insuportável, é um dos pontos altos do filme). Mas, com a historia e o plot twist no geral: eu, como uma pessoa que não é fã de Star Wars e tinha um pouco de receio após ver alguns comentários sobre o trabalho de Rian na franquia – agora posso dizer que me tornei uma grande fã! Ele é um gênio!

Logo na metade do filme somos surpreendidos com algo que não esperávamos tão cedo, e isso deixou o publico meio encucado. Mas Rian sabia muito bem o que estava fazendo, e no final tudo faz sentido e você só consegue vibrar com os acontecimentos.

Mas e a personagem da Ana, onde que ela entra nisso tudo? Ela aparece bastante? A resposta é sim! Marta tem grande destaque em quase todo o longa, e graças à sua etnia latina, ela bota em discussão e retrata a realidade de alguns imigrantes nos Estados Unidos. O filme traz, de forma sarcástica, uma crítica ao atual governo do país e toda situação de se acharem superiores a pessoas que tentam uma vida melhor em outros lugares. O que é muito importante no dia de hoje, então, sim, a personagem de Ana é um dos, se não o maior, ponto alto do filme.

A performance da mesma está incrível – me arrisco em dizer que é a melhor de sua carreira até agora. Se a concorrência dessa temporada de premiações não estivesse tão difícil, acredito que a atriz cubana conseguiria sim levar alguns prêmios para casa. As cenas dela com Christopher Plummer são maravilhosas… posso revelar que cheguei a soltar algumas lágrima em uma das cenas!

Também quero exaltar o resto do elenco, até aqueles que não aparecem tanto – em suas cenas todos fizeram um trabalho e tanto – e não merecem ser esquecidos na hora de exaltar essa obra prima!

Mas enfim, é basicamente isto. Creio que muita gente vai amar esse filme (como também pode não agradar a todos), assim como eu.

“Entre Facas e Segredos” estréia no dia 12 de dezembro no Brasil!

11.23

‘Knives Out’ autentica Ana de Armas como uma estrela, bem na hora de 007 e Marilyn Monroe.

Três dias desde que começou filmagem para seu próximo filme em Nova Orleans, Ana de Armas estava em outro voo de volta a Los Angeles. É a típica montanha russa de sua carreira desde o último ano, ela se encontra de volta à cidade para a premiere de “Knives Out”, o mistério de assassinato com um elenco com estrelas concretizadas – e ela rouba a cena mesmo com um super elenco liderado por Daniel Craig, seu colega no próximo 007, “No Time to Die”.

O ritmo de ascensão da carreira de De Armas tem sido imparável; depois da estreia de “Knives Out” em 27 de novembro, ela tem pelo menos cinco filmes para estrear em 2020, incluindo o aventuroso 007 e uma biopic de Marilyn Monroe na Netflix. Então enquanto De Armas toma um café e o vento bate pelo balcão ensolarado em Beverly Hills, ela tomou um momento para recuperar a respiração e considerar o que seria trabalhar tanto sem parar.

“Eu não estou reclamando, porque demorou muito tempo para eu chegar aqui, e eu estou vivendo o meu sonho,” disse De Armas, vestindo uma delicada corrente dourada com um blazer preto. No andar abaixo, uma estátua de Monroe recebe os visitantes, a saia de seu icônico vestido branco preso em um vento imaginário.

“Isso é exatamente o que eu quero ser e o que quero fazer — mas Deus, eu estou cansada. Eu sinto que repito muito isso… mas eu estou cansada.” De Armas sorria ao pensar em descansar mesmo por um momento depois de tudo que ela fez pra chegar a esse ponto em sua vida, no mundo, em sua carreira. “Eu acho que 2020 vai ser o ano pra eu dormir um pouco mais.”

Dormir pode esperar; para De Armas, a hora é agora. Ela já roubou corações como uma I.A chamada Joi em “Blade Runner 2049” , mas a atriz cubana que se tornou uma estrela-espanhola está preparada para sua real quebra no estrelato com “Knives Out,” escrita e dirigida pelo diretor de “Star Wars: The Last Jedi” a mente brilhante de Rian Johnson.

Em adição de Craig, a fila de talentos inclui Jamie Lee Curtis, Chris Evans, Christopher Plummer, Toni Collette, Michael Shannon, Don Johnson e Lakeith Stanfield.

Porém quando os créditos de “Knives Out” rolam você fica se perguntando: Quem é ela?

De Armas, 31, interpreta Marta, a cuidadora do lendário autor de mistério Harlan Thrombey (Plummer), o qual a família é muito ocupada contando os zeros de suas contas bancárias para reconhecer seus próprios privilégios. Depois da morte repentina e terrível de Harlan, Marta mergulha num tanque de tubarões dos familiares famintos por herança, enquanto dois detetives locais e o investigador particular chamado Benoit Blanc (Craig) investigam por ai, suspeitando de assassinato.

É um papel marco de carreira que dá a De Armas o maior holofote dos Estados Unidos até o momento.

Vindo da pequena cidade litorânea de Santa Cruz do Norte fora de Havana, De Armas foi picada pelo inseto da atuação quando criança. Ela se mudou para Espanha com 18 e rapidamente virou uma estrela de TV. Três anos atrás, ela deu seu segundo salto de fé quando se mudou para Los Angeles, focando em se infiltrar em Hollywood.

Não foi a transição mais fácil na história de showbiz. Quando chegou em LA, De Armas tinha experiência e cachê internacional, mas ela não falava Inglês. Isso não a parou de ter reuniões, incluindo uma com a produtora de 007 Barbara Broccoli (a recompensa chegou anos depois quando o diretor Cary Fukunaga estava elencando um novo tipo de Bond Girl para “No Time To Die”).

Longe de casa e nova em Hollywood, De Armas mergulhou em meses de intenso estudo da língua. Ela conseguiu uma sucessão de papéis com personagens que falavam inglês: Em “Knock Knock” de Eli Roth com Keanu Reeves, o drama “Hands of Stone” com Édgar Ramirez e Robert De Niro e “War Dogs” com Miles Teller. Mas foi a comovente humanidade que ela deu à I.A. em “Blade Runner 2049” que colocou De Armas no radar de muitos cineastas — incluindo Johnson.

O diretor de “Brick” e “Looper” estava seguindo seu próprio salto na franquia “Star Wars” com uma comédia íntima de crime com um “quê” social e político. Agora que “Knives Out” estava sendo feito — e rapidamente, graças à uma abertura no planejamento ético de Craig para Bond — ele precisava na âncora emocional certa para segurar tudo junto.

De Armas estava na Tailândia terminando de gravar a biopic “Sergio” da Netflix, sobre o diplomata Sergio Vieira de Mello, quando recebeu a ligação para colocá-la em fita para o papel. O nome não dizia muito, e francamente, não a impressionou — “Enfermeira. Latina. Bonita,” ela lembra — mas ela insistiu em ler o script, como sempre faz, não importa o tamanho do filme.

Quando ela leu, ela ficou surpresa ao descobrir que Marta não apenas tinha muitas camadas como também era o centro da história. A personagem de classe trabalhadora, especificamente escrita como Latina, se segura contra um clã de falsos amigos de classe alta. Ela não é apenas uma janela periférica ou um esteriótipo ou dispensável.

“Normalmente, quando você é Latina, o que é destacado não é necessariamente as qualidades mais positivas,” De Armas disse. “Esses personagens, eles não existem.”

Johnson queria conhecer ela para ver se ela era a atriz certa para carregar o coração do suspense investigativo, então De Armas voou para Boston para ler pro papel. Ela foi elencada e teve cinco dias para parar em casa em L.A. para pegar seu cachorro, Elvis, antes de começar a gravar.

Johnson viu em De Armas uma qualidade semelhante a Audrey Hepburn. “Você imediatamente está do lado dela quando ela está na câmera,” ele disse. “Isso, combinado com a sua força própria e o fato que eu sabia que ela interpretaria Marta como uma lutadora era muito importante, considerando que ela é uma pessoa de bom coração no centro disso tudo. A primeira coisa que ela disse para mim foi, ‘Essa garota tem que lutar.’ E aquilo realmente me fez pensar, ‘Ana consegue fazer isso.'”

A vertiginosa época foi um problema, mas o calibre de seus colegas de elenco foi ainda mais desafiador. De Armas disse. Uma cena crucial que acerta o ritmo do filme e planta informações essenciais levou três dias para filmar — apenas ela e o ganhador do Oscar Plummer, trazendo o mais importante momento no filme a vida em um pequeno estúdio cheio de livros.

Ela recentemente redescobriu um diário que ela mantinha com ela na época de início de gravações, no outono. “Dizia, ‘Eu estou a poucos dias de começar esse filme e eu não me sinto preparada,'” De Armas se lembra. “Eu não tinha ideia do quê que a Marta seria; apenas aconteceu. Eu senti medo. Eu senti que ela foi jogada nessa situação e tinha que lidar com isso e navegar da melhor maneira que ela pudesse. Então eu pensei, ‘Talvez o que estou sentido seja exatamente o que eu deveria estar sentindo.'”

Pela segunda semana de gravações, ela tinha entendido Marta completamente. “Esse papel me deu tantas coisas pra fazer,” ela disse. “Eu estava tão nervosa sobre o tom. Eu estava nervosa sobre a comédia. Eu nunca pensei que eu era engraçada.” Ela parou e riu, como se realmente ela nunca tivesse pensado nisso antes de “Knives Out,” onde Marta despista um grupo heterogêneo de familiares furiosos e passivo-agressivos quase beirando a odiáveis. “Eu acho que sou engraçada!”

“Ela pode fazer tudo, e já era hora das pessoas sentarem e reconhecerem isso” — Daniel Craig

Craig, que se descreve como o “ator menos cômico que você vai poder conhecer,” dá De Armas ainda mais crédito depois de trabalhar dois filmes com ela um atrás do outro.

“Ela apenas é uma atriz muito boa — não há mais o que dizer,” disse Craig, a quem o observador Blanc recruta a sobrecarregada Marta para ajudar em sua investigação mesmo a mantendo na lista de suspeitos em “Knives Out.” (A natureza do relacionamento de Bond com Palome de De Armas em “No Time to Die” continua em segredo, mas você pode esperar uma dinâmica muito diferente no suspense espião.)

“Ela tem a espinha. Ela pode fazer tudo. E era hora das pessoas se sentarem e perceberem,” ele disse, “A performance que ela dá é simplesmente memorável, e no meio de todo o caos das cenas e de tudo que está acontecendo no filme, ela tem essa consistência — e ela é muito engraçada por causa disso. Mas ela é o coração e alma do filme, e isso é uma conquista real. As cenas com ela e Christopher Plummer são de partir o coração. Eles são lindos. E ter isso durante o filme é apenas um testamento de suas habilidades como atriz.”

Embaixo da pompa e suspensórios, Craig já estava treinando e se preparando para Bond quando “Knives Out” estava em gravação. Mas De Armas não tinha ideia de que se juntaria a ele até mais tarde, quando ela recebeu uma ligação surpresa de Fukunaga, quem ela conheceu anteriormente num projeto que nunca se materializou.

“Ele disse, ‘Parte do filme toma lugar em Cuba. Esse papel não existe, mas eu estou pensando em escrever algo para você. Você quer fazer?'” ela disse. Além de ser oferecida um papel feito à mão para Bond, a criadora vencedora do Emmy por “Fleabag” Phoebe Waller-Bridge ia escrever seus diálogos, o que a levou aos céus de animada. “Eu estava tipo, ‘Aaaaaah! Mas é claro.’ E então eu estava tipo, ‘Espera — Eu gostaria de ler primeiro.'”

Eles mandaram pra ela as cenas e ela se rendeu. As Bond Girl dos anos passados numa pareceram identificáveis para ela, disse De Armas. Paloma, porém, pareceu real.

“Eu não diria que ela é normal, porque quando ela precisa fazer seu trabalho, ela o faz,” ela disse. “Mas [ela] tem defeitos. Ela diz o que sente, ela é nervosa, ela tem medo. É humano. Quando eu li, eu estava tipo, ‘Oh espere — Eu posso ser uma Bond Girl. Eu sou isso. Eu sou uma bagunça.’ Por isso pareceu tão atrativo, além do que ela faz na história, que é outro passo para dar às mulheres lugares mais poderosos e fortes em filmes.”

Johnson, por sua vez, não pode esperar para ver suas duas estrelas de “Knives Out” juntos de novo no filme de Bond em abril. “Eu vou ficar emocionado,” ele disse. “Eu vou ser aquela pessoa na plateia na noite de estreia gritando, ‘Marta, acaba com ele!'”

De Armas tem muitos projetos para lançar em 2020, os quais ela já pede desculpa. “Me desculpe, vocês vão ficar entediados comigo!” ela brinca. Eles incluem “Sergio”, “Wasp Network”, que ela gravou com o diretor Olivier Assayas em sua terra natal Cuba, e atualmente está filmando “Deep Water”, que marca como o primeiro filme do cineasta “atração fatal” Adrian Lyne em 18 anos e a coloca ao lado de Ben Affleck como um casal que se envolve num perigoso jogo, adaptado do romance de Patricia Highsmith.

Ela admite que algumas vezes ela carrega suas personagens com ela depois de filmar, e dado a velocidade que os papéis tem caído em suas graças só no ano passado, tem um que ela não teve tempo nem espaço de largar ainda. Todo lugar que De Armas vai em LA, ela sente Marilyn.

O plano original era para treinar e filmar Bond, então voltar para LA. para deixar sua mente e corpo relaxar para interpretar Marilyn Monroe no drama de Andrew Dominik para a Netflix “Blonde”, adaptando o romance histórico de Joyce Carol Oates. Mas depois que as gravações do blockbuster espião foram adiadas devido a Craig ter sofrido uma lesão, De Armas mergulhou em “Blonde” primeiro, interpretando o ícone hollywoodiano num shoot de intensos três meses.

“Foi meio louco, por causa que a corporalidade das duas personagens são tão diferentes – e suas crenças,” ela disse. “Eu nunca fui tão intensa num trabalho e pesquisa e preparação como fiz com Marilyn. Eu nunca fiz — ou irei fazer — nada parecido de novo.”

Depois de terminar “Blonde” às 2 da manhã numa sexta, ela estava de volta a Londres no set de “No Time to Die” na outra segunda. “Então eu vou ser uma Bond Girl com um corpo de Marilyn Monroe,” ela ri.

Ela pensou na estátua de Marilyn no andar a baixo, congelada no tempo, como muitos gostariam de lembrar do ícone. Ela pensou nela mesma em seus primeiros anos em Hollywood. Depois de aprender Inglês, a parte mais difícil chegou quando a toxicidade persistente da indústria e obsessões com imagem chegaram, colocando sementes de insegurança quando ela ia atrás de papéis, antes de bons amigos a lembrarem de ser confiante de si mesma.

Crescendo em Cuba sem videogames ou fitas VHS ou bonecas Barbie, ela se lembra de brincar na rua com os filhos dos vizinhos e usar sua imaginação. Quando ela conseguia assistir a filmes e TV, não era com as estrelas de filmes americanos que a inspiraram.

“Os atores que eu admirava e que me fizeram querer ser atriz eram cubanos, porque aquelas eram as pessoas que estavam contando a minha história,” ela disse, nomeando alguns: Daisy Granados, Luis Alberto García, Isabel Santos. “Eu nunca pensei que eu seria Marilyn Monroe, ou uma Bond Girl, ou qualquer uma dessas oportunidades que me foram oferecidas. Ou — na verdade não oferecidas,” ela corrigiu. “Eu as conquistei.”

Logo, ela volta a Nova Orleans para continuar as filmagens de “Deep Water”, o qual personagens são “tão distantes do que eu consideraria racional ou aceitável num relacionamento.” Então, ela decide, ela irá terminar com LA Por agora.

Seus planos são de dividir tempo em Havana, próximo a sua família, e dar uma chance a Nova Iorque. “Por um tempinho — só pra tentar,” ela sorri. “Eu não sei por quanto tempo, mas eu sinto que está na hora de ir para lá.”

E se no futuro ela não encontrar projetos interessantes com diretores interessantes para a manter ocupada e seu espírito alimentado, ela planeja os escrevê-los ela mesma. “Eu acho que irei precisar de umas aulas de roteirização primeiro,” ela disse, “mas eu tenho sim ideias.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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PHOTOSHOOTS > 2019 > LA TIMES

11.22

Ana de Armas está atrapalhada com um pacote de açúcar e falando sobre sua agenda alucinante em uma tarde em Los Angeles, quando seus já enormes olhos amendoados se arregalam ainda mais.

“Eu tenho abacate no meu rosto?” Ela pergunta um pouco nervosa. A atriz de 31 anos nascida em Cuba vem se sentindo um pouco cansada ultimamente. “Tem sido difícil encontrar tempo para comer, e muito menos me olhar no espelho.”

De Armas deixou o set em Nova Orleans da adaptação de Deep Water, de Adrian Lyne e Patricia Highsmith, na noite anterior para assistir à estréia de Knives Out, de Rian Johnson, que estreia no Thanksgiving. Foi uma breve pausa; Após alguns dias de entrevistas, De Armas voou de volta para continuar gravando.

E tem sido assim há alguns anos. Ela filmou não apenas “Knives Out”, mas o próximo James Bond, “No Time To Die”, o filme de Marilyn Monroe, “Blonde” (ela interpreta ninguém menos que a própria Norma Jeane), e um filme sobre o falecido diplomata das Nações Unidas, Sergio Vieira de Mello.

Na verdade, ela estava ansiosa por uma folga quando “Knives Out” apareceu no final da filmagem cansativa de três meses de “Sergio” na Tailândia. E a descrição que ela recebeu não era exatamente atraente.

“Recebi este e-mail dizendo: ‘Enfermeira, latina, bonita e essa é a cena'”, lembrou. “E eu fiquei tipo ‘Você está brincando comigo? Não sei do que se trata. Essa pequena descrição não diz nada para mim, não fala comigo.”

De Armas sabia que Johnson havia escrito e dirigia o filme e que uma grande estrela, Daniel Craig, estava confirmado no elenco. Ela também é super-protetora com sua carreira e precisava saber mais antes mesmo de concordar em fazer o teste. Embora ela fale naturalmente com sotaque, ela trabalhou duro para provar que é capaz de interpretar personagens fora de sua etnia e incentiva sua equipe a mandá-la para audições para tudo.

Essa determinação e falta de vontade de se estabelecer a levaram aonde ela está: à beira do estrelato. Depois de frequentar a escola de teatro em Havana, ela se mudou para Madri com $300 (economizados) para tentar algo maior. Era uma quantia que ela supôs que a ajudaria a sobreviver por alguns meses (talvez em Cuba), mas ela rapidamente descobriu o contrário. Ainda assim, De Armas encontrou um caminho e começou a conseguir papéis na televisão e no cinema. Depois de 8 anos lá, ela estava pronta para seguir em frente e experimentar Hollywood, mesmo sabendo pouco inglês.

Ela queria ter era um agente e gerente, e conseguiu graças ao seu co-star de “Hands of Stone”, Edgar Ramirez, que a apresentou à sua equipe. Quando ela chegou a Los Angeles, onde ela e um amigo alugaram um quarto de solteiro e dividiram uma cama, De Armas se matriculou em aulas de inglês, mas também disse aos agentes que não queria esperar. Ela queria começar a fazer audições.

“Estava claro que o motivo de eu estar aqui não era me formar em inglês”, disse ela. “Eu os forcei a me enviar para audições e reuniões, mesmo que eu não conseguisse entender metade das coisas.”

Parada do lado de fora da agência da CAA, a produtora Colleen Camp a viu e começou a tirar fotos e gritar sobre como ela tinha que conhecer Eli Roth imediatamente. Eles estavam escalando para o thriller “Knock Knock” com Keanu Reeves, mas De Armas estava literalmente a caminho do aeroporto. Ela conseguiu encontrar Roth, com suas malas na mão e ainda pegar o voo. Eles fecharam o acordo no dia seguinte.

“Meu agente disse: ‘Preciso levá-lo para almoçar com mais frequência'”, disse de Armas, rindo. Ainda um pouco insegura com o inglês, ela passou pela sessão pronunciando suas falas foneticamente.

“Knock Knock” abriu as portas para outras oportunidades. Ela conseguiu um papel em “War Dogs” de Todd Phillips e, em seguida, “Blade Runner 2049” como o par romântico de Ryan Gosling. Esse foi um dos motivos pelo qual Andrew Dominik pensou nela para interpretar Marilyn Monroe.

De Armas sabe que é exigente com sua equipe. Ela teve que lutar pelo acesso ao roteiro bem guardado de “Knives Out”, mas depois que ela leu, percebeu que precisava fazê-lo. Ela voou da Tailândia para Boston para fazer o teste de Johnson, que havia lançado uma grande rede para o papel de Marta.

“A primeira coisa que fiz foi pesquisar Ana no Google, e, claro, todas essas fotos loucas e glamorosas dela apareceram e pareciam exatamente o oposto do que eu imaginava para o personagem. Mas então eu a conheci e sabia que ela era a pessoa certa”, disse Johnson. “Ela tem aqueles olhos de Audrey Hepburn e você fica instantaneamente do lado dela quando os vê pela câmera.”

De Armas voou de volta para Los Angeles, pegou seu cachorro e algumas roupas de inverno e, dentro de cinco dias, estava na Nova Inglaterra filmando “Knives Out” e se sentindo um pouco intimidada como foco do filme ao lado de todas as mega-estrelas.

Na primeira cena em que uma enfermeira imigrante pediu indagações sobre a misteriosa morte do rico patriarca que ela cuidava, ela percebeu que estava tremendo. Curtis, que desde então se tornou amiga e mentora de De Armas, chegou a ela entre as tomadas e a levou nos ombros.

“Ela chegou tão perto do meu rosto e disse: ‘Você tem os olhos mais expressivos que já vi. Você vai ficar bem'”, disse Armas. “Ela me deu aquele pequeno empurrão que eu precisava para relaxar.”

De Armas não sabia disso na época, mas ela estaria trabalhando novamente com Craig em uma grande franquia: James Bond. Mas mais uma vez, De Armas não ia apenas dizer sim porque era Bond. Ela precisava saber mais sobre sua personagem.

Phoebe Waller-Bridge, de Fleabag, escreveu suas cenas e De Armas ficou animada ao descobrir que Paloma não era a garota Bond “perfeita”, mas “bagunçada e meio louca”. “Eu pensei: ‘Acho que posso ser essa mulher'”, disse ela.

De Armas não tem um plano específico para o seu futuro no cinema, mas gosta de um desafio (estudou e trabalhou com um treinador de dialeto por um ano para se preparar para “Blonde”) e adora trabalhar com diretores interessantes, como Johnson, Dominik e Cary Fukunaga. Quanto a saber se tem algum tempo de inatividade na agenda, ela apenas ri. “2020 é o ano para as minhas férias”, declara ela.

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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PHOTOSHOOTS > 2019 > THE ASSOCIATED PRESS

11.22

Em recente entrevista ao site Inquirer, o co-star de Ana de Armas em “Knives Out” e “No Time to Die”, Daniel Craig, comentou sobre a atriz. Leia o trecho traduzido abaixo:

Em seu novo filme, o divertido e brilhante mistério do escritor e diretor Rian Johnson, “Knives Out”, Daniel se reúne com sua nova Bond Girl, Ana de Armas. Ele e Ana fazem parte de um elenco estelar e talentoso: Chris Evans, Jamie Lee Curtis, Michael Shannon, Don Johnson, Toni Collette, LaKeith Stansfield e Christopher Plummer.

O drama cheio de reviravoltas segue um detetive enquanto ele investiga a morte de um patriarca de um clã excêntrico.

Ele contou: “Eu vi Ana em ‘Blade Runner 2049’. Como a maioria das pessoas, fiquei (suspiros) ‘quem é essa?’. Ela ilumina a tela, ela consegue isso. Sem Ana e sua performance neste filme (Knives Out), acredito que não teríamos um filme tão bom.”

“As cenas dela e Christopher Plummer, eu choro quando as assisto. Eles são tão comoventes e tocantes. Eles são centrais para o filme. A realidade do filme está com ela e, como eu disse, ela é a pessoa mais inteligente lá.”

“Quando estávamos trabalhando no filme de Bond e tivemos uma cena em Cuba, eu estava sentado com Cary Fukunaga. Ele me questionou: ‘Você conhece Ana de Armas?’, Eu disse: ‘Sim, eu a conheço. Eu trabalhei com ela. Cary disse: ‘Quero incluí-la nesta parte.’ Eu fiquei tipo: ‘Você tem meu voto’. E assim isso aconteceu.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

11.18

Ana de Armas e Lashana Lynch são os destaques da nova edição da revista The Hollywood Reporter, onde falaram sobre seus papeis em No Time to Die, novo filme da franquia 007. Confiram a matéria traduzida, fotos e vídeos abaixo:

Em Londres, com as atrizes de ‘No Time to Die’, parte da lista de talentos da nova geração da The Hollywood Reporter, elas se abrem ao trazer James Bond na era do #MeToo: “Há uma evolução.”

Quando Ana de Armas chegou pela primeira vez no Pinewood Studios de Londres para filmar No Time to Die, a 25ª instalação da franquia James Bond, ela estava um pouco deslumbrada — apesar de não estar quando apresentada ao protagonista Daniel Craig. Aconteceu quando ela estava indo a uma reunião com o diretor Cary Joji Fukunaga, que estava conversando com Phoebe Waller-Bridge, a criadora britânica de Fleabag e Killing Eve que foi contratada para trazer uma nova perspectiva feminina (e algum humor) para o roteiro do filme.

“Eu vi Phoebe, e eu apenas corei — eu fique vermelha como um tomate,” diz de Armas, 31. “Eu estava tipo, ‘Ai meu Deus, posso te abraçar? Eu quero ser sua amiga.'”

Nunca isso foi tão crítico para um filme Bond. Quando for lançado em 10 de abril, No Time to Die com orçamento de 250 milhões de dólares vai ser a primeira entrada da série num mundo de #MeToo e Time’s Up. E enquanto a franquia de $7 bilhões talvez seja pra sempre mais lembrada pelo agente mulherengo que carrega o nome da franquia, o diretor Fukunaga (True Detective, Beasts of No Nation) e produtora Barbara Broccoli trabalharam duro com Lynch e de Armas para criar um novo tipo de personagem feminino para Bond que são mais completamente realizadas que as “Bond girls” dos filmes anteriores.

“É bastante óbvio que há uma evolução no fato que Lashana é uma das personagens principais no filme e ‘veste as calças’ — literalmente. Eu uso o vestido. Ela ‘veste as calças’,” diz de Armas, encolhida em uma cadeira no lobby do Charlotte Street Hotel em Londres.

Ela e Lynch, conversando sobre suas trajetórias de carreira para a edição anual da Nova Geração do THR, estão ambas no meio do seu ano de revelação. Em adição a Bond, de Armas interpreta a protagonista em Knives Out de Rian Johnson (27 de novembro) e irá interpretar Marilyn Monroe em Blonde da Netflix, previsto para 2020.

Agora elas estão a uma semana de terminar as gravações que demoraram épicos seis meses de Bond, e ambas estão exaustas. De Armas coloca dois pacotes de açúcar em seu café. “Eu uso muito acúcar,” diz a atriz Cubana-Espanhola pedindo desculpas ao abrir outro pacote. “Eu geralmente coloco leite condensado nele — nós chamamos de café bon-bon.”

Bond girls tem uma história complicada. Por décadas, elas tiveram a reputação de ser um colírio para os olhos, serem seduzidas por Bond e então descartadas. Em Goldfinger de 1964, Pussy Galore (Honor Blackman) diz repetidamente que não está interessada, mas Bond a joga no chão e a beija; em From Russia With Love (1963), Bond tenta arrancar uma confissão de Tatiana Romanova (Daniela Bianchi); e em Diamonds Are Forever de 1971, Bond tira o top do bikini de Marie (Denise Perrier) e a estrangula com ele. Filmes recentes tem trago personagens femininas mais completamente realizadas à série, incluindo M de Judi Dench, Moneypenny de Naomie Harris e Madeleine Swann de Léa Seydoux, as duas últimas citadas retornando em No Time to Die. Ainda assim, ambas de Armas e Lynch pausaram antes de assinar contrato.

“[As mulheres] foram sexualizadas anteriormente, eram um esteriótipo, o tipo de mulher que sempre vai estar em perigo e esperando para ser resgatada por Bond,” diz de Armas.
De Armas nota que trabalhou duro para evitar ter papéis estereotipados. Depois de cursar na Escola de Teatro Nacional de Cuba, ela se mudou para Espanha com 18. “Literalmente duas semanas depois que me mudei, eu fui elencada como uma das protagonistas de uma nova série televisiva que se tornou tipo a série televisiva de mais sucesso pelos próximos três anos,” ela diz sobre El Internado, um drama que se passa num internato. Mas após alguns anos em Madrid, ela se sentiu ultrapassada — ela tinha 22 interpretando papéis de 16. Ela se mudou para Los Angeles, onde seu colega de trabalho em Hands of Stone, Édgar Ramírez a apresentou para seu agente.

O problema era, ela não falava Inglês. Ela se encontrou no CAA, sentada com “uma equipe inteira que eu realmente não conseguia me comunicar,” ela diz. Ela ainda conseguiu um grande filme de terror, Knock Knock com Keanu Reeves, sem falar a língua. “Eu aprendi foneticamente,” ela diz. “Eu não tinha certeza do que eu estava dizendo.” Ela rapidamente se matriculou em aulas de Inglês e, assim que conseguia falar algumas palavras, ligou para sua equipe com um mandato — ela não queria ir atrás de papéis específicos para Latinos: “Eu disse, ‘Eu não quero fazer audições para Maria, Juana e Lola e todas essas coisas. Eu quero fazer audições para as mesmas partes que todos estão fazendo audições.'”

Ela conseguiu papel em War Dogs com Miles Teller e Jonah Hill e Overdrive com Scott Eastwood. O papel em Blade Runner 2049 de 2017 como interesse amoroso de Ryan Gosling deveria ter sido sua revelação, mas o filme teve um desempenho abaixo do esperado. “Eu acho que fiquei em casa fazendo nada por quase um ano literalmente,” ela diz. O pagamento pelo menos permitiu que ela comprasse sua primeira ostentação, uma casa em Cuba, que ela ainda visita regularmente.

Quando os agentes falaram pra ela sobre um papel em Knives Out, uma comédia de mistério de Johnson, ela ficou desencorajada com a descrição “cuidadora, bonita e latina” e decidiu passar até de fazer a audição. “Eu fiquei tipo, ‘Latina de novo, sério? Não! Não vou fazer isso.'” Ela apenas concordou em fazer parte quando eles a enviaram o script e ela percebeu que o papel era o coração do filme, a bondosa cuidadora com segredos próprios que é levada no meio de um drama familiar. “Ela obviamente tem tremendas habilidades como atriz ,” diz Johnson, que a elencou, “mas aqueles olhos, cara, você apenas olha para aqueles olhos e imediatamente está do lado dela.” (O filme contém seu colega de elenco de Bond, Craig, como também Toni Collette, Chris Evans e Michael Shannon).

Foi a produtora de Bond, Broccoli, que revisou a franquia com seu meio-irmão Michael G. Wilson desde 1995, que pensou em de Armas para No Time to Die. As duas se conheceram cinco anos atrás, quando de Armas, ainda nova em L.A., foi levada à Soho House pela produtora de Knock Knock, Colleen Camp. Ela apresentou a atriz à Broccoli, que estava lá com Sam Mendes de Spectre. “Nós nos encontramos brevemente porque eu não conseguia dizer nada [em Inglês],” diz de Armas. “Mas eu acho que Barbara nunca esqueceu aquele encontro.” quando de Armas terminou a gravação de Knives Out, ela diz que recebeu uma ligação de Fukunaga, que disse a ela que partes do filme de Bond seriam gravadas em Cuba e “ele queria escrever algo para mim.”

Ser parte de uma das maiores franquias cinematográficas na história do cinema — e uma das mais discretas — trouxe desafios. Rumores vazaram, tanto verdadeiros como falsos (por exemplo, de Armas diz que rumores que foi contratado um coach de intimidade para suas cenas com Craig são falsos). Tudo que as atrizes falam sobre o filme viram manchetes — e elas não podem falar muito. No lobby do Charlotte Street Hotel, de Armas começa a falar sobre Paloma, e então fica nervosa. “Eu não sei quanto posso lhe contar sobre ela,” ela diz. Após cinco meses, apenas os nomes de suas personagens forma oficialmente confirmadas, apesar de quando pressionadas, ambas atrizes divulgam um pouco mais do que já era previamente conhecido.

“[Paloma] é uma personagem que é muito irresponsável,” diz de Armas. “Ela tem essa animação de alguém que está empolgada por estar em missão, mas ela brinca com essa ambiguidade — você realmente não sabe se ela é realmente treinada e a parceira preparada para Bond.” Claro, de Armas está correndo por ai de belos vestido e saltos altos (“Ninguém pode te treinar ou te preparar para aquilo,” ela diz), mas adiciona que “cérebro e aparência são iguais dessa vez. Ela é muito inteligente. Ela ajuda Bond a passar por certas coisas que ele não conseguiria sozinho.”

Por enquanto, ambas atrizes continuam ocupadas até elas irem para a tour mundial promocional na estreia do filme.

A biopic de Marilyn Monroe, Blonde, de De Armas, de Plan B e Netflix, ainda não tem data de estreia. “Não é o que eu acho que as pessoas acham ou já viram de Marilyn,” ela diz. “É um lado bem profundo, cru, escuro da mesma história que achamos que conhecemos — atrás dos sorrisos e do glamour.” Ela vai direto do set de Bond para Nova Orleans para filmar o suspense erótico da New Regency, Deep Water, com Ben Affleck. Ela diz, com um sorriso distorcido, “Então talvez eu durma ano que vem, algum dia.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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10.25

MARAVILHOSA! Ana de Armas será a capa da edição de novembro da C Magazine. Além do ensaio exclusivo, a atriz também concedeu uma entrevista à revista. Confira a matéria completa traduzida:

ANA DE ARMAS ESTÁ CONQUISTANDO HOLLYWOOD EM TEMPO RECORDE

Com o último episódio de 007 e a biopic de Marilyn Monroe da Netflix no horizonte, a estrela nascida em Havana está bem no seu caminho em se tornar um nome familiar.

“Eu nunca pensei que eu seria uma Bond Girl. Eu nunca pensei que que seria a Marilyn Monroe,” nos conta a atriz de 31 anos Ana De Armas. “Sequer pensar que eu iria trabalhar com alguma coisa pra início de conversa era forçar. Mas ao mesmo tempo, eu acho que meio que sabia [que poderia acontecer] porque é por isso que me mudei para L.A. Alguma coisa dentro de mim sabia que eu seria capaz de fazer.” A prova desse conceito não demorou muito para se manifestar. Há apenas 5 anos que de Armas se mudou para Hollywood de Madrid – na época, ela mal falava Inglês.

“Tudo sobre interpretar Marilyn Monroe foi empolgante e inspirador e aterrorizante” confessou De Armas.

Ela já teve performances significantes que ajudaram a impulsionar sua carreira como em War Dogs (2016) e Blade Runner 2049 (2017), mas no curto tempo, de Armas pairou ao estrelato. Primeiro em Knives Out que estreia do outono, um mistério de assassinato estrelando Daniel Craig, Chris Evans e Toni Collette, e dirigido por Rian Johnson de Star Wars: O Último Jedi. Ela logo será mandada para Nova Orleans para filmar o suspense erótico Deep Water de Adrian Lyne, baseado num romance por Patricia Highsmith, junto a Ben Affleck. Abril trará a estreia de No Time To Die, também conhecido como Bond 25, onde ela interpreta, sim, a nova Bond girl. Também em 2020, ela aparecerá como uma das estrelas mais icônicas da América na biopic da Netflix de Marilyn Monroe: Blonde. baseado no romance de Joyce Carol Oates.

De Armas cresceu em Havana. Seu pai, Ramon, trabalhava como professor e estudou filosofia na Rússia, e sua mãe, também nomeada Ana, trabalhou com recursos humanos; seu irmão, Javier, é fotógrafo. Quando adolescente, ela decidiu que queria ser atriz, e com 14 anos começou a estudar na Escola Nacional de Teatro de Cuba. Depois de estrelar em poucas produções Cubanas-Espanholas, ela deixou seu país natal com 18 anos para Madrid com apenas 200 euros. Ela foi quase imediatamente elencada para uma série televisiva, fez vários filmes espanhóis, e então, com 25, de Armas decidiu que era hora de arrumar as malas e partir para Los Angeles.

“Eu não estava ficando entediada, mas eu queria algo novo e diferente. Eu queria inspiração em outro lugar,” Ela diz. “Quando eu tenho isso em minha cabeça, não há nada que possa me parar. Mas eu nunca pensei que trabalharia tanto assim.”

Apesar de sua determinação, em seus primeiros dias na Califórnia, de Armas mal conseguia se comunicar com seus agentes e empresários, imaginem então ter conversas brilhantes e animadas com produtores de filme e diretores de elenco. “É claro, você consegue imaginar como aqueles eram,” de Armas se recorda secamente. Em certo momento, ela diz que o diretor de elenco falou para ela, “Bom, nos falamos de novo em alguns anos.” Tradução: Eles poderiam se conectar de novo quando ela falasse Inglês melhor. “E eu respondi, ‘Não, nos falaremos em dois meses.’ E ele começou a rir e disse, ‘Você está doida, você não consegue.’ Mas em dois meses eu já estava fazendo audições para ótimos filmes.”

“Eu estou boa quando estou trabalhando. É onde me sinto mais feliz”, disse Ana de Armas.

Isso é tudo que de Armas queria: “Nem sempre pegar os papéis, mas apenas poder estar na sala. É isso que me anima. Na verdade ter a oportunidade de estar na sala com diretores que eu realmente, realmente quero trabalhar. Eu estava dizendo coisas que eu nem sabia o que estava dizendo mas eu estava ali. Era isto. Sempre fui pontual, e estava na sala fazendo a audição.”

De Armas reconhece que os processos de audição são, pra colocar suavemente, “estranhos,” mas ela gosta. É uma conversa. “É um dia particular por dois minutos,” ela adiciona. “Eles não sabem o que está acontecendo na sua vida. Você talvez esteja triste ou feliz, doente ou com febre. Eu até já fiz uma audição com o meu cachorro na sala porque eu iria direto ao aeroporto. Mas eu apenas gosto de ir na sala para que eu possa ser uma pessoa.”

Talvez o molho secreto de de Armas não seja sua determinação, mas seu autêntico caráter depreciativo. “Eu não sou boa em entrevistas,” ela diz. “Eu não sou boa em mídias sociais.” (Na verdade, ela tem 1.5 milhões de seguidores no Instagram, mas quem está contando?) “Eu sou boa no set, sou boa quando estou trabalhando. É quando me sinto mais feliz, quando eu estudo e me preparo. O ramo de filmes e a indústria não são onde minhas forças estão.”

Estudo e preparação foram integrais para a produção de Blonde, que também contém Adrien Brody (como Arthur Miller) e Bobby Cannavale (como Joe DiMaggio). “Eu trabalhei no sotaque por um ano inteiro,” de Armas diz. “Eu tinha a responsabilidade de retratar ela e a vida dela do melhor jeito possível. Tudo sobre isso foi estressante, e tudo sobre isso foi animador e inspirador e aterrorizante.” Gravar cenas em Malibu com a peruca e maquiagem, a semelhança de de Armas com a estrela bombshell dos anos 50 que estrelou em Some Like it Hot é assombrosa, uma completa transformação para o papel e 180º de Blade Runner 2049.

Pulando das filmagens de Blonde para Bond foi “uma transição muito estranha,” ela adiciona. “É tão diferente… Eu nunca fiz um filme de ação, e eu devo ter subestimado o que esses tipos de filme são, mas eu devo dizer que estou muito impressionada,” de Armas diz. “Cara, é muito difícil. O treinamento, ser autêntica a esse tipo de filme, ao tom. Tudo demora tanto, toma a sua energia, quando você está esperando, tudo cai. E de repente você está no set e tem que começar a matar pessoas ou dar uma porrada nelas. E é com salto alto!”

Ajuda ter os diálogos escritos por Phoebe Waller-Bridge, que foi chamada para amplificar o filme. “Eu fui sortuda, todas as minhas cenas foram escritas por Phoebe” de Armas diz. “Meu diálogo e a energia da minha personagem realmente se concluem como Phoebe se conclui. A mulher que estou interpretando é diferente [das antigas Bond Girls]. Tem alguma animação nisso. É refrescante e animador.”

Sobre a visita ao Estúdio Pinewood perto de Londres numa tour com o diretor de Bond, Cary Fukunaga, de Armas diz, “Eu entrei no escritório e Cary estava tendo uma reunião com os roteiristas e Phoebe estava na reunião. Eu nunca corei tanto. Eu mal conseguia falar. Ru apenas fui ‘Ai meu Deus, Ai meu Deus, eu te amo, eu te amo, eu quero ser sua amiga!'” Elas ainda não são BFFs, porém. “Quem sabe um dia,” de Armas diz rindo.

Outro momento ‘me belisque!’ seria trabalhar com o famoso diretor espanhol Pedro Almodóvar, que ela ainda não conheceu. “Isso seria um sonho,” ela diz. “Ele é uma lenda. Ele é incrível. Agora eu sou uma Bond girl, mas eu adoraria ser uma Almodóvar girl. Eu faria uma audição pra ele com certeza.”

A realidade é, como a maioria das histórias de sucesso de Hollywood existentes, a sua ambição geralmente atrapalha em todo o resto. “Estou sentindo saudades dos meus amigos e minha família e minha casa, mas a vida continua, e eu quero ver que oportunidades estão por vir.”

Fonte | Tradução – Equipe Ana de Armas Brasil

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